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Historia de terror

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Comentários

  • Doko (BR1)Doko (BR1) Postagens: 131
    editado 18.07.2015
    Twonay suas histórias são boas :D

    HOMEM DA MEIA NOITE
    Olá, você provavelmente não conhece o homem da meia noite.
    é um desafio, criado por uma certa religião que hoje quase não existe mais, a religião adorava o demônio.
    Quase perto da meia noite, prepare 12 velas e pegue um pacote de sal grosso, é importante desligar os aparelhos eletrônicos durate esta sessão.
    Faça o seguinte : em cada porta coloque uma vela, no corredor outra, ai na outra porta de um outro comodo, coloque outra vela, vai fazendo uma fila de velas com as 12, uma vela em cada porta.
    Antes de começar, se pergunte: eu quero fazer isso?
    se a resposta é afirmativa, faz um circulo de sal grosso. (OBS: use o sal para se proteger, nao fassa, e coloque velas em cozinha e sala, apenas uma dentro do comodo e uma na porta, as 12 tem que ser usadas.)
    Ok, com as velas acendidas e postas e o circulo de sal feito, você não pode fazer nada de gracinhas, se quer proteger uma pessoa na casa que esta em um comodo, coloque sal na porta.
    Antes da meia noite, de 23 batidas na porta de sua casa, a numero 23 tem que ser exatamente meia noite.
    você percebe q conforme voce bate na porta alguem bate de volta.
    Ok, na vigésima terceira você acaba de começar o jogo e convidar o demonio para a sua casa, é basicamente o seguinte: se a vela se apagar significa que o demonio nao entra na mais no lugar, por exemplo, uma vela no quarto dentro dele, ai se ela se apagar, o espirito nao entra mais no quarto.
    Se voce se sentir ameaçado , vá para o circulo de sal , é a unica proteção contra a força obscura.
    não peça para ele fazer um gesto de que está ai. se todas as velas se apagarem corra para o circulo de sal.
    o jogo só acaba 3:33:33 da manha. tenha um relógio certeiro ou celular.

    Ok, se nao entendeu deixarei o video do tio Ambu, muito forte realmente é real não fassam isso!
  • Doko (BR1)Doko (BR1) Postagens: 131
    editado 18.07.2015
    TABULEIRO OUIJA [VIDEO CURTA METRAGEM]


    NOTA: Tudo neste vídeo foi produzido.
  • maycon007 (PT1)maycon007 (PT1) Postagens: 191
    editado 27.07.2015
    muito louco
    MAYCON007 pt1mqdefaultwebp
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 27.07.2015
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    Hora de Dormir IV (parte 8)

    Deus amado, aquilo sabia meu nome! Para mim era como se ele soubesse quem eu era de alguma forma, fazendo assim de mim um alcance ilimitado. Que na verdade eu nunca pude me livrar dele. Que ele poderia me matar a qualquer momento.

    Algo de repente chamou minha atenção, um movimento acompanhado de rufar de pano. Eu já sabia de onde se originava aquela rítmica e agitada voz. Eu já sabia por que estava abafado e difícil de decifrar. Agora eu podia vê-lo, apenas alguns metro de distância.

    De pé.

    De pé atrás das cortinas.

    Lá fora a lua estava em sua ascendência, e enquanto seu brilho não podia penetrar inteiramente o tecido grosso, fracamente, a luz mal podia delinear a coisa entre a minha janela e as cortinas. Eu não posso expressar a estranheza que me dominou, então. Minha ansiedade e o terror tinham aumentado, mas uma compulsão incomum, uma sensação prematura tomou conta de mim.

    Eu tinha que ver o que era.

    Eu dei mais um passo hesitante em direção às cortinas. A cortina oscilou ligeiramente, como se fosse apanhada por uma brisa, mas eu não podia dizer que se deveras o movimento tinha sido feito pelo vento ou pela mão da coisa que se escondia atrás da cortina. Eu já estava perto o suficiente para ouvir sua respiração ofegante, o barulho gosmento de algum tipo de líquido vindo de sua garganta a cada inalação

    Era isso.

    Eu iria confrontar a monstruosidade do meu passado, o atormentador da minha infância, esse maldito covarde. Levantando a minha mão direita vagarosamente, eu acidentalmente toquei o tecido da cortina, causando uma onda súbita que fez o pano se dividir momentaneamente. Eu engasguei. Pelo meio da fenda que se foi feita por apenas um momento, eu o vi.

    Meu Deus, como eu posso descrever o que estava lá de pé? Até agora, eu fecho meus olhos rezo para poder apagar isso da minha memória. Aquilo tremeu e se balançou enquanto continuava a murmurar, repetidamente uma frase indecifrável, soando como uma bizarra mistura de várias línguas. Sua pele mole esticada sobre uma estrutura de ossos frágeis e proeminentes; vértebras, costelas e até órgãos internos praticamente salientados através da fina camada de pele, magro, pálido, com núncias de rosa, e parecia como se tivesse uma casca machucada em volta do corpo. Mesmo parecendo desnutrido, com o estomago distendido e sua aparência ossuda, não diminuía a sensação que a coisa tinha a capacidade de exercer uma tremenda força bruta, para matar qualquer uma de suas vítimas.

    Meu estomago ficou revirado, um cheiro estranho tomou conta do ar, e enquanto a coisa murmurava e sussurrava na escuridão, eu não podia deixar de sentir uma pequena compaixão pelo desgraçado, tremendo na noite, como se fosse vítima da fome por muito tempo.

    Rapidamente voltei a razão e percebi que aquilo não era para se ter pena, e sim ser temida. Não para ser entendida, e sim exposta. Não estava tremendo porque estava frio, estava tremendo de excitação, como um drogado ansioso por sua próxima dose.

    De pé, contemplando o que eu tinha acabado de ver pelas cortinas, mais uma me preparei para retirar sua proteção e revelar ele pelo o que ele realmente era; um vândalo de coração congelado, um vagabundo do pior tipo, um marginal purulento que queria só o próprio prazer.

    Quando eu estava levantando minha mão mais uma vez para mexer as cortinas, algo chamou minha atenção. Seus sussurros confusos que saiam espremidos por aquela boca podre, se tornaram quatro palavras que fizeram a frase mais terrível que eu já tinha ouvido.

    "Olhe atrás de você."

    Um respirar gélido deslizou pelo meu pescoço.

    Por um momento eu congelei, mas o amor é um motivador poderoso. Se eu estivesse sozinho, o medo teria tomado conta de mim, tirando qualquer possibilidade de força da minha mente, mas Mary estava dormindo no mesmo quarto que a coisa; proteger alguém que eu amo daquela merda era a única coisa na minha mente.

    Me virei lentamente e enquanto fazia isso, podia ouvir no ar um chiado ofegante, algo gemendo. Enquanto eu estava ainda me virando eu pude ouvir o cheiro da respiração, um cheiro de praga, um cheiro de morte pairava no ar. Então eu ouvi outra voz. Não era a voz daquele monstro, e sim a da Mary. Ela deixou sair um grito que me assustou e agoniou a minha essência. Um grito que vai me assombrar pro resto da minha vida.
    Eu me virei rapidamente e pus meus olhos da coisa, mas não estava atrás de mim, estava na cama! A coisa se contorcia entre uma voz rouca, chiando de prazer, sua coluna vertebral curvada por dentro de um pano podre, rasgado e destruído, em uma vã tentativa de parecer um pouco humano.

    Mas, era aquilo humano? Tinha alguma vez sido humano? Ou era algo tão vil, tão desprezível, tão completamente e dolorosamente desprezível que jamais nenhum homem ou mulher poderia decifrar?

    Eu avancei à ele, agarrando-o, batendo e puxando aquilo com toda a minha força, a sua pele escorregando de minhas mãos. Ele apertou e forço o rosto de Mary no travesseiro com alegria. Com sua outra mão arrancando a camisola, com seus dedos longos e sedentos acariciando sordidamente o corpo nu de Mary.

    Os gritos de Mary foram abafados pelo travesseiro e eu comecei a ficar com medo que ela estivesse se sufocando.

    Eu berrei, eu gritei, eu implorei para que a coisa deixasse ela em paz, para que me pegasse, que fizesse o que quisesse comigo, mas isso apenas serviu para animar o demônio e que fizesse coisas piores. Ele estava machucando, cortando... minha linda Mary.

    De repente a coisa parou de atacá-la, mas ainda mantinha sua mão magrela e ossuda na parte de trás da cabeça de Mary, empurrando ainda mais seu rosto no travesseiro. Eu tinha minhas mãos em volta de seu pescoço pútrido, tentando fazer o melhor que eu podia para estrangular o animal, mas meus esforços eram em vão. A sua estrutura frágil desmentia sua força avassaladora. Eu assisti o maldito correndo os dedos pelo cabelo de Mary, lentamente, quase como se acarinhasse-a.

    Eu podia ouvir o girar e o craqueamento de osso, o estalo de cartilagem, o estalido dos tendões.

    Graças a Deus não estava vindo de Mary! Eu já estava nas costas da coisa, com o braço em volta da garganta dele, meu queixo esfregando contra a pele nojenta de seus ombro. Quando sua coluna cavou fortemente em meu estomago, a coisa torceu o pescoço de uma forma totalmente desumana. Seu pescoço deu estalo e ele gemeu sob a tensão de cada movimento, como se estivesse impedido por mil anos de atrofiação.

    Agora estava olhando diretamente para mim.

    Eu aumentei meu controle, e xinguei, gritei, e eu teria arrancado sua garganta se eu pudesse, mas foi tudo em vão, já que continuava a correr os dedos esqueléticos pelo cabelo de Mary, me olhando com grande indiferença.

    Eu acho que nunca vou realmente me recuperar do som que foi proferido através do que eu supus ser uma tentativa de sorriso, suspirando ofegante, grunhindo, algo que chegava bem perto de uma risada sinistra vindo de outro mundo.

    Seus olhos começaram a me encarar profundamente quando nossos rostos se encostaram. Eu nem conseguia ver meu reflexo; Duas bolas de vidro, de um negro profundo, sem nenhuma luz, alegria ou amor. Estava me olhando como se desejasse falar algo, como se estivesse tentando me comunicar uma simples ideia.

    Malícia.

    Com um movimento violento e doloroso, arrancou um punhado de cabelo da cabeça de Mary, deixando uma ferida aberta atrás da cabeça dela. E em seguida ele sumiu. Mary não gritou, apenas choramingou. Eu liguei a luz da cabeceira, mas nenhuma palavra de cuidado ou simpatia podia consolá-la.

    Ela chorou incontrolavelmente.

    A cama estava ensopada com o sangue que tinha escorrido dos cortes e arranhões de suas costas e da enorme ferida da cabeça de onde o cabelo tinha sido arrancado. Eu a abracei, falei que tudo ficaria bem; e então ela me olhou.

    Olhando para seus olhos que estavam cheios de lágrimas, eu sabia de imediato no que ela estava pensando. Ela pensou que eu tinha a atacado, que eu tinha feito aquelas coisas terríveis com ela. De todas experiências que eu tive, o olhar traído, de desprezo e nojo no rosto de Mary será pra sempre o mais doloroso.

    Ela foi embora.

    Depois de se recompor, ela juntou algumas coisas e saiu. Eu tentei explicar, eu tentei contar tudo à ela, tudo que estava acontecendo, mas ela não quis me ouvir. Quem acreditaria em tal história absurda? Ela simplesmente disse que não iria chamar a policia, mas se eu tentasse entrar em contato com ela de novo, ela o faria. Para ela, eu era o agressor. Quando ela se foi, se virou para me olhar mais uma vez e se desfez em lágrimas.

    Agora eu sei que a perdi para sempre. A mulher que eu amo mais que tudo nesse mundo pensa que eu sou um ser humano perturbado e violento. Se ela pudesse apenas entender que a coisa que fez aquilo não era nem humana, e se um dia foi, tinha já deixado a muito tempo sua natureza.

    Era cinco da manhã quando Mary foi embora; agora são nove horas. Eu estou sentado aqui na luz fria do dia na minha cozinha, escrevendo para que eu não me esqueça do que ocorreu, para que as pessoas entendam, para que Mary entenda, que seja lá o que aconteça, qualquer coisa que ocorra daqui pra frente, foi aquela maldita criatura da minha infância, daquele quarto estreito amaldiçoado que por todos esses ano tinha despejado sua miséria em mim; em nós.

    Devo dispensar o sentimento agora. Eu poderia, facilmente, ficar sentando aqui de luto pela perda da minha relação com Mary, ou eu poderia me permitir a ficar com muito medo; não fazer nada. Mas isso não vai acontecer.

    Eu posso ouvir a risada dos filhos do meu vizinho do lado de fora. El fases diferentes da minha vida, eu me lembro de ter o mesmo sentimento de felicidade e alegria de algo como simplesmente brincar com amigos, escalar uma árvore, beijar a mulher que eu amo, ou até mesmo cair no sono na cama para sonhar com algo bom, na segurança de uma casa de uma família feliz. Memórias, memórias... apenas lembranças. Temo que nunca vou poder ter essas experiencias de novo. Essa coisa me destruiu. Mas estou decidido. Seja lá o que esse desgraçado tenha guardado para mim, o que quer que seja suas intenções comigo., eu não vou permitir que essa coisa prejudique outra pessoa novamente, ou invadir a vida de outra criança, como tinha feito comigo a muito tempo atrás.

    Devo ir agora, porque há muitas coisas que devo fazer antes do anoitecer, antes dele voltar. Meus planos tem de ser feitos e com alguma sorte eu espero que funcione. Eu gostaria de dizer que você lerá mais de mim em breve, mas acho pouco provável. Espero que você entenda que tem de ser feito.

    Porque essa noite, eu vou matá-lo.
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 27.07.2015
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    Hora de Dormir V (parte 9)

    Estou tremendo enquanto escrevo isso. Eu fui liberado pela policia duas horas atrás, e eu sou obrigado a registrar os acontecimentos para lembrar dos eventos que ocorreram rapidamente do dia para a noite. Em alguns aspectos eu quero esquecer, mas eu sei que eu não posso, eu sei que eu não devo. Para minha própria sanidade eu tenho que divulgar o que aconteceu, pois é muito importante. Devo sempre me permitir a ser levado pela natureza, pela mecânica racional do mundo, mais uma vez, essas palavras devem servir para lembrar-me do que o que é invisível é misterioso e assustador.

    Depois que Mary foi embora, eu sabia que eu tinha perdido ela para sempre, mas antes de ser consumido pela depressão e pela falta de ação, eu estava me revigorando para um propósito, por um pensamento, por uma ideia que eu sabia que tinha de ser realizada. Eu tinha que destruir a coida, porque eu não podia dar a chance de algum dia ele vir a machucar mais algum ente querido meu, ou profanar a inocência de outra criança;

    Eu também sabia que eu tinha enfrentado a morte, mas o sentimento de que eu já havia perdido tudo, aquilo era um pequeno preço a ser pago. Diz-se que a vingança é um prato que se come frio mas eu tinha esperado toda a minha vida adulta para me livrar daquela coisa, da sua memória e da sombra que tinha lançado sobre mim. Eu conhecia proposição de matar esse demônio, essa força pervertida e corrompida; e faria com um sorriso na minha cara.

    Naquela noite ele morreria, mesmo que eu tivesse que arrasta-lo para o inferno comigo.

    Me ocupando pelas horas seguintes, eu arrumei um saco e escrevi uma carta pata Mary e minha família explicando o que tinha acontecido e que eles não eram culpados. Eu liguei para minha mãe e pai, então meu irmão, apenas para ouvir a voz deles uma última vez, mas eu não me prendi no pensamento que talvez fosse a ultima vez que falaria com eles. A intuição de minha mãe fez a perguntar se estava tudo bem, eu sorri e disse que a amava antes de dizer, relutantemente, adeus.

    Por volta das 19h eu fui para o carro. O sol já tinha se posto, e a rua parecia estranhamente vazia e quieta, como se fosse acena de um funeral autônomo. Sentei-me no banco do motorista, deixando a porta do carona aberta, esperando meu passageiro indesejável.

    Por volta das 21h nada fora do comum tinha acontecido, o local permanecia abandonadoe o ar frio da noite que fluia pela prota aberta estava começando a encomodar. Enquanto sentado lá, muitos pensamentos passaram pela minha mente. Eu comecei a refletir sobre a natureza do parasita cadavérico. Uma pergunta surgiu entre um mar possibilidades, elevando-se acima de todas outras, imóvel e continua:

    "Você pode matar algo que já está morto?"

    Eu não sabia se a coisa tinha saído de um túmulo, oi era um fantasma de outro plano que podia ser considerado "vivo" de alguma forma, mas quando eu estava começando a reavaliar meu plano, ele chegou. Foi súbito de primeira, mas houve uma pequena mudança, um movimento quase indistinguível na suspensão do carro. Se tivesse sido por qualquer outra circunstancia eu nem teria notado, mas eu estava muito familiarizado com esse sentimento por todos aqueles anos, de como o beliche mudava um pouco quando a coisa subia para a cama de baixo. Eu sabia qual era o seu cartão de visita. O ar ficou mais denso como se tivesse sido contaminado por algum cadáver próximo.

    Estava no carro comigo, invisível ao meus olhos, mas pelo menos estava lá. Quando ouvi o menor da respiração sussurrada vinda do banco de trás, inclinei-me lentamente e fechei a porta do carona. Eu virei a chave da ignição e arranquei o carro pela rua, e eu pude jurar que ouvi um risinho tranquilo, como se zombasse de mim.

    Será que ele sabia o que eu estava planejando?

    Nosso destino não era longe. Ocasionalmente, pelo caminho, eu podia ouvir algo vindo de trás, mas eu me recusava a olhar apara aquela coisa no escuro. Paciência; não demoraria muito para eu confrontá-lo.

    A ironia me bateu, eu estava tentando assustar a coisa que havia me aterrorizado e torturado por anos quando criança. Eu tinha ser invulnerável e dirigir com cuidado+ e com calma pelo campo, inundado pela escuridão, esperando que meu passageiro sobrenatural não suspeitasse de mim.

    Eu cheguei.

    As rodas do carro se forçaram e deslizaram pelo mato baixo conforme eu avancei pela estreita estrada do campo. A paisagem foi se revelando enquanto eu avançava e quando eu olhava para aquelas árvores podre e o lugar vazio ao meu redor, eu percebi que tinha sido apropriado ir para um lugar tão sem vida quanto a coisa que eu pretendia destruir.

    O terreno acabou bruscamente; um paredão de uma antiga pedreira que formava um alto precipício, diretamente para as águas profundas e negras de um lago logo abaixo. O terreno do precipício era relativamente plano e havia sido de fato uma estrada para o lago décadas atrás. As crianças locais contavas histórias sobre os fantasmas vingativos dos que morreram durante a subsidência., mas eram apenas histórias. Ou talvez não eram. No passado eu não daria crédito a esse tipo de histórias, mas se eu contasse a minha agora, quem daria crédito à mim?

    Eu desliguei o motor e estacionei muitos metro de distância do precipício, desligando também qualquer luz e me preparando para o que aconteceria. Fiquei sentado no carro pelo o que pareceu ser uma vida inteira, tendo por companhia apenas o som ocasional das águas do lago lá embaixo.

    Eu esperei.

    A coisa era esperta, sobre isso eu não tinha dúvidas. Havia brincado comigo, levando em consideração a dor e o tomento que havia me causado, só podia ter sido executado por uma mente fria e calculista. Por esse motivo eu achei que a coisa desconfiaria de mim, e talvez até fugisse se eu levasse o carro mais perto do precipício; eu devia espera-lo me atacar, deixa-lo se alimentar e se divertir com a minha dor e, talvez, na sua distração não notasse que eu empurrava lentamente o carro para as frias e profundas águas do lago abaixo.

    Eu iria afogar o bastardo.

    Calculei as consequências em minha mente e percebi que só haveria uma pequena chance para me jogar para fora do carro antes que ele caísse no precipício. Mary e eu costumávamos ir ali as vezes. Um lugar para se estar juntos longe de tudo e todos e não se parecia tão sinistro assim durante um dia de verão. Naturalmente, eu tinha o lugar em minha cabeça por conhecê-lo tão bem. A queda era de no mínimo de 15 metros até as profundezas das águas, e eu não gostaria de estar dentro do carro junto com a coisa quando o carro afundasse lá.

    Eu esperei.

    Então ei ouvi. Lento no começo, e então aumentando o volume e o ritmo, um respirar frio e baixo vindo do banco de trás. Estranhamente, soava mais forçado do que antes. Cada respirar uma luta, cheio de fluídos, podre e decaído. Um arrepiou desceu por minha espinha. Um cheiro terrível e pesado pairou no ar.

    A respiração se aproximou por trás.

    Meu coração acelerou, batendo rápido e forte quando viu o para-brisa do carro começar a gelar por dentro. Eu podia ver minha respiração, algo natural de fato, mas o que era estranho era que a respiração estava vindo do lado do meu rosto. Eu me virei lentamente, querendo chorar, e sair, correr noite adentro, mas eu tinha que ficar, eu não podia deixa-lo escapar.

    Estava sentado no banco do carona.

    Eu estava o encarando, e ele fazia o mesmo. Curvado na escuridão, contorcido, magrelo, suas mãos pareciam estar lutando contra atrofiação, lentamente se moveu em minha direção. Uma perna esquelética estalou e deslizou sobre meu colo, seguida da outra.

    Ah, Senhor! Ele estava sentando em mim!

    Puxou-se para perto de mim e por um fino feixe de luz providenciado pela lua, pude ver seu rosto. A pele se desprendia de suas feições disformes. Olhos como vidro olhavam profundamente em minha alma conforme um sorriso tomava conta de seu rosto, anormalmente grande com o resultado da carne apodrecida, expondo músculos podre, dentes quebrados, e tendões esticados para baixo de seu sorriso rançoso.

    Aproximando-se, ele abriu a boca revelando uma língua molhada e pútrida que podia ser vista através de partes de sua mandíbula que estava faltando. Respirando pesado e ofegantemente, um cheiro terrível faziam meus olhos lacrimejarem entrou pela minha boca fazendo meu corpo se contorcer, meu corpo tentando expulsar os gases venosos, e enquanto eu fazia ele parou por um momento, e riu para si mesmo, satisfeito. Olhando para seus olhos gélidos, eles ainda me passavam a impressão de um homem velho aflito e fraco. Era incrivelmente forte, mas parecia ter perdido grande parte de seu poder.

    Talvez, ter deixado o quarto estreito tinha afetado-o de algum jeito?
    Seus longos e proeminentes dedos se insinuaram em direção de me rosto e, mostrando sua intenção, colocou um de seus dedos fundo em meu ombro. Gritei enquanto o apodrecido demônio torcia e movia seu dedo dentro de mim, causando o máximo de dano e dor que podia. Conforme sua outra mão deslizava por meu corpo abaixo.

    Ele me tocou.

    Era a hora. Com meu braço livre eu liguei a ignição e pensei que mesmo com meu braço preso e machucado poderia lutar contra a dor, colocar o carro para rodar, e sair de lá o mais rápido que eu pudesse.

    A criatura se agitou e gritou, e tentou pular para o banco de trás, mas o segurei com toda a minha força, a lembrança do que ele tinha feito com a minha Mary era o suficiente para alimentar a minha raiva. Aceleramos na direção do precipício e eu fiquei olhando para a porta do motorista freneticamente. Quando nos aproximávamos do nosso gélido mergulho, gritei em raiva para seu rosto rançoso e o empurrei para longe de mim.

    Ele se jogou para o banco de trás por sua vida e eu destranquei a porta do carro lutando pela minha.

    Era tarde demais, o carro caiu do precipício e antes de eu perceber, atingimos a água negra, batendo na superfície da água gelada com uma força tremenda. Eu deveria ter morrido, mas o air-bag sentiu o impacto e conteve a batida. Mesmo assim eu bati minha cabeça na porta.

    Tonto, olhei ao redor. O som que eu ouvia vindo da coisa era disforme, mas ainda assim familiar. O guincho de uma criança demoníaca deu lugar a agonia e ódio vindo do daquele demônio ancestral que sabia que tinha quase enfrentado a morte.

    A água estava congelante e entrava pela porta retorcida do carro com tanta força que me deixava sem fôlego. Eu lutava por ar assim como o bastardo também fazia. Ele se contorcia e revirava enquanto procurava por uma saída. Vendo a porta aberta, se empurrou pela água em minha direção.

    Cerrei meu punho e soquei a coisa bem no rosto. Pedaços de carne podre voaram sobre o impacto enquanto um líquido negro vazava do ferimento resultante.
    De novo ele tentou passar por mim e eu soube que para mantê-lo no carro, por tento suficiente para afoga-lo, eu deveria morrer junto. Senti meu corpo anestesiado quando a água gelada atingiu meu queixo, meu coração lutava conta o frio e de súbito eu afundei segurando a minha última respiração em meus pulmões.

    Segurei minha respiração, mas apenas para me preparar para uma gélida e sufocante morte. Esperava que não fosse dolorida. Meus pensamentos retornaram para Mary e minha família, e todo o tipo de tristeza e agonia que já havia algum dia me consumido, tomou novamente conta de mim, mas mantive forças e não permiti que a coisa passasse por mim e chegasse até a porta, segurando e lutando contra seus braços, olhei para baixo e eu vi.

    Sua perna estava presa entre um banco e o chão do carro devido ao impacto da queda e, apesar de poder se mexer, não conseguiria sair.

    Eu me virei imediatamente para a porta, mal podendo ver um metro a minha frente naquela água negra, mas havia o suficiente de luz vindo da lua para guiar meu caminho. Assim que eu cheguei a porta, o infeliz me agarrou e me puxou de volta para perto dele. Ele havia perdido a esperança de se salvar então queria que eu me afogasse com ele.

    Nós lutamos pelo o que parecia ser uma década naquela gelada e amarga sepultura que era meu carro, lentamente afundando e afundando dentro da escuridão do lago. Eu sentia meu corpo implorando por ar, querendo expelir o pouco de ar que ainda havia em meus pulmões e engolir a água gélida.

    Eu estou feliz em dizer que usei minha inteligência para sair daquele destino tão horrível. Orientando meu corpo, empurrei meus pés contra o painel do carro com força o suficiente para conseguir, finalmente, escapar das mãos escorregadias dele. Não lembro mais de muita coisa além de ouvir último grito de ódio do meu inimigo que ficou para morrer afogado no fundo daquele lago gelado.

    Eu me vi caminhando pelo deserto frio, molhado, mas vivo. O ferimento no ombro me desacelerou, mas eu mantive o sangramento controlado pressionando com a minha outra mão. Levei mais ou menos duas horas para chegar em casa a pé, eu estou surpreso por não ter entrado em um colapso por exaustão oi hipotermia. Quando eu vi minha rua, tão familiar para mim, um sentimento de realização me preencheu. Um sentimento de orgulho e triunfo.

    Eu tinha derrotado aquela coisa de uma vez por todas!
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 27.07.2015
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    Hora de Dormir FINAL

    Isso até que eu entrei em minha casa e encontrei um grande rasto de pegadas molhadas da porta da frente de casa até minha cama.

    A descrença tomou conta de mim. O desespero foi tão grande e tão forte que eu sou incapaz de transmiti-lo com palavras. Ele estava deitado em minha cama, esperando, um lençol branco cobrindo seu corpo magro.

    A mente humana é uma coisa maravilhosa. Assim como você acredita que seu corpo chegou ao um nível de exaustão tão alto que não conseguirá se recuperar, que suas emoções estão tão desgastadas que você mal pode continuar, nasce um pensamento milagroso da sua cabeça cansada.

    Deixe-o descansar, por enquanto.


    Silenciosamente andei vagarosamente pelo escuro e peguei minha carteira que eu tinha deixado em uma pequena mesa de café no centro da minha sala de estar. Deixando a porta destrancada, eu sai tentando fazer um novo plano e voltei uma hora mais tarde. Depois do meu momento de preparação eu entrei no quarto de hospedes. Lá eu me deitei na cama imaculada, esperando. Eu tinha certeza que esse era o fim do jogo, que em vez de brincar comigo, dessa vez ele estava lá para me matar de vez. Como ele tinha escapado da "sepultura" eu não sei, mas eu estaria ferrado se ele fugisse novamente. A única coisa que eu podia esperar era que ele me sentisse do outro lado do quarto.

    Fechei meus olhos fingindo que eu estava dormindo pesadamente. O tempo passou rapidamente e mesmo que eu tenha lutado contra, a exaustão me venceu, até que eu realmente dormi profundamente.

    Acordei com mãos em volta do meu pescoço. Ele tossia e engasgava em cima de mim, com um líquido rançoso e negro escorrendo de seus ferimentos faciais. Lutei mesmo com a falta de ar esperando que eu tivesse a força em mim para escapar dele, mas ele era muito forte e minhas mãos não conseguia segurá-lo, pois ele estava escorregadio e molhado pelo que parecia ser pelo seu mergulho no lago.

    Pode não ter parecido racional no momento, mas com minha visão escurecendo e com a última luz da minha consciência ainda dentro de mim, eu fiz como tantos animais fazem em seus últimos momentos, eu me fingi de morto.

    Deitado lá sem me mexer, segurando minha respiração, ele me sacudiu violentamente pelo pescoço e depois me soltou. Esperei meu momento, minha última chance de destruir aquela coisa. Sua respiração ofegante relaxou um pouco e parecia estar olhando pra mim zombeteiramente.

    Ele ficou inclinado sobre mim, cheio de desdém. Ele reuniu o máximo de saliva que sua boca pode aguentar, e então, mostrando o máximo de desprezo que tinha tanto pelos vivos e pelos mortos, cuspiu o seu líquido purulento em meu rosto, o resto ainda escorrendo pelos buracos que tinham em sua mandíbula.

    Eu queria gritar, fazer qualquer coisa para tirar aquela gosma nojenta da minha pele, mas eu não arriscava me mover; essa não era a hora certa. Se aproximando mais ainda, ele cutucou a ferida no meu ombro, a dor se espalhou por todo o meu corpo. Com toda a resistência que a inda tinha, não me mexi.

    Então, lentamente e pacientemente ele deslizou dois dedos longos pela minha boca. O gosto era amargo, rançoso, podre, morto. O estalar de seus dedos como se tivesse artrite fez eu pensar se aquilo que eu fazia era o certo. Ele arqueou as costas alegremente, e de repente empurrou seus dedos fundo na minha garganta.

    Engasguei, uma reação instintiva.

    Em vez de ficar chocado, um riso trincado emanou através de seus dentes quebrados, e então empurrou mais profundamente seus dedos em minha boca. Eu senti sua carne fria e dura raspando interior da minha garganta sem poder dizer nada para que ele parasse; como se isso de alguma forma fosse adiantar.

    Nos nossos momentos mais obscuros, às vezes encontramos a nossa verdadeira força. Eu rolei para o lado e com o peso dele me ajudando, finalmente consegui me libertar. Eu caí no chão. Com o longo alcance que ele tinha ele agarrou meus pés, e eu chutei e gritei e, finalmente me vi livre. Ele olhou pra mim, só por um momento. Subindo em cima da cama, seus ossos quebradiços estalando por conta de sua própria força, ele estava agora de pé, alto e magro, pronto para me atacar.

    Desde criança eu tinha sido a vítima. Tinha me aterrorizado, tirado a inocência de mim, atacou Mary e destruiu minha vida.

    Eu não aceitaria mais isso.

    Às vezes, a presa mais perigosa é a única que pode te despistar, aquele que pode te acalmar em uma falsa sensação de domínio ou de superioridade, aquele que nunca teve nenhum medo de você. Ele tinha caído numa armadilha, uma concebida pela lógica, a razão, e uma compreensão do mundo através dos olhos de alguém criado no meio da ciência.

    Fogo purifica tudo.

    Enquanto ele gritava, gemia, se contorcia preparando-se para me atacar, e eu um movimento rápido eu levantei um cobertor que estava no chão revelando um balde com gasolina que eu havia comprado no curto espaço de tem que estava me preparando para esse momento. Eu joguei o máximo que eu podia, o liquido se espalhando por todo aquela aberração em cima da cama.

    Ele sorriu para mim, zombando da minha própria existência, fazendo graça minha dor e a agonia que tinha me causado.

    Do meu bolso tirei um isqueiro, o acendi, e joguei contra aquele miserável. Ele se contorcia e gritava em agonia, parte de sua carne desprendendo de seu corpo, virando cinzas na frente dos meus olhos. Eu quase senti pena dele.

    Que queime!

    O fogo ficou fora de controle, felizmente um vizinho ouviu os gritos e viu a fumaça, chamando os bombeiros. Eu não consigo me lembrar de como escapei.

    Passei varias horas no hospital sendo tratado por inalação de fumaça e queimaduras em minhas mãos. Ainda dói quando eu escrevo, mas como a maioria dos ferimentos superficiais, esses também vão sarar. Talvez haja algumas cicatrizes, mas eu posso viver com isso.

    A policia me prendeu logo depois que fui liberado do hospital, acreditando que eu era um assassino. Eles suspeitavam que eu tinha matado alguém no incêndio e acharam suspeito demais o ferimento profundo no meu ombro e os arranhões em meu corpo. Me foi dito para não ir muito longe caso eles queiram me perguntar mais alguma coisa, mas podem perguntar o que quiser, duvido que acreditem em minhas respostas. Eles não encontraram restos, ou qualquer evidencia de que alguém estivesse lá além de mim, além de um estranho esboço de uma figura gravado profundamente na cama e na parede. Parecia que qualquer coisa que estivesse lá tentou uma fuga, mas acho que não conseguiu.

    Um peso já foi tirado de meus ombros, um que eu agora sei que sempre esteve lá desde minha infância. Acredito que aquela coisa tinha um certo efeito sobre mim, mesmo de longe. E agora que se foi, eu me sinto inteiro novamente.

    Eu estou arrasado mesmo é por ter perdido Mary, e o resto da minha casa pode ser demolida e provavelmente vou ser acusado de incêndio criminoso quando começaram a investigar o que começou o fogo, o que significa que eu posso dar adeus a qualquer reivindicação de seguro.

    Minhas mãos doem, assim como meu ombro, mas meu espírito não. Eu estou escrevendo isso direto de um quarto de hotel, ele é pequeno e despretensioso, mas ele vai servir pro meu propósito. Hoje a noite eu pretendo dormir e sonhar, como eu fazia quando criança, antes daquele maldito aparecer na minha vida.

    Eu acredito que foi a minha racionalidade que me salvou, meu pensamento lógico que permitiu que eu exterminasse um mal tão forte, mas eu nunca vou poder fugir da conclusão de que há muito mais além do que se vê, do que se sabe. Existe um mundo que eu vi, e que eu não me importo de rever, mas hoje à noite eu vou descansar e amanhã vou construir minha nova vida com a confiança que o meu hóspede indesejável se foi para sempre. Eu posso sentir!

    Levará algum tempo para me ajustar e talvez a minha mente brincará uma ou duas vezes comudo por esse longo caminho, pois é difícil abandonar uma paranoia que se teve a vida toda. Eu preciso aprender a aceitar o que é ter segurança de novo. Recuso-me a olhar por cima do meu ombro para o resto dos meus dias, mas serei sempre cauteloso, como quando hoje de manhã na cama do hospital quando eu achei que tinha sentido uma vibração estranha, mas eu sei que era apenas a minha imaginação.

    Eu estou contente por ter escrito as minhas experiências, o que me iluminou muito sobre mim mesmo, e que se alguém se encontra, que Deus me livre, na mesma situação que eu estive, talvez saberá o que fazer.

    Agora é hora de dormir, e eu tenho que descansar pois nunca havia sentido um cansaço tão grande como esse.

    Boa noite, e durmam bem...

    FIM
    twonay001 @ es 1
  • jazzghost (BR1)jazzghost (BR1) Postagens: 1,360
    editado 27.07.2015
    O invasor de sonhos

    invasor1.jpg


    Algum de vocês já sonhou com essa figura aí em cima? Não? Várias pessoas em diferentes lugares do mundo dizem que já.


    Em janeiro de 2006, em Nova York, a paciente de um conhecido psiquiatra desenhou o rosto de um homem que, repetidas vezes, havia aparecido em seus sonhos. Em mais de uma ocasião, o tal homem falou sobre coisas da vida privada daquela mulher. Ela nunca tinha visto aquele homem, aquele rosto. O retrato ficou esquecido na escrivaninha do médico por alguns dias até que outro paciente notou o desenho e reconheceu o rosto. Disse que aquele homem aparecia freqüentemente em seus sonhos; e também este paciente, afirmava que não conhecia aquela pessoa
    Era algo de curioso. O psiquiatra decidiu fazer cópias do retrato e enviá-las para vários de seus colegas de profissão. Por estranho que possa parecer, vários pacientes reconheceram o rosto encontrado em sonhos.

    cherryplus.jpgDesde a primeira divulgação, mais de duas mil pessoas, procedentes de diferentes países, reconheceram o homem porque ele esteve em seus sonhos: em Los Angeles, Berlim, São Paulo, Teerã, Beijing, Roma, Barcelona, Estocolmo, Paris, Nova Delhi, Moscou etc.. Até o momento, nenhuma relação foi encontrada entre os sonhadores. Abaixo, diferentes versões do mesmo rosto, o rosto do Invasor de Sonhos











    Agora vc me diz vc ja viu este rosto ?


    colunistas_ig.jpg
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  • CM iSacCM iSac Postagens: 2,889
    editado 28.07.2015
    ^ nunca sonhei com essa cara, mas faz-me lembrar um dos meus youtubers favoritos. :)

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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 29.07.2015
    666.jpg

    Legado do 666

    Todos já ouviram falar da Besta 666, o Anticristo, Lúcifer, o Demônio, e todo o mal vinculado a estas figuras. O que poucos pessoas sabem é que um homem se intitulou "A Besta 666". A primeira idéia que pode nos vir à mente é tratar-se de um louco, um facínora, um celerado da pior espécie.

    Só que este homem se diz o maior amigo da humanidade, herdou uma imensa fortuna gasta em editar livros que divulgavam sua filosofia libertária, Thelema (que ele dizia vir diretamente dos dirigentes invisíveis da Terra, a Grande Fraternidade Branca), enquanto outra parte foi gasta na criação de um centro de estudos de Magia, na ensolarada Sicília.

    O nome deste homem era Edward Alexander Crowley ou Aleister Crowley, como ficou mundialmente conhecido, nascido na Inglaterra, no seio de uma família de abastados cervejeiros. Teve uma educação esmerada em Cambridge e pretendia seguir a carreira diplomática por influência de seu tio. Todos os elementos para uma vida prosaica, tranqüila e feliz se faziam presentes. Mas Crowley, ou talvez a deusa Destino, sonhou algo totalmente diferente. Seus interesses dirigiram-se para o alpinismo e xadrez, mas acima de tudo para a Magia, que se tornou o grande objetivo de sua vida.

    Aleister Crowley se dedicou de corpo e alma em desvendar os seus mistérios e segredos, indo a fundo na sua busca, não se limitando por nada, derrubando todas as barreiras, experimentando todas as facetas da alma humana, de todas as formas.

    Crowley vivia na Inglaterra Vitoriana, repleta de hipocrisias e falso moralismo (não muito diferente do mundo de hoje em dia), e era natural que todo o empenho, força e dedicação de Crowley a sua meta acabaria por chocar-se com a sociedade da época. Ele foi taxado de pornográfico, depravado, drogado, satanista e mais uma infinidade de rótulos. E, o mais
    fantástico de tudo, estes rótulos ilustravam inúmeras atividades que de fato Crowley estava envolvido. Poderíamos encerrar o caso aqui, juntando nos as legiões que detratam a sua memória, mas antes disto cabe abrir um parêntese e falar sobre o que levou este homem a assumir este papel no mundo.

    O ano de 1904 foi capital para Crowley, o mistério que iria persegui-lo por toda a vida estava por se revelar, como dádiva e maldição. Ele já era um Magista competente, iniciado na Aurora Dourada, uma das mais importantes Ordens mágicas de todos os tempos.

    Nesta época, Crowley estava viajando o mundo. Em março e abril ele estava no Cairo, Egito, em companhia de sua esposa, Rose Kelly. O casal se entregava às alegrias da viagem de núpcias, mas nem por isso Crowley deixava de ser um Mago. Ele faz uma invocação de elementais do ar para sua jovem esposa, e qual não foi a sua surpresa, ao invés dos silfos a mulher começa a balbuciar: Hórus falava através dela. O deus prescreve então uma série de detalhes para um ritual de invocação, o resultado deste Ritual se da nos
    dias 8, 9 e 10 de abril, nos quais Crowley recebe o Livro da Lei, um poderoso Grimório de instruções mágicas, a Lei da era de Aquário. Crowley se choca com o conteúdo do Livro, mas a força das revelações lá contidas, influenciando eventos históricos de magnitude gigantesca (Primeira e Segunda guerras mundiais, por exemplo), deixou fora de dúvida a veracidade, beleza e poder do Livro da Lei.

    Ditado por uma entidade de nome Aiwaz (que mais tarde Crowley associou a seu Eu superior). Nele, a Lei da nova era é sintetizada na frase Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei, e tem como contraponto e complemento Amor é a lei, amor sob Vontade. Facilmente poderíamos imaginar um paraíso da libertinagem, mas a vasta obra de Crowley nos mostra que liberdade sim, mas com conhecimento, em suas próprias palavras:

    O tolo bebe, e se embebeda:
    o covarde não bebe.
    O homem sábio, bravo e livre, bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus.

    Sua filosofia mágica é sempre pautada pelo autoconhecimento, e fica claro que para nos tornarmos senhores de algo precisamos conhecê-lo, vivenciá-lo. O ser humano como divino é outro postulado Thelêmico, Todo homem e toda Mulher é uma estrela, ou seja, tem sua órbita e papel no universo e deve ser respeitado pelo simples ato de existir, mas não entendamos este respeito como piedade, mas sim como um ecossistema, onde cada parte cumpre a sua função.

    Crowley, ao se colocar como a Besta do Apocalipse, está trazendo novamente a era dos homens deuses, onde a alegria a força se contrapõe à dor e fraqueza, Não seguimos ou adoramos um deus sofredor e morto numa cruz mais sim um homem deus que venceu a morte. O 666 é associado a Lúcifer e este, por sua vez, a Prometeu, que roubou o fogo dos deuses para que os seres humanos pudessem se tornar deuses.

    Uma das definições de Crowley sobre o mal é esta: Primeiramente, por Mal queremos significar o que está em oposição com nossas próprias vontades; é então um termo relativo, e não absoluto. Pois tudo o que é o grande mal de um é o maior bem de outrem, assim como a dureza da madeira, que estafa o lenhador, é a segurança daquele que se aventura no mar num barco construído com aquela madeira.

    To Mega Therion (A Grande Besta, nome mágico de Crowley) via a raça humana no começo desta era de Aquário como uma criança, então nada melhor que as suas palavras sobre como educar uma criança:

    "Cada criança deve desenvolver sua própria individualidade, e Vontade, a despeito de ideais estranhos a si".

    "Ela é confrontada com tais desafios como natação, escalada, trabalhos domésticos, e deixada livre para resolver de sua própria forma".

    "Seu subconsciente é impressionado pela leitura de obras-primas, as quais se permite que se infiltrem em sua mente automaticamente sem pressão seletiva nem pedidos de compreensão consciente".

    "Nada é ensinado a não ser pensar por si mesma".

    "Ela é tratada como um ser responsável e independente, encorajada na autoconfiança, e respeitada pela auto-afirmação".

    Crowley criou uma série de potentes Rituais para se autoconhecer e travar contato com inúmeras entidades, Deuses, Anjos e Demônios, sem falar em uma gama de símbolos de Poder e palavras de passe. Através destes Rituais, as pessoas entram em um novo universo (na verdade os abismos e alturas de seu próprio ser). Um bom exemplo é um Ritual chamado a Marca da Besta, uma alusão à marca recebida por Caim. Este ritual traz as energias do Novo Aeon ao praticante, quebrando uma série de condicionamentos e preenchendo-o com a energia dos quatro elementos encimados pelo Espírito. Um portal é aberto, um portal para a vida.

    Os Rituais sexuais aprendidos na O. T. O. (Ordem dos Templários Orientais) muito influenciaram Crowley, (sem esquecer das contribuições de To Mega Therion a estes Rituais) e grande parte da Magia Thelêmica usa o sexo direta ou indiretamente. O Safira Estrela é um deles, e abaixo transcrevemos algumas de suas partes:

    (Que o Adepto se arme com seu bastão Mágico e sua Rosa Mística).
    A referência aqui é clara: o Bastão é o falo, a Rosa Mística a vagina. O sexo oral é uma das etapas, e a absorção dos Sacramentos deve ser o ponto alto.

    O leitor poderá lembrar do "Tantra Negro" mas não é o caso, e práticas como essas são usadas no Tantra do sul da Índia, para onde os Dravidianos foram expulsos.

    O uso de práticas homossexuais também é licito e para tal remetemos o leitor ao trabalho de Karl Gustav Jung, onde a Anima (Animus) aparece em sonhos no sexo oposto ao da pessoa e o self justamente surge como uma representação do mesmo sexo.

    A palavra de poder do novo Aeon é ABRAHADABRA. A palavra ABRAHADABRA soma 418, temos assim a letra hebraica Cheth, valor 8, Yod, valor 10 e Tau, 400, eles são as chaves para Grande Obra. Yod sendo o Bastão (falo) e Cheth (vagina) o Cálice, unidos em Tau. Ou ainda Yod, o espermatozóide, e Cheth, o óvulo, unidos em Tau. A Cruz também pode ser um símbolo do Lingam e da Yoni unidos. Basta imaginar a haste Horizontal, a Yoni e a vertical, o Lingam. É importante salientar mais uma vez que o Safira Estrela pode ser feito de forma simbólica e os resultados são também muito bons. Deve avançar a Leste, fazer o Hexagrama Sagrado, e dizer: PATER ET MATER UNUS DEUS ARARITA*. (quer dizer: "Pai e Mãe um deus Ararita").

    A união sexual como uma forma de união ao divino, dois que se tornam um. Que ele retorne ao centro, o centro de tudo (Fazendo o símbolo da ROSA CRUZ como ele deve saber) dizendo: ARARITA ARARITA ARARITA. A Rosa Cruz é uma alusão direta a união falo-vagina. Que ele diga: OMNIA IN DUOS ("tudo em dois"): DUO IN UNUM ("dois em um"): UNUM IN NIHIL ("um em nada"): HAEC NEC QUATOR NEC OMNIA NEC DUC NEC UNUS NEC NIHIL SUNT ("não há quatro ou tudo ou dois nem um nem nada"). O sexo como elemento e pórtico para a transcendência. Então que repita os sinais de L.V.X., mas não os de N.O.X.: pela epifania que ocorreu como resultado dos sinais da Rosa Cruz. Ou seja, o orgasmo magicamente dirigido.
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 22.08.2015
    agora vamos reviver esse maravilhoso tópico derp-happy.png
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 22.08.2015
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    A Bruxa de Blair

    A história dessa cidade, chamada de Blair, é mais antiga do que se possa imaginar, remontando o ano de 1771 que foi a data de sua fundação, quando ela tinha não mais do que duas ruas e uma dúzia de casas. Durante 14 anos a cidade prosperou normalmente, até que no fim de 1785, uma mulher que vivia no local, Elly Kedward, foi acusada de bruxaria. Algumas crianças disseram que ela as levava para sua casa e tirava sangue dos pequenos. No meio do inverno daquele ano, a mulher bruxa foi considerada culpada e foi expulsa do vilarejo, sendo deixada na floresta a sua própria sorte, o que certamente deve ter causado sua morte. Talvez ela tenha morrido congelada, mas dizem que ela se afogou depois de cair na água gelada enquanto andava na floresta a noite.

    Um ano se passou até que as coisas começaram a ficar feias na cidade. Durante o rigoroso inverno de 1786, todas as crianças e adultos locais que haviam acusado Elly de bruxa simplesmente desapareceram sem explicação alguma. Todos que sobraram juraram jamais citar o nome da bruxa de novo.

    Muitos anos se passaram e um novo século havia surgido. E foi no ano de 1809 que um misterioso livro surgiu, com o nome de "O Culto da Bruxa de Blair". A única edição dele está bastante destruída e mal pode-se ler seu conteúdo, mas pequenas partes ainda legíveis nos revelam que ele conta a história de Elly, a bruxa que foi abandonada na floresta para morrer. Em 1825, logo depois da cidade deixar de se chamar Blair e se tornar Burkittsville, as coisas começaram a ficar realmente assustadoras, pois a morte de uma criança fez com que todos temessem a volta da bruxa, pois no mês de agosto daquele ano, 11 pessoas assistiram uma menina de apenas dez anos morrer afogada no riacho Tappy East. Todos que assistiram o terrível acontecimento dizem que viram claramente uma mão pálida brotar da água e puxar a menina para morte.

    O corpo dela jamais foi encontrado, apesar de todos o esforço. E parecia que algo não queria que fosse, pois durante 13 dias após o afogamento, o riacho ficou obstruído por madeiras e gravetos, como se quisessem dificultar as buscas.

    Depois disso, a cidade viveu uma época de calmaria. A lenda da Bruxa foi quase esquecida por todos, mas apesar de 60 anos terem passado sem uma grande tragédia, parece que a maldição estava apenas adormecida, pois em 1886 ela voltou com uma força jamais antes vista nesse mundo.

    Robin Weaver era um menino de oito anos, morador da cidade de Burkittsville, que um dia no passado havia sido a vila de Blair. Mas apesar do lugar ter mudado de nome, a floresta maldita ainda estava lá, esperando algum desavisado. E para o azar de Robin e sua família, ele acabou se perdendo lá em uma tarde, e quando a noite chegou com toda sua escuridão o garoto não retornou, fazendo todos temerem o pior.

    Assim que a notícia do desaparecimento se espalhou pelo local, uma equipe de busca foi montada para tentar resgatar o garoto. Dessa maneira, cinco homens partiram em uma jornada noturna para dentro da floresta da Bruxa, sem temerem nada, pois o que poderia acontecer com eles estando todos juntos?

    Mais de um dia se passou, e o grupo de busca não retornou, muito menos o menino sumido. Pensando que talvez os homens estivessem perdidos, talvez por causa da noite ou quem sabe a floresta poderia ter os enganado. Por esse motivo, uma segunda equipe partiu em busca da primeira e ainda acreditando que poderiam achar o pequeno garoto.

    Depois de algumas horas de busca, os primeiros homens foram encontrados, mas aquela altura eles eram apenas pedaços, pois todos tinham sido estripados e suas vísceras estavam espalhadas pelo chão, com os rostos deformados e as mãos amarradas. Vendo aquela cena infernal, o segundo grupo partiu de volta para cidade, tentando encontrar ajuda para remover o que havia sobrado dos corpos. Para a surpresa de todos, os mortos simplesmente haviam sumido do lugar onde foram encontrados, e nas folhas restava apenas um pouco de sangue seco.

    As buscas foram suspensas, pois não havia ninguém com coragem o bastante para entrar na maldita floresta de novo, pois todos temiam o mesmo fim dos primeiros homens que lá entraram. Por isso, Robin Weaver jamais foi visto nesse mundo novamente e seus pais não tiveram um corpo para enterrar.

    Durante muitos anos, poucos ousaram entrar na floresta, temendo por suas vidas e a lenda da Bruxa que permanecia viva na mente de todos. Contudo, em 1925, doze anos depois de ter ido morar na cidade de Burkittsville, Rustin Parr resolveu construir uma casa no meio da mata, em um lugar que ficava a mais de quatro horas de caminhada da cidade.

    Certamente muitas pessoas pensaram que ele estava louco, mas após cinco anos de muito trabalho, a casa ficou pronta. Durante algum tempo Rustin ainda ficou na cidade, pois trabalhava na loja do seu tio, mas após sua tia morrer a loja foi fechada e seu tio foi morar em outro lugar. Sem mais nada que o prendesse ali, ele foi morar de vez no meio do mato e cada vez menos era visto em Burkittsville. Dizem que chegou a um ponto onde ele aparecia na cidade apenas duas vezes ao ano.

    Nesse tempo, os moradores pensavam que talvez tudo que tinha acontecido até hoje não passavam de histórias contadas por seus parentes mais velhos, pois se a Bruxa havia matado cinco homens em uma noite, como apenas um que vagava quase todos os dias pela floresta não era atacado? Isso fez com que a crença na Bruxa fosse diminuindo.

    Até 1940, a vida em Burkittsville estava pacata, com Rustin Parr vivendo na floresta e a lenda sendo esquecida. Mas no dia 13 de novembro de 1941, a vida mansa de Burkittsville ficaria agitada e Rustin Parr deixaria de ser o maluco do mato para se tornar suspeito de terríveis crimes. Naquele fatídico dia, Emily Hollands saiu para rua, o que sempre fazia normalmente para brincar com seus amigos. Porém nessa tarde ela foi chamada por um homem que a observava a tempo. Quando a menina chegou perto, foi pega com força e sua boca tapada pela mão, não podendo emitir nenhum som. Assim, Emily foi pega sem conseguir se quer pedir socorro.

    A garota foi carregada até a floresta, onde foi amordaçada, tendo suas mãos e pés amarrados. Durante horas ela foi carregada como um saco se batata nas costas do homem, até que chegaram a uma casa no meio do nada. Por um tempo, Emily ficou jogada no chão choramingando, enquanto seu sequestrador estava em outra parte da casa se arrumando.

    Depois de um tempo ele voltou, e um ritual macabro foi iniciado, ritual que tinha como oferenda a pequena garota de apenas 7 anos. A menina teve seu corpo cortado em diversos lugares com uma faca, onde símbolos estranhos eram desenhados e seu crânio foi esmagado com força, gerando um traumatismo craniano. Durante horas ela sofreu aquela tortura, até que seu pequeno corpo perdeu as forças e morreu. Emily estava toda ensanguentada e cortada, quase irreconhecível.

    Menos de um mês depois, no início de dezembro, Kyle Brody, um menino que também vivia em Burkittsville, saiu para brincar e não voltou para casa. Ele também foi levado para a maldita casa no meio do mato, mas não foi morto nem oferecido em um ritual. A tortura que ele viria a sofrer seria pior do que qualquer dor física.

    Depois de Emily, a primeira a ser morta é Kyle. Outras seis crianças foram sequestradas e assassinadas em rituais macabros. E Brody teve que assistir tudo, vendo as crianças serem mortas por aquele monstro, o coitado do garoto tinha que ficar em um canto da sala onde os assassinatos ocorriam, ele ouvia tudo, inclusive ele conta que Rustin falava com uma mulher enquanto cometia os crimes, chegou até perguntar o garoto se ele também a ouvia, mas ele respondeu que não. Será que Rustin Parr conversava com a lendária Bruxa de Blair enquanto matava as crianças? Ou mesmo fazia aqueles rituais oferecendo os pequenos para ela...

    Por sorte, Kyle Brody conseguiu, em um momento de descuido, fugir da casa e chegar até a cidade. Seu testemunho foi a chave para a descoberta do criminoso que estava sequestrando as crianças. Os corpos dos sete mortos foram encontrados embaixo da casa de Rustin, todos em decomposição avançada.


    O estranho homem que vivia no meio da floresta amaldiçoada foi a julgamento e recebeu a pena de morte por enforcamento. No dia 22 de novembro de 1941, Rustin Parr foi enforcado.

    Todos acharam que tudo estava acabado e que desta vez a maldição da Bruxa havia terminado, porém ainda faltava algo e o único sobrevivente do massacre das crianças tinha um futuro sombrio pela frente.

    No ano de 1957, Kyle Brody, o garoto que viu todos os outros serem mortos, foi internado em um hospício depois de ter sido preso varias vezes por vagabundagem. E durante anos ele foi sendo jogado de um manicômio para outro, sempre causando problemas com ataques de raiva e delírios. Em 1961, depois de receber a refeição do dia, Kyle pegou a colher de madeira que recebeu para comer e começou a raspá-la no chão até que ficou afiada. Com a arma pronta, ele a enfiou bem fundo em seu próprio pulso, rasgando sua carne e veias, fazendo o sangue jorrar para todos os lados enquanto a vida ia deixando seu corpo. Assim morreu, sangrando até a morte, o último amaldiçoado de Burkittsville e o trabalho da Bruxa estava completo, pois todos os envolvidos com aqueles ritos satânicos tiveram uma morte macabra. Hoje em dia, algumas pessoas ainda visitam a floresta de Blair, em busca da Bruxa, mas ela jamais se manifestou de novo.Mas como se sabe, ela costuma sumir de tempos em tempos, até sua historia sumir da memória, então ela volta com um golpe ainda maior, matando todos que estiverem envolvidos, sejam homens ou crianças, pois a maldição da Bruxa de Blair jamais se extingue, apenas espera a hora certa para atacar e ser lembrada.
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 24.08.2015
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    Sad Satan - Jogo Assustador da Deep Web

    A internet é um lugar vasto e desconhecido. As partes que você e eu interagimos diariamente são muito pequenas comparadas com o que está flutuando por ai. A internet vai fundo, e pode ser bem obscura.

    Nos cantos obscuros da internet, dizem que existe um jogo chamado de “Sad Satan”, numa traduçao literal "O Triste Satan". É um jogo de horror diferente de qualquer coisa com a qual já nos deparamos.

    Sad Satan não pode ser comprado em nenhuma loja ou baixado digitalmente por qualquer meio tradicional como a Steam. Segundo o que dizem só pode ser acessado pelas ferramentas que possibilitam acessar o Tor, ou a Deep Web, mais comumente chamada.

    Parte da deep web é bom para a anonimosidade, como no caso de militantes de países como coreia e cuba. E qualquer um tentando achar a fonte dos posts irá ter um grande problema, devida a sua profundidade.

    Há um tempo atrás, Jamie, proprietário do canal do YouTube Obscure Horror Corner, disse que teve contato com um download misterioso da deep web hosteado num site do Onion. Este arquivo estava nomeado como “Sad Satan,” e era um jogo de horror que capturou seu interesse. Era afinal um jogo de horror que ele poderia exibir em seu canal.

    “Eu não uso muito a deep web,” Jamie contou semana passada. “Mas um ou dois meses atrás um inscrito do canal me enviou este link e disse que achou bem assustador e sabia que eu iria estar interessado, que é claro, estava.”

    “Eu fiz uma checagem no Anti-Vírus e o arquivo parecia OK, então eu fui adiante com ele,” disse Jamie. O que Jamie disse que achou era algo meio que incompreensível. Estranho, enigmático, porém incompreensível. Felizmente, Jamie documentou sua aventura durante o jogo.


    O jogo começa num corredor escuro:

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    Seguindo adiante, é difícil entender o que te espera de longe. A unica coisa que você consegue ouvir são os seus passos, um após o outro, agindo como um lembrete que algo tangivel existe dentro das sombras. A caminhada continua por um tempo, embora o jogador no vídeo não pareça estar fazendo nenhum progresso. É como se o personagem estivesse andando numa esteira – mas não, eventualmente, o o personagem começa a chegar perto de uma luz piscante. Aqui é que fica estranho, os sons começam. Se parecem com o som de uma criança ofegando. Embora pudesse ser qualquer coisa.

    O personagem se vira, anda um pouco. Então da a volta novamente. Agora parece haver uma porta diferente fora da luz. O labirinto não é estático. Ele se modifica.

    sads3.png

    O personagem se move em direção a luz, naturalmente. As vozes se tornam distorcidas, estranhas. O corredor muda, também:

    sads4.png

    As vozes se transformam num rosnar. O personagem simplesmente continua a andar em frente – sério, é a unica coisa que ele pode fazer. Eventualmente, o personagem se acha novamente no corredor inicial, só que desta vez, algo se corrompe, está instável.. Uma linha amarela pisca no chão a cada poucos segundos, quase faz parecer que o personagem anda no meio de uma rodovia:

    sads5.png

    O personagem continua andando nessa rua, até que eventualmente ela se transforma de novo:

    sads6.png

    No final da caminhada, se transforma uma vez mais. É o primeiro corredor, mas desta vez, o plano todo parece estar gemendo e se lamentando. Parece que você está no estomago de uma criatura. O personagem para durante um tempo, somente escutando. O som muda e cresce, aumenta, mais agressivo. Parece o som de alguém respirando no pescoço do personagem, rosnando, faminto.

    Eventualmente, o cenário muda novamente – para o corredor preto e branco. Essa região se tornou volátil. As paredes esmaecem e mudam, e você pode ouvir uma voz masculina repetir uma frase ininteligivel de novo e de novo. Ainda assim, o personagem continua em frente, procurando o final do corredor:

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    O personagem chega ao fim do corredor, e é recebido com isso:

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    A tela bizarre, que Kirk me diz parecer bastante com a da temporada um de Hannibal, dura por um segundo ou dois antes de sumir. Então de volta para os malditos corredores.

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    Dessa vez, o personagem parece estar drogado. Se move como em slow motion, o som se distorce ainda mais. Ele alcança o fim do corredor, e muda novamente:

    sads11.png

    Essa parte é dificil de ver a menos que seu computador esteja cheia de brilho, porém tem sangue no chão. Naturalmente, o personagem anda a procura da sua fonte. Eventualmente, a cena pisca essa foto de Jimmy Savile e Margaret Thatcher por uma fração de segundo...

    sads12.png

    … e mais uma vez retornando para o corredor. O ‘NSPCC’, a propósito, é o National Society for the Prevention of Cruelty to Children. Essa, creio, é a maior pista a respeito do que Sad Satan se “trata”, mas nos vamos chegar lá.

    O vídeo termina com o personagem alcançando o final do novo corretor, essa parte primeira completa dura uns 12 minutos.


    Jamie disse que o jogo o assustou tanto que ele acabou deletando o jogo de seu computador.

    Jamie ainda subiu uma segunda parte do vídeo, bem similar ao primeiro vídeo, vários corredores assustadores:

    sads13.png
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    O mais importante, o segundo vídeo revela que o personagem não está sozinho no corredor:

    sads16.png
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    sads18.png
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    É absolutamente um dos jogos mais assustadores que eu já vi este ano.
    Jamie diz que não faz ideia sobre o que o game se trata, ou quem o fez. Eles só esperam que divulgando o jogo, alguém estará apto a dar mais informações..

    Depois de assistir essas sequencias, o game me remete aos comentários sobre os horrores do abuso infantil – Consequentemente dos pesadelos infantis, e coisas da NSPCC. Por trás disso, embora, a unica coisa que eu já vi é este outro vídeo intitulado: Sad Sad Satan.

    O video parece ser uma sugestão aos assassinatos cometidos por pessoas com máscaras:

    sads20.png
    sads21.png
    sads22.png

    Então, quem quer seguir essa trilha com a gente?


    Jamie disse após contato da redação, que não passou o link Onion pois não era o tipo de conteúdo que pretendia veicular, dada a face do conteúdo no site original, na qual incluia diversos outros links contendo abuso infantil como pedófilos e crianças em situação desumana e identidades e endereços de supostos pedófilos, o que nos leva a crer que embora o game nos mostre um clima de horror e um título obscuro, ele pode ser na realidade um clamo pelo hype para expor essas pessoas.

    tem videos tbm, mas só passo se for por mp O_O
    twonay001 @ es 1
  • jazzghost (BR1)jazzghost (BR1) Postagens: 1,360
    editado 24.08.2015
    miseravi! eu ia fazer uma história sobre isso kkk


    mas de qualquer jeito esse jogo é bem assustador 'o_o
    _____________________________________________________________________________
    smaug-drag%C3%A3o.jpg
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 26.08.2015
    aqui não doidão onion055.gif
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 26.08.2015
    latest?cb=20140518183442&path-prefix=pt-br

    Manual do espelho

    Eu havia me mudado para o pequeno apartamento da minha irmã, ela infelizmente foi presa por agredir um policial e como não tinha ninguém para ficar lá, cá estou, arrumando as coisas. Bem, não mudei muito coisa, já que ela era bastante organizada. Comecei então a bisbilhotar suas coisas pessoais. O notebook dela estava cheio de vídeos pornô baixados, algumas fotos de uma viagem curta e receitas de macarrão, porém nada de íntimo.

    Depois de calmamente ter levado o note para o banheiro, resolvi ver se ela tinha algo escrito em seu caderno, pois eu adorava dedurar pra minha mãe os ficantes dela. Abri a bolsa da escola, livros pichados, caderno com anotações, nada de mais, até que encontrei um pequeno diário dentro dela. Ah, se eu peguei. Comecei a folear, entretanto, nada achei se não alguns manuais esquisitos. Parei de pular as páginas e decidi ler.


    Como deve-se agir na frente do espelho.

    Se o lugar ou ambiente tiver um espelho, mesmo que insignificante, passe direto por ele.
    Se seu rosto estiver ferido ou sujo, você tem direito a olhar por 5 segundos.
    Caso passar da marca de cinco segundos, aguente as consequências de seu ato.
    Em hipótese alguma olhe nos olhos de seu reflexo.
    Em hipótese alguma sorria para o espelho.
    Você não pode quebrar um espelho, mesmo que este o atormente.

    Fiquei meio grilado com isso, porém não achei que aquilo era sério.

    Um dia, numa partida de futebol, tive um leve corte no queixo, voltei para casa para tratar o ferimento que sangrava um pouco, o único espelho que tinha naquele lugar era no banheiro, acima da pia. Cheguei lá, abri a torneira para me limpar da sujeira. Não sei o porquê daquele lugar ser tão frio, comecei a me observar , era um pequeno filete carmesim que caía, coloquei minha mão debaixo da água e passei no corte, enquanto realizava o ato, notei meus olhos brilharem no reflexo, eram um brilho tão ... maravilhoso, que me dá dava vontade de tocá-lo o dia todo, porém, apressado que sou, deixei o banheiro. Passei mais de 5 segundos.

    O meu dia foi bem, almocei tarde, a comida era abundante e por isso acabei por me sujar todo. Impaciente, fui até a pia da cozinha, abri a torneira, porém a água não desceu, comecei a abrir mais, contudo nada de água sair, eu tinha pressa, já que teria prova, deduzi que o cano poderia estar entupido, então fui em direção ao banheiro. Estava tudo normal, a não ser um pouco de lodo estar nas extremidades do espelho, achei que por desleixo meu, não tinha percebido a sujeira e resolvi depois limpar. Cerifiquei-me que saía água e dessa vez, funcionou perfeitamente, primeiro lavei as mãos, sem precisar olhar aquele espelho, só que minha boca deveria estar toda engordurada - maldita receita de macarrão - e tive que observar, usei o sabonete, depois o líquido, apenas conferindo o meu trabalho em meu reflexo. Abri a boca, meus dentes estavam completamente sujos, com macarrão grudado até na gengiva, comecei a escová-los constantemente, até que pôs água na boca, gargarejei e cuspi no ralo da pia.

    Por fim, dei um sorriso para averiguar a situação, ninguém pode descrever o que senti.

    O sorriso estava um pouco mais espaçado do que eu realmente exercia, afinal, havia algo de errado nesse espelho, a única coisa que comecei a pensar era como aquilo era pequeno e nada atraente, forcei os cantos da boca, para sorrir ainda mais, enquanto minhas bochechas eram contraídas em relevos de minha pele, estava admirado, mas era como se, ao mesmo tempo, estivesse em um transe macabro. Eu nem sequer me reconhecia diante daquele reflexo.

    Dei um tapa na minha cabeça e resolvi sair dali, era ridículo aquilo!

    Após a prova, meu amigo Renan chamou-me a sua casa, aceitei, o mesmo perguntou se eu estaria doente, pois minha pele estava um pouco esbranquiçada, falei que era gripe, mas que mesmo assim, estaria disposto a ir.

    Sua casa era um pouco pequena, porém o que mais me chamou atenção era uma pequena parede espelhada no corredor, eu precisava passar por ela para ir em direção ao quarto de Renan (ele queria jogar GTA IV comigo) . Ele foi na frente, fiquei um pouco temeroso, não sei o porquê, mas me sentia intimidado em passar. Renan chegou ao seu quarto e ficou me perguntando porque eu não passava.

    Respondi que não estava meio bem, porém, o rapaz rapidamente veio em minha direção e começou a me puxar pelo pulso e em resposta, tentava soltar-me, ele me trouxe em frente ao espelho, entrei em pânico e comecei a me debater, só que minha visão foi ao reflexo, o de Renan estava normal, porém o meu estava um pouco escuro e tudo que podia ver de meu rosto eram meus olhos marcados por um contorno negro, o rosto me fitava igualmente, os olhos eram muito aterrorizantes, até que vi na sua boca um sorriso nervoso. Soltei um grito alto demais, Renan me soltou, caindo no chão atordoado, saí de lá, em pressa, voltei para o apartamento em pânico e tranquei a porta, já começara a anoitecer e tudo que fazia era tremer. Respirei fundo, fiquei ditando que era apenas coisa da minha cabeça e que não havia nada de anormal.

    Passei sete dias ignorando o meu banheiro. Parece estranho? Se é. Como a única pia que funcionava era a do banheiro, comecei a comprar marmitas, cujo os talheres eram de plástico e mandava minha roupa pra lavandaria, fezes e urina? Apenas fazia no banheiro da minha escola (antes, eu nem passava por lá), dou graças a Deus que duas semanas atrás, tiraram o espelho de lá, pois o quebraram.

    Voltei pra casa, senti meu cheiro, era degradante, tinha de tomar banho, relutante, fui. Peguei a toalha e embarquei no banheiro, de olhos fechados. Abri a torneira e deixei a água descer, enquanto me ensaboava. Apos o longo banho, cobri-me com a toalha e fui abrir a porta, só que no entanto, ela emperrou, desesperado, comecei a forçar a maçaneta, porém, nada adiantava, não olharia para aquela merda de espelho, continuei o trabalho, mesmo molhando o chão. Então decidi arrombá-la, quando usei o impulso da minha perna, escorreguei e a ultima coisa que vi foi um reflexo cair tortamente, com uma triste e melancólica expressão.

    Acordei um pouco depois, senti um leve galo na cabeça, quando olhei de relance aquele maldito espelho, observei que o lado estava ainda mais alastrado, porém, em nenhum lugar em cima daquele espelho. Virei meu rosto, estava tonto devido a queda, só que dessa vez a porta abriu.

    O que passou nas horas da noite foi uma forte febre que me abatera. Fiquei na sala, enroscado no lençol pois queria muito dormir, comecei a ouvir ruídos no banheiro, eram como passos, senti uma súbita friagem nos pés, eu evitei olhar em direção aquele cômodo, depois comecei a ouvir objetos se quebrando. E assim terminou minha noite.

    Comecei a evitar qualquer coisa com reflexo, nem ao menos olhava nos olhos das pessoas, temendo o que veria lá, estava paranoico e beirando para sanidade. Por fim, decidi acabar com meu sofrimento, primeiro olhei o diário da minha irmã, e tudo que vi lá eram as descrições do reflexo dela a perseguindo de maneira horrorosa.

    Agarrei o enorme martelo que havia na pia da cozinha e resolvi enfrentar o demônio. Prossegui apavorado, com martelo apoiado no ombro, abri lentamente a porta do banheiro. Ele estava intocado. Intocado? Que merda foi aquela que ouvi então?

    Observei aquele espelho por uma ultima vez, o reflexo estava me intimidando, mordendo os lábios e me encarando friamente, ergui o martelo, nada fez a não ser me observar, e com toda a força que possuo, destrocei, caco por caco, enquanto observei-o cair da parede e ir de encontro no chão, dei um sorriso de vitória.

    E escutei. Risadas e mais risadas e quando fixei o olhar para o chão cheio dos cacos, havia vários reflexos de mim, todos rindo frenéticos, como se tivessem um demônio dentro deles ou se eles fossem os próprios demônios, comecei a esmagar os cacos, mais e mais e as risadas prosseguiram e aumentaram...

    E agora estou nessa cadeia, por vontade própria, sabe, aqui não tem espelhos e nem tenho companhia para ver nos olhos dos outros, o problema é que aqui faz muito calor, acho que é porque as paredes são acolchoadas demais.
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 28.08.2015
    latest?cb=20130323225537&path-prefix=pt-br

    Lua Pálida

    Na última década, tornou-se muito fácil conseguir o que se quer, através de só alguns cliques. A internet fez tudo simples demais, e qualquer um pode usar um computador e alterar a realidade. Uma abundância de informação está meramente a um clique de distância, ao ponto em que é impossível imaginar a vida sendo diferente.
    Ainda assim, uma geração atrás, quando as palavras “streaming”(fluxo) ou “torrent”(torrente) não tinha sentido, a não ser que fossem ditas em uma conversa sobre água, as pessoas precisavam se encontrar cara a cara para trocar softwares, programas, jogos de cartas e cartuchos.

    É claro que a maioria desses encontros eram entre grupos de pessoas que trocavam jogos populares entre si como King’s Quest ou Maniac Mansion. Entretanto, pouquíssimos programadores conseguiam fazer seus próprios jogos para dividir entre esses círculos, que em troca passariam o jogo adiante se fosse divertido, bem desenhado e independente o suficiente. Esses jogos tinham fama de serem raros artefatos buscados por colecionadores pelo país todo. Era o equivalente a um vídeo viral nos anos 80.

    Lua Pálida entretanto nunca havia saído da área da baía de São Francisco. Todas as cópias conhecidas estavam por lá. Todos os computadores que já tinham usado o jogo eram de lá. Esse fato se dá pelo seu programador ter feito pouquíssimas cópias.

    Lua Pálida era um jogo “texto-aventura” no estilo Zork e The Lurking Horror, foi feito na exata época em que esse estilo estava saindo de moda. Ao iniciar o programa, o jogador era apresentado a uma tela quase vazia, exceto pelo texto:

    -Você está em uma sala escura. Luz do luar brilha pela janela.

    -Há OURO no canto, junto a uma PÁ e uma CORDA.

    -Há uma PORTA para o LESTE.

    -Comando?

    Então começa o jogo que certa vez um escritor de uma fanzine descreveu como “enigmático, sem sentido, e totalmente injogável”. Ao que o jogo só apresentava os comandos PEGAR OURO, PEGAR PÁ, PEGAR CORDA, ABRIR PORTA, IR AO LESTE, o jogador recebia as seguintes instruções:

    -Pegue sua recompensa.

    -LUA PÁLIDA SORRI PARA VOCÊ.

    -Você está na floresta. Existem três caminhos. NORTE, OESTE e LESTE.

    -Comando?

    O que rapidamente frustrou os poucos que jogaram o jogo foi o confuso e tiltado comportamento da segunda fase em diante – somente um dos comandos direcionais era o certo. Por exemplo, nessa ocasião, o comando para ir em qualquer direção que não fosse o NORTE faria o sistema congelar, fazendo obrigatório a reinicialização do computador.

    Adiante, qualquer fase subsequente era tão somente uma repetição dos comandos anteriores, excetuando que eram somente as opções de direção que estavam disponíveis. Ainda pior, os comandos clássicos de qualquer jogo de texto-aventura pareciam inúteis. A única ação aceita que não envolvia movimentos era USAR OURO, que ocasionava o jogo a mostrar a seguinte mensagem:

    -Não aqui.

    USAR PÁ, que mostrava:

    -Não agora.

    E também USAR CORDA, que fazia surgir o texto:

    -Você já usou isso.

    A maior parte de todos que jogaram o jogo avançaram algumas fases até se enfastiarem com o fato de precisarem re-iniciar o computador o tempo todo e jogar o disco longe, descrevendo a experiência como uma interface porcamente programada. Entretanto, há uma verdade sobre o mundo dos computadores que é imutável, em qualquer Era: algumas pessoas que usam sempre vão ter muito tempo livre a sua disposição.

    Um jovem rapaz chamado Michael Nevins decidiu descobrir se havia mais Lua Pálida do que podia se ver a olho nu. Após cinco horas e trinta e três fases de tentativas e muitos cabos de computador desconectados, ele finalmente conseguiu fazer o jogo mostrar um texto diferente. O texto na nova área era:

    -LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

    -Não há caminhos.

    -LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

    -O chão é macio.

    -LUA PÁLIDA SORRI ABERTAMENTE.

    -Aqui.

    -Comando?

    Passou-se quase outra hora até que Nevins tropeçasse na combinação apropriada de frases que fariam com que o jogo prosseguisse; CAVAR BURACO, DESCARTAR OURO, então TAMPAR BURACO. Isso fazia com que a tela mostrasse:

    -Parabéns

    —-40.24248—-

    —- -121.4434—-

    Ao que o jogo cessava de receber comandos e fazia o jogador ter de re-iniciar o computador uma última vez.

    Após alguma deliberação, Nevins chegou a conclusão que os números referiam-se a linhas de latitude e longitude — as coordenadas levavam a um ponto na floresta crescente que dominava as adjacências próximas a o Parque Vulcânico Lassen. Como ele tinha muito mais tempo do que noção do perigo, decidiu ir ver o fim de Lua Pálida.

    No dia seguinte, armado de um mapa, um compasso e uma pá, ele andou pelas trilhas do parque, percebendo impressionado como cada curva que ele fazia era exatamente igual as curvas do jogo. Após ter inicialmente se arrependido de ter trazido a ferramenta de escavação como que por puro instinto, ele acabou se convencendo de que sua jornada que tinha uma semelhança incrível com a do jogo poderia levá-lo a encontrar um excêntrico tesouro enterrado.

    Sem fôlego após muita caminhada em busca das coordenadas, surpreendeu-se ao literalmente tropeçar num monte de terra revirada. Cavando tão animado como ele estava, é de se entender o jeito como ele se jogou para trás em surpresa quando seus esforços o levaram a se deparar com uma cabeça em início de decomposição de uma menininha loira.

    Nevin prontamente passou as informações para as autoridades. A garota foi identificada como Karen Paulsen, onze anos, dada como perdida para o Departamento de Polícia de São Diego a mais ou menos um ano e meio.

    Esforços foram feitos para se encontrar o programador de Lua Pálida, mas os rastros da comunidade de troca de jogos e programas se perdiam e sempre acabavam de volta ao ponto de partida.

    Colecionadores chegaram a oferecer mais de 6 mil dólares em uma cópia do jogo.

    O resto do corpo de Karen nunca foi achado.
    twonay001 @ es 1
  • CPT. Jax Teller (BR1)CPT. Jax Teller (BR1) Postagens: 14,705
    editado 29.08.2015
    não tem nada de terror nisso derp2.jpg
    Nome: O_O
    Nível:13
    Server: BR1
    Total de infrações; 0
    Total de infrações restantes para ser banido: 10 :(
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 29.08.2015
    deixa eu ir buscar uma creepy do half life entao '-'
    twonay001 @ es 1
  • CPT. Jax Teller (BR1)CPT. Jax Teller (BR1) Postagens: 14,705
    editado 29.08.2015
    agora sim a assunto é outro '-'

    vai lá menino assombrado aww-yea.jpg
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 29.08.2015
    Foundonthetape-O-mist%C3%A9rio-de-Half-life-2xew22z9gn6ty3y89lne2o.jpg

    "foundonthetape" O mistério de Half life 2

    Olá caro leitor, hoje nós iremos abordar um assunto não tão conhecido aqui no Brasil, o canal foundonthetape, cujo enviou 3 vídeos, que diria ser pelo menos assustador.

    O canal enviou primeiramente um vídeo que aparentava ser uma fita antiga, como se pode ver no inicio, aparece uma seta de começo, então o video prossegue mostrando um pé de alguem, um elevador(?), um motor(?) e uma cabeça decepada. Depois disso o vídeo acaba.

    O nome do canal já diz qual seria o contéudo:

    Found on the tape = Encontrado na fita.

    O segundo envio do canal começa da mesma maneira do que o primeiro, com uma setinha indicando que começou. Aparece novamente os pés de uma pessoa sendo que dessa vez aparece uma cabeça que não pode ser identificada, parece ser de um velho ou alguem com barba, depois disso aparece uma sala(?) e após um segundo mostra um circulo feito de numeros girando. Após isso aparece o algo que parece ser um macaco ou ser hominídeo. Após isso aparece algo que aparenta ser um corpo totalmente branco sem cabeça, novamente a cabeça de um velho(?) aparece dessa vez fica por mais tempo até que aparece uma tela com o botão de stop.

    Um grupo de pessoas do 4chan e do Reddit se interessaram por este circulo de numeros e decifraram a mensagem.A mensagem era na verdade um link para um mapa do half life 2: (link quebrado)

    O mapa era uma sala escura com um tom de Shepard tocando, e que você não podia mexer o mouse por estar com uma camera fixa.A unica maneira de sair do quarto era desabilitar o "view control" Uma das funções dos codigos de half life 2. Após tentar sair do quarto uma imagem e um som extremamente alto (conhecido como screammer) faziam o jogo parar.

    O que poderia ser isto?

    Uma fita perdida de algum assasinato? ou até de criaturas perdidas no tempo? Não sabemos.



    Entre o segundo e o terceiro video o canal posta uma mensagem que diz:

    "Hey you, any source outside of or not referenced by the foundonthetape youtube channel is not affiliated with us, including any twitter channels or external informati666f756e646f6e7468657461706540676d61696c2e636f6d20656d61696c2031302e376d62"

    Traduzindo fica:

    "Ei você, qualquer material fora ou não referida pelo canal foundonthetape não é afiliado nosso, incluindo contas do twitter ou outros Infomaçõ666f756e646f6e7468657461706540676d61696c2e636f6d20656d61696c2031302e376d62"

    Traduzindo os numeros fica: "10.7MB email [email protected]".
    Se você tentasse enviar um email qualquer a este endereço ele te mandava automaticamente uma mensagem e um link: "preso estou preso estou preso estou preso estou preso.http://www.megaupload.com/?d=3JLYPG9M”." (Este link está quebrado pois o megauploud foi fechado devido a lei SOPA)

    Este link continha um mapa do half life 2, em que você estava em duto de ventilação e devia escolher entre dois finais, um em que você morria e ia parar em uma sala branca com um ruido umas vozes falando coisas que não dá pra entender ou você é perseguido por uma criatura e o jogo trava.
    O terceiro mapa foi enviado apénas para as 10 primeiras pessoas que enviaram algo para o email do foundonthetape. Era basicamente igual ao segundo.

    No terceiro vídeo aparenta ser uma escavação de minas ou até o centro da terra(?). No inicio aparece uma luz(?), depois disso aparece uma janela amarela e rapidamente volta a luz. Depois disso aparece uma broca(?) espirrando agua. Logo após isso aparece uma camera andando em uma mina com um teto baixo. Após isso aparece outra mina sendo que a camera gira. A broca(?) volta a aparecer sendo que não espirra nada e uma seta alterna de cima para a esquerda. Após isso aparece um mapa com o nome "Earth tunnel complex" e depois disso o vídeo acaba.

    Depois do video 3 o canal posta "011010000111010001110100011100000011101000101111001011110111

    011101110111011101110010111001101101011001010110011101100001*011101010111000001101100011011110110000101100100001011100110*001101101111011011010010111100111111011001000011110101000010*01011000010110000100001100111000010011000101001000110000"

    Que traduzindo fica: (link quebrado) que levava a mais um mapa, que não se há informações sobre tal.

    Também foi encontrado um link para um arquivo de audio chamado "radionoise1" que dizia em codigo morse:Não há como sair. Não há escapatoria. Por tanto tempo. Envie ajuda. Não siga o som. Não há escapatoria.

    Após isso o canal curtiu o vídeo de uma das gameplays de um de seus mapas(Aquela que aparece lá em cima).

    Depois disso o canalparou de postar vídeos. Por que será? Revelou coisas que não devia? Partiu para o inferno devido a um pacto? Talvez nunca saberemos. Talvez ele esteja bem perto de você...

    os vídeos

    vídeo 1
    https://youtu.be/7eITN3_28as
    vídeo 2
    https://youtu.be/VeUlxU2qXDk
    vídeo 3
    https://youtu.be/rtts87y5grU

    uma gameplay bizarra ai de half life episode two
    https://youtu.be/ydPZmMv3rU4

    OBS: todos os links da creepy estão quebrados por causa que fecharam o site megaupload, por isso ta escrito link quebrado
    twonay001 @ es 1

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