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Historia de terror

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Comentários

  • marverikiolivermarverikioliver Postagens: 2
    editado 02.05.2015
    perdi 66 minutos e 6 segundos da minha vida lendo isso
    marverikioliver @ br 1
  • ReiGamer5ReiGamer5 Postagens: 3,064
    editado 02.05.2015
    Mas valeu a pena não?!?!?!
    albert_einstein_eu_temo_o_dia_em_que_wl.jpg
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 03.05.2015
    perdi 66 minutos e 6 segundos da minha vida lendo isso

    kkkkkkkkkkk 66 minutos e 6 segundos é bem tenso yao-ming.jpg
    twonay001 @ es 1
  • ReiGamer5ReiGamer5 Postagens: 3,064
    editado 03.05.2015
    Podes crer twonay eu li em bem menos , 40 min + -
    albert_einstein_eu_temo_o_dia_em_que_wl.jpg
  • maycon007 (PT1)maycon007 (PT1) Postagens: 191
    editado 03.05.2015
    bo twonai!!!!!!!!!!!!!111
    MAYCON007 pt1mqdefaultwebp
  • Grande Lamai (PT1)Grande Lamai (PT1) Postagens: 8,393
    editado 04.05.2015
    legal suas histórias cara derp-happy.png

    tipo eu nem li yao-ming.jpg

    aliás é vc mesmo que escreve ou pega de algum lugar? raisins_face.jpg
  • tutboituttutboitut Postagens: 422
    editado 05.05.2015
    gostei da história :D:D:D:D:D:D:D:D:D
    fMEQBjQ.jpg?1 ACREDITE, todos os dias eu escolho não me apaixonar por você. Só não tenho culpa se me coração é tão desobediente.
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 06.05.2015
    MAYCON0072 escreveu: »
    bo twonai!!!!!!!!!!!!!111


    valeu true-story.png
    Grande Lamai escreveu: »
    legal suas histórias cara derp-happy.png

    tipo eu nem li yao-ming.jpg

    aliás é vc mesmo que escreve ou pega de algum lugar? raisins_face.jpg

    eu pego da net, claro son-i-am-disappointed.jpg
    tutboitut escreveu: »
    gostei da história :D:D:D:D:D:D:D:D:D

    valeu, vou postar mais ainda derp4.png
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 06.05.2015
    Mickey-Scary-640x360.jpg

    Abandonado pela Disney #1

    Alguns de vocês já ouviram falar que a Disney é responsável por, pelo menos, uma cidade fantasma de verdade.

    A Disney construiu o resort da Ilha do Tesouro nas Bahamas. Não começou como uma cidade fantasma! Os cruzeiros da Disney realmente paravam no resort e deixavam turistas lá pra que relaxassem em luxo.

    Isso é FATO. Pode procurar.

    A Disney gastou 30.000.000,000 de pratas com o lugar. Sim. Trinta milhões de dólares.

    E aí deixaram pra lá.

    Puseram a culpa nas águas rasas (rasas demais pros navios operarem com segurança) e até nos funcionários já que, como eram nativos de lá, eram preguiçosos demais pra trabalharem num horário decente.

    É aí que os fatos acabam. Não foi por causa da areia, muito menos por que "estrangeiros são preguiçosos". Ambas foram desculpas convenientes. Não, sinceramente, não acredito que essas foram os verdadeiros motivos. Por que não caio na história oficial? Por causa do Palácio Mogli.




    Perto da costa da Ilha Esmeralda, na Carolina do Norte, a Disney começara a construir um Palácio Mogli no fim dos anos 90. A ideia era um resort baseado na selva e, no meio da coisa toda, isso mesmo que você pensou, um enorme PALÁCIO.

    Se você não está familiarizado com a personagem Mogli, tente lembrar da história do Menino Lobo. Se nunca leu, deve conhecer um desenho famoso da Disney, de décadas atrás, com o mesmo nome.

    Mogli é uma criança abandonada na floresta, simplesmente criada por animais ao mesmo tempo que ameaçada/perseguida por eles. O Palácio Mogli foi uma manobra polêmica desde o início. A Disney comprou vários terrenos caríssimos pro projeto e teve realmente um escândalo envolvendo algumas dessas aquisições. O governo local tomou posse "urgente" de várias casas e as vendeu pra Disney. Chegou ao ponto de casas recém construídas serem condenadas sem nenhuma explicação.

    Os terrenos tomados pelas autoridades serviriam pra construção de uma estrada fictícia. Tendo plena consciência do que estava havendo, as pessoas começaram a chamá-la de Rodovia Mickey Mouse.

    Aí vieram os rascunhos da arte conceitual. Um grupo de almofadinhas da corporação fez uma reunião na cidade. Pretendiam mostrar pra todo mundo o quão lucrativo o projeto seria pra todos. Quando mostraram a arte conceitual, tinha um palácio tribal gigante... cercado de SELVA... cheio de homens e mulheres de tanguinha e apetrechos indígenas... bom, é justo falar que todo mundo surtou. Estavam falando de tribal, selva e tanguinhas no centro de um lugar no Sul dos Estados Unidos que não só era relativamente rico como também xenofóbico. Era uma mistura difícil de engolir praquela época. Um dos presentes tentou espalhar sua revolta, mas foi rapidamente imobilizado pelos seguranças depois de quebrar um dos quadros da apresentação com o joelho.

    A Disney pegou aquele bairro e quebrou todo também. Casas foram demolidas, terra foi batida e a população não pôde fazer ou falar porcaria nenhuma. A TV e os jornais foram contra o resort no início, mas alguma conexão insana entra o pessoal da Disney e as mídias locais se fez presente e as opiniões mudaram na hora.

    Foi isso aí, Ilha do Tesouro, Bahamas. A Disney enfiou milhões lá e ficou por isso mesmo. Aconteceu de novo o Palácio Mogli.

    A construção foi acabada. Visitantes se hospedavam lá. Os arredores encheram de trânsito e de mais todas as perturbações associadas a um fluxo intenso de turistas irritados e perdidos.

    E então acabou.

    A Disney fechou o resort e ninguém teve nem ideia do que diabos acontecera. Mas todo mundo ficou bem feliz com isso. A perda da Disney foi uma coisa hilária e maravilhosa pra um grande grupo de pessoas que não quiseram aquilo em primeiro lugar.

    Sinceramente nunca mais dei bola pra história desde o fechamento do lugar, mais de uma década atrás. Moro a umas quatro horas da Ilha Esmeralda e só ouvi relatos, nunca vivi o que de fato aconteceu.

    Até que li um artigo de um cara que explorou a Ilha do Tesouro e montou um blog inteiro com todo tipo de merda que achou lá. Coisas... deixadas pra trás. Quebradas, destruídas e arruinadas pelos empregados revoltados por terem perdido o emprego.

    Cacete, provavelmente até os moradores tinham dedo naquela destruição toda. As pessoas ficaram tão putas com a Ilha do Tesouro quanto a galera aqui ficou com o Palácio Mogli. Aliás, os boatos eram de que a Disney liberou todo o "estoque" do aquário nas águas locais quando fechou o resort, incluindo tubarões.

    Bom, quem não gostaria de se promover com essa história?

    O que quero falar é que esse blog sobre a Ilha do Tesouro me fez pensar. Apesar de terem passado muitos anos desde o fechamento, pensei que talvez fosse legal fazer algum tipo de "trilha urbana" no Palácio Mogli. Tirar umas fotos, escrever sobre, provavelmente ver se podia levar algo pra casa de lembrança.

    Não vou dizer que fui pra lá na hora, por que, na verdade, passou um ano desde que descobri o artigo da Ilha do Tesouro até que eu fosse lá mesmo.

    Durante esse ano, pesquisei o Palácio e o resort... Melhor, tentei.

    Naturalmente, nenhum site ou fonte oficial relacionada a Disney fazia sequer menção ao Palácio. Limparam bem os rastros.

    Mais estranho ainda foi o fato de que aparentemente ninguém antes de mim pensou em escrever sobre o Palácio ou coisa assim. Nenhuma das emissoras de TV e jornal locais sabiam dizer uma palavra sobre, o que até era o esperado já que dançaram conforme a música da Disney. Não sairiam por aí simplesmente comentando a vergonha dela, saca?

    Por fim, não conseguia nem mesmo imaginar onde era o lugar. Tudo o que tinha de guia era um mapa velho pra cacete que chegara pelo correio no fim dos anos 90. Um item promocional enviado àqueles que haviam visitado o Disney World recentemente e, como tinha passado lá no fim dos anos 80, era um desses visitantes "recentes".

    Não pensei realmente em me apoiar nele. Tinha sido enfiado dentro da minha gaveta com todos os livros e quadrinhos da minha infância. Só lembrei dele depois de meses pesquisando e, mesmo assim, precisei de semanas até achá-lo na caixa que meus pais jogaram minhas coisas.

    Mas ACHEI o lugar. Os moradores não ajudaram em nada, já que a maioria era de gente que acabara de se mudar... ou de gente velha que simplesmente grunhia pra mim e fazia gestos mal educados assim que eu começava com "Onde posso achar o Palá-".

    A viagem seguiu por uma longa estrada cheia de plantas. Espécimes tropicais tinham crescido como pragas e superpopularam a área, disputando com as espécimes nativas que realmente ERAM daquele lugar e tentavam retomar posse da terra.

    Fiquei boquiaberto quando cheguei ao portão de entrada do resort. Portas enormes, de madeira de aparência monolítica, cujos suportes pareciam arrancados diretamente de sequóias gigantes.

    Grudado no portão havia um pedaço de alumínio, um quadrado, com letras pintadas a tinta preta.

    "ABANDONADO PELA DISNEY". Claramente uma obra de arte de algum morador ou ex-empregado que tentava protestar.

    Os portões estavam entreabertos o suficiente pra passar sem o carro. Segui em frente com uma câmera digital e o mapa, que continha desenhos do layout do resort.

    O interior era tão cheio de plantas quanto o exterior. Os coqueiros, sem poda e cuidados, foram engolidos por pilhas formadas por seus próprios frutos. As bananeiras tinham se tornado, também, uma mistura de fedor e casulos de insetos. Havia um tipo disputa eterna entre a ordem e o caos, exemplificada por fileiras de uma espécie de flores, cuidadosamente plantadas nos lugares certos, que jaziam intercaladas por ervas daninhas grotescas e cogumelos escuros e mal cheirosos.

    Tudo o que sobrara do lado de fora se resumia a madeira quebrada e podre e outros materiais não identificáveis. O que parecia ter sido um outdoor ou um letreiro de bar era agora somente uma pilha de detritos, destruídos por vândalos e maltratado pelo clima.

    A coisa mais interessantes no chão era uma estátua do Baloo, o amigo urso de O Menino Lobo, posta em uma espécie de cercado na frente do prédio principal. O personagem estava congelado num eterno cumprimento pra ninguém, encarando o vazio com um sorriso idiota e cheio de dentes, e pedaços inteiros de seu "pelo" estavam cobertos de cocô de passarinho. Ervas daninhas subiam por sua plataforma.

    Segui pro prédio principal - o PALÁCIO - e vi que a parte de fora, nas partes em que a pintura original não tinha caído ou apodrecido, estava coberta de pichações. As portas da frente não estavam abertas, tinham sido arrancadas das dobradiças e levadas de lá.

    Acima das portas, ou melhor, do buraco onde elas estiveram um dia, alguém pintou de novo "ABANDONADO PELA DISNEY".

    Queria poder falar que encontrei várias coisas maneiras dentro do Palácio. Estátuas esquecidas, registradoras abandonadas ou uma sociedade secreta e autossustentável de mendigos.

    O interior do prédio estava tão consumido, tão vazio, que cheguei a pensar que roubaram até o reboco das paredes. Qualquer coisa que fosse grande demais pra levar... Balcões, mesas, grandes árvores falsas... Tudo jazia misturado nessa câmara de eco que fazia cada passo parecer o ta-ta-ta de uma metralhadora lerda.

    Chequei o piso e segui pra onde parecia interessante.

    A cozinha estava daquele jeito... Uma cozinha industrial, cheia de equipamentos e espaço, construída a partir de um orçamento generoso. Superfícies de vidro foram quebradas, portas derrubadas das dobradiças e superfícies de metal amassadas por chutes. O lugar todo cheirava a mijo velho.

    O imenso freezer, nem um pouco frio, tinha fileiras e fileiras de prateleiras vazias. Ganchos, provavelmente de carne, pendiam do teto. Fiquei lá dentro um pouco e reparei que eles se moviam.

    Cada gancho balançava numa direção aleatória, mas seus movimentos eram tão discretos e lentos que era quase impossível notar. Imaginei que fosse resultado dos meus passos e, então, parei cada um com a minha mão, soltando cuidadosamente depois. Dentro de segundos, voltaram a mexem de novo.

    Os banheiros estavam praticamente do mesmo jeito. Assim como o resort da Ilha do Tesouro, alguém tinha, metodicamente, quebrado cada vaso de porcelana com cocos e outros objetos. Tinha uns dois centímetros de água parada no chão, rançosa e fedorenta, por isso não fiquei muito tempo lá.

    O mais estranhos é que os vasos e pias (e bidês dos banheiros femininos - sim, fui lá também) vazavam, pingavam e desperdiçavam água. Me pareceu que deviam ter cortado a água há muito, MUITO tempo. Havia bastante quartos no resort, mas obviamente eu não tinha tempo de investigar todos eles. Os poucos que vi estavam igualmente destruídos e não esperei achar nada lá. Imaginei que houvesse um rádio ou uma televisão em algum deles, por que realmente pensei ter ouvido uma conversa baixinho.

    Apesar de parecer um sussurro, provavelmente minha própria expiração ecoando no silêncio ou água corrente me pregando peças na mente, as palavras pareciam:

    -Não acreditei...

    -(resposta curta)

    -Não sabia disso... Não sabia...

    -Seu pai te disse.

    -(resposta curta ou possível choro)

    Tá, tá... Parece ridículo. Só estou contando o que passei, por que pensei que pudesse ter alguém correndo naquele quarto - pior ainda, vagabundos que se escondiam ali e provavelmente me esfaqueariam.

    Ao olhar pro lado de fora, vi algo interessante no pátio que não tinha percebido da primeira vez.

    Uma coisa que me daria pelo menos o QUÊ mostrar depois de tanto esforço, nem que fosse só uma foto.

    Havia uma estátua perfeita de uma píton, de uns dois metros, toda aconchegada tomando banho de sol num pedestal bem no meio da área. Tava quase na hora do sol se pôr e a luz caía sobre aquilo de um jeito PERFEITO pra uma foto.

    Cheguei perto da píton e tirei a foto. Fiquei na ponta dos pés e tirei outra. Me aproximei pra pegar detalhes de seu rosto.

    Lenta e casualmente, a píton levantou a cabeça, me olhou no fundo dos olhos, se virou e rastejou pra fora do pedestal, seguiu pela grama e sumiu entre as árvores. Todos os centímetros de seus dois metros e meio. A cabeça sumira tempos antes do rabo descer do pedestal.

    A Disney soltara todos os seus animais exóticos por aí. No meu mapa, eu estava na casa dos répteis. Devia saber. Li sobre os tubarões da Ilha do Tesouro, DEVIA saber que eles fizeram isso.

    Eu estava apavorado e completamente estupefato. Minha boca permaneceu aberta por um longo tempo antes de eu me tocar e voltar a terra. Pisquei algumas vezes e me distanciei de onde a cobra estivera, em direção ao Palácio.

    Mesmo ela tendo ido embora, decidi não arriscar mais e volte pra dentro do prédio. Demorou algumas baforidas e uns tapas na minha fuça pra eu sair do transe.

    Procurei algum lugar onde pudesse sentar por que minhas pernas pareciam gelatina. Claro, não havia NENHUM lugar pra sentar, a não ser que eu me contentasse com vidro quebrado e tapete de folha morta ou me apoiar em algum balcão questionável.

    Tinha visto uma escada perto do lobby e decidi voltar pra me sentar até que me sentisse melhor. A escada estava longe o suficiente da frente do prédio pra estar relativamente limpa, à exceção de uma crosta de poeira. Tirei uma placa de metal da parede, também pintada com o bordão ABANDONADO PELA DISNEY, com o qual já me acostumava. Pus a placa na escada pra que pudesse sentar sem me sujar tanto.

    A escadaria seguia pra baixo. Improvisando uma lanterna com o flash da câmera, pude ver que os degraus davam num portão de metal com barras. Uma placa na porta - dessa vez uma placa de verdade - lia "MASCOTES APENAS - OBRIGADO!".

    Isso me deixou animado por dois motivos. Primeiro, uma área só pra mascotes com certeza tinha coisa interessante naquela época... Segundo, as barras da porta ainda estavam lá. Ninguém se aventurara lá embaixo. Nem os vândalos, nem os ladrões, ninguém.

    Era o úncio lugar que eu podia realmente "explorar" e, quem sabe, achar coisa interessante pra fotografar ou roubar na cara de pau. Vim pro Palácio num acordo comigo mesmo, de que não seria ruim pegar o que eu quisesse por que - né - "abandonado".

    Não deu muito trabalho pra abrir a fechadura. Tá, na verdade, minto. Não levou muito tempo pra arrancar a parte de metal por onde as barras da porta estavam presas. O tempo e o abandono fizeram a maior parte do trabalho. Pude dobrar a placa de metal o suficiente pra arrancar os pregos da parede e entrar - coisa que ninguém antes pensou, ou conseguiu, tempos atrás.

    A área reservada pra Mascotes era assustadora de verdade, e uma mudança bem-vinda do resto do prédio. Só pra constar, esporadicamente, algumas lâmpadas ainda acendia, piscando e desligando aleatoriamente. Além do mais, nada fora roubado ou quebrado, mesmo sofrendo os efeitos do tempo e da falta de manutenção.

    As mesas tinham cadernos e canetas, e havia relógios... Mesmo um lugar pra bater ponto na parede, completo com as fichas dos trabalhadores. Cadeiras estavam espalhadas e havia um espaço com uma televisão velha e cheia de estática e comida e bebida estragadas nos balcões.

    Parecia um filme pós-apocalíptico, em que tudo é deixado pra trás na hora da evacuação.

    Enquanto caminhava por entre os corredores, que pareciam um labirinto, a paisagem ficou cada vez mais interessante. Me embrenhando mais fundo, mesas e cadeiras foram jogadas no chão, papéis espalhados e quase fundidos ao chão úmido, e um carpete que já começava a absorver a podridão da madeira roxa do piso.

    Tava tudo meio "derretido". O que eu tocava se desfazia, mesmo se o toque tivesse sido dos mais leves, e as peças de roupa das araras dentro de um dos quartinhos simplesmente se desfez numa maçaroca úmida quando encostei.

    O que me incomodava mesmo era a luz, cada vez mais esparsa e fraca à medida que seguia mais fundo naquele espaço úmido e sufocante do Palácio.

    Eventualmente, cheguei a uma porta listrada de preto e amarelo com as palavras "PREP DOS PERSONAGENS" desenhada nela.

    A porta não abriu de primeira. Imaginei que fosse onde as fantasias estavam guardadas e eu realmente precisava de uma foto dessa visão suja e retorcida. Mas por mais que eu tentasse, a porta não abria.

    Quer dizer, até eu desistir e começar a ir embora. Foi quando ouvi um barulho e a porta abriu, lentamente.

    Por dentro, o quarto estava completamente escuro. Completamente. Usei o flah pra tentar achar um interruptor na parede, mas não havia nada.

    Enquanto procurava, fui interrompido por um barulho de eletricidade. Fileiras de luzes acima de mim simplesmente acenderam, algumas piscando e falhando como as outras do início.

    Precisei de um segundo pra ajustar os olhos, parecia que a luz iria ficar mais e mais brilhante até explodir os bulbos... mas justamente quando pensei que chegaria nesse ponto, as luzes enfraqueceram e estabilizaram.

    O quarto era exatamente o que eu pensei. Várias fantasias da Disney penduradas nas paredes, arrumadas pra parecerem cadáveres de algum desenho animado esqusito.

    Tinha uma arara inteira só de tanguinhas e vestes "nativas" ao fundo. O que achei esquisito, e quis fotografar na hora, era uma fantasia de Mickey Mouse no centro da sala. Ao contrário das outras, estava jogada de costas, como a vítima de um assassinato. O pelo da fantasia estava podre e se desmanchava, formando falhas. Mais estranho ainda, porém, era a cor da fantasia. Era como um negativo do Mickey de verdade. Preto onde devia ser branco e branco onde devia ser preto. O resto, normalmente, vermelho, era azul claro.

    A visão era perturbadora o suficiente pra me fazer deixar aquela foto pro final.

    Fotografei as fantasias nas paredes. De cima, debaixo, de lado, mostrando uma arara inteira de desenhos animados estáticos e putrefatos, alguns sem os olhos de plástico.

    Decidi montar uma foto. Uma das cabeças decapitadas das fantasias. Agarrei uma fantasia de Pato Donald e, cuidadosamente pra que não desmontasse, retirei a cabeça. Enquanto eu encarava aquela cabeça olhuda, um barulho alto me fez pular de medo.

    Olhei pros meus pés, e entre eles havia um crânio humano. Caíra da cabeça do mascote e se desmanchou em mil pedacinhos; só uma cara vazia e um maxilar sobraram, olhando de volta pra mim. Deixei a cabeça do Donald cair na hora, como vocês fariam, e corri para a porta. Na saída pro corredor, olhei pra trás pro crânio.

    Eu precisava de uma foto, saca?PRECISAVA, por inúmeras razões que talvez pareçam bobas, mas não são se você pensar bem.

    Precisava de prova do ocorrido, principalmente por que a Disney queria encobrir isso. Sem dúvida, desde o começo, mesmo que isso fosse só vista grossa das feias, a Disney era RESPONSÁVEL.

    Foi quando o Mickey, o negativo, o oposto do Mickey, no meio do chão, começou a se levantar.

    Primeiro sentou, depois se pôs de pé... a fantasia... ou quem estivesse lá dentro... parou no centro da sala, o rosto me encarando diretamente enquanto eu repetia "não"...

    Com mãos trêmulas, o coração batendo contra o peito, e pernas de gelatina, consegui levantar a câmera e mirar a criatura-negativo que agora me encarava em silêncio.

    A tela da câmera, contra a luz, mostrava só pixels no formato da coisa. Era a silhueta perfeita da fantasia do Mickey. A câmera, se movendo nas minhas mãos instáveis, acompanhava o contorno do Mickey enquanto ele se mexia. Aí a câmera desligou. Ficou quieta, a tela apagada...quebrada...

    Voltei a encarar a fantasia do Mickey.

    -Ei.... - chamou, numa imitação perfeita, retorcida e sussurrada da voz do Mickey - quer ver minha cabeça saindo?

    Começou a puxar a própria cabeça, com seus dedos desajeitados, num movimento similar a de um homem ferido tentando se livrar dos dentes do predador...

    Enquanto remexia o pescoço... tanto sangue saindo..

    Um líquido grosso, amarelo e fedorento...

    Me virei assim que ouvi o ruído nauseante de tecido e pele sendo rasgados... Só quis fugir. Acima da porta, do lado de fora do quarto, vi a mensagem final, marcada em metal com ossos... ou unhas...

    ABANDONADO POR DEUS

    Nunca descarreguei as fotos da câmera. Nunca escrevi um blog sobre. Depois de correr daquele lugar, pela minha sanidade, se não pela minha própria vida, soube por que a Disney não queria que ninguém soubesse...

    Não queriam ninguém como eu entrando...

    Não queriam que aquilo saísse...
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 06.05.2015
    mickey.jpg

    Abandonados pela Disney #2: Room zero

    Já faz um tempo que eu não falo nada relacionado a Corporação Disney e tenho certeza que você sabe o porquê.

    Muita coisa vem acontecendo desde minha última postagem. Recebi um monte de perguntas e preocupações de pessoas que leram meu relato em primeira mão do Palácio de Mowgli, um resort que foi construído e abandonado pela Disney.

    Eu quero agradecer a todos que compartilharam pela internet. Infelizmente ele foi excluído de alguns lugares, principalmente sites corporativos de grande influência que foram facilmente intimidado por um poder maior. No entanto, para cada tópico nukado ou postagem de blog excluída, mais uns cem surgiram.

    Isso é algo que eles não conseguirão enfrentar. Não há mais volta para eles e nem pra mim.

    Eu definitivamente estou sendo perseguido. Fiquei um mês ou dois isolado, paranoico. Qualquer olhar casual ou um pequeno sorriso em minha direção me causava desespero e até arrepio na parte de trás do pescoço.

    O primeiro, ou melhor, o primeiro que eu percebi estar me perseguindo, foi um falso consertador de telefones que ficava em volta de meu apartamento.

    Ele tinha meia-idade, pastoso, vestido exatamente como qualquer um esperaria. Eu não poderia acusa-lo, mas eu sabia que isso não era apenas minha imaginação agindo. Ele era estranho, não parecia confortável fazendo seu trabalho de rotina.

    Um dia eu segui ele de canto, mas rapidamente perdi ele de vista. Quando voltei pra casa, lá estava ele. Me olhando diretamente no olhos, cerca de dez metros atrás de mim. Inexpressivo e frio.

    - Explorando de novo? - perguntou ele. Isso foi tudo o que disse e havia um tom acusador em sua voz.

    Diga-me se especialistas em conserto de telefones diria algo assim?

    Eu acho que é a pior parte. Foi nunca me sentir seguro. Nunca me sentir sozinho. Sempre encontrava pela casa algum material de mecham da Disney que eu nunca tinha visto antes. Borracha escolar no formato do Mickey, uma revista da Disney Adventures na minha estante.

    Eles esconderam pequenos Mickeys em todos os lugares. Três círculos, um grande e duas pequenas, formando a silhueta da cabeça do famoso rato.

    Eu comecei a reparar em todos os Mickeys que eu encontrei.

    Marca de copos de café em minha mesa, Uma grande duas pequenas. Garrafas de vidro colorida deixado na porta, visto de cima para baixo. Grafite em muros a caminho do meu trabalho, uma enorme Terra, um pequeno sol e lua nos locais e tamanhos apropriados formando novamente outra silhueta do Mickey.

    Eles estão por toda parte.

    As pessoas têm me enviado sobre isso também. Se você compartilhar tudo o que eu tenho a dizer, você vai começar a encontrar esses contornos de filho da puta. Eu garanto.

    Uma vez, de longe, algo me fez rir por causa do horror de todo esse transtorno. Havia um desenho de giz ao lado do meu carro. Fiquei surpreso no início, andando pelo estacionamento, mantendo-se atento para as pessoas me seguindo.

    O desenho no chão parecia um... bem, uma "vítima de assassinato", você provavelmente está familiarizado com esse desenho em filmes.

    Ao lado do desenho, escrito em amarelo, feito á mão... foi uma única palavra.

    "VOCÊ"

    A única coisa boa em tudo isso, é que não sou o único que viu algo que não devia.

    Não vou dar nomes, porque... bem, se eu dizer o porquê, você não prestaria atenção.

    “Auditores” vão para o parque da Disney sempre que podem, durante o ano. Ele não vai para se divertir ou desfrutar do passeio, etc.

    Ele observa muito as máscaras de gás infantis nas pessoas.

    Parece ser uma tradição, aparentemente pessoas em todo parque usavam. Homens e mulheres, adultos, crianças e adolescentes.

    Todos com máscaras de gás de personagens da Disney.

    Os auditores voltavam e a Disney iria receber toneladas de reclamações sobre pessoas "estranhamente vestidas" andando ao redor do parque. Pessoas que, então se fundem em multidões e desaparecem.

    Mais tarde, as máscaras de gás fez as pessoas a tirarem outras conclusões e os relatos de "possíveis terroristas" começou a fluir.

    Todos esses relatórios provavelmente foi direto para a lata de lixo. Eu sei que eu não consigo encontrar nenhum sinal de qualquer dessas ocasiões relatadas pela mídia. (Embora você deve estar ciente do fato de a Disney pode muito bem controlar a mídia como ninguém.)

    Esses auditores e fiscais vão aos parques, falam com algumas pessoas e tenta não chamar a atenção. Ele pergunta para três ou quatro famílias se ele viram alguém usando uma “máscara engraçada”

    Ele na verdade quer uma máscara de gás pra usar como prova... embora em uma ocasião, uma criança apontou-o para entrada do parque. Ele correu no meio da multidão, ele ouviu uma voz única frente gritar "Mamãe, eu quero uma máscara do Pateta também!"

    Um colega que vou chamar de "salva-vidas" trabalhou em um parque aquático da Disney de 2001 a 2003. Ele ficava no topo de um enorme tobogã de água e fazia com que nenhuma das crianças ficasse muito agitada. Colocando as crianças no tubo do tobogã para escorregar, uma de cada vez, dizendo a elas que o mais seguro é manter os braços colado ao corpo quando estiver dentro.

    Um dia, ele disse que um garoto gordo entrou no tubo mas não saiu do outro lado.

    E sem perceber disso enviou mais umas duas ou três crianças, o garoto gordo ficou preso no tubo, e você deve estar imaginado que já que um ficou preso as outras crianças também.

    Não foi assim. Somente o garoto gordo desapareceu. Todo mundo saiu do outro lado, vibrando e espirrando água como se nada estivesse errado.

    O salva vidas fechou o brinquedo por um instante, muito preocupado com o desaparecimento da criança dentro do tubo. Ele entrou e escorregou pelo brinquedo, e o gordo não estava lá dentro. Antes que ele pudesse chamar as autoridades para informar o desaparecimento... SPLASH ... o gorducho finalmente saio.

    Os membros da equipe puxaram o garoto para fora da água. Ele afundou como uma pedra quando caiu na piscina, sua pele estava azul e os olhos arregalados. Tudo o que ele dizia era "Crianças sem rosto" e "pare de apertar".

    O garoto estava bem fisicamente, caso você esteja se perguntando. Ele foi acarretado imediatamente ao centro médico. Quando salva vidas pediu para abrir o tobogã pra saber o que aconteceu lá dentro, ele foi ameaçado de demissão e relutantemente abriu o brinquedo novamente e voltou para seu trabalho de rotina.

    Daquele momento em diante, ele ficou mais atento sobre as crianças. De vez enquanto eles saiam da fila, mas nunca algo tão sério como o caso do garoto gordo, mas sempre com um olhar de preocupação, com o tempo tudo parecia ter sido algum sonho durante seu horário de almoço, mas ele só queria descobrir o que era realidade.

    Eu li outros e-mails com relatos estranhos como esse. Eu queria que eles compartilhassem sua própria história, mas eles não queriam se expor dessa maneira. Eu não posso culpa-los.

    "Branca de Neve", que não era o verdadeiro papel dela no parque, era outro "personagem" do parque. Ela tinha um bom pequeno petisco para mim. Você sabe o que acontece quando um funcionário fantasiado cai morto dentro de sua fantasia?

    Imagina como é um segundo tirar uma foto com o pequeno Jimmy, e no próximo segundo, sofre um acidente vascular cerebral fatal?

    Um segundo o mascote fantasiado na área tem que ficar sentado com um cadáver dentro até outra pessoa assumir o posto, fazer uma “limpeza a seco” e se livrar do corpo fora de forma discreta possível. Durante todo o tempo, os clientes não têm ideia de que está sentado com um corpo morto para tirar fotos.

    Sinta-se livre para verificar os seus álbuns de fotos neste momento.

    Isso foi ruim, mas um outro companheiro, que vou chama-lo de “Zelador” enlouqueceu completamente.

    A Disney World (e provavelmente outras corporações), construíram uma série de túneis subterrâneos bem embaixo de seus pés. Vale a pena relatar três histórias. Tudo e qualquer coisa que você pode imaginar está lá embaixo, para uso dos funcionários.

    Eles são chamados de Utilidores. Corredores de utilidade.

    Basicamente, essa é a razão que você não vê personagens fora do lugar ou Zeladores vagando pelo parque. Eles entram e saem de portas escondidas e viajam pela cidade escondida subterrânea.

    O Zelador me disse algo que poderia ser do conhecimento comum, mas mesmo assim foi novidade para mim.

    Walt Disney teve vários apartamentos construído em seus parques. Há um acima do Castelo da Cinderela... há um em Piratas do Caribe. Eles estão em todos os lugares.

    Mais do que isso, há boates, um cinema, uma pista de boliche, e muito mais. Tudo por trás de portas embutido nas fachadas caprichosas que você passa sem notar.

    O Club 22 é uma dessas áreas escondidas. Se você tiver o dinheiro para se juntar ao clube exclusivo (você não tem), então você vai ter acesso a ele e muito mais.

    O Club 22 é um lugar onde vale tudo. A Corporação Disney chama esses lugares "Zonas Escuras". São pontos onde os personagens se trocam e dão lugar a bebidas, drogas e sim, sexo.

    Também tem as “Zonas brancas” com poucos corredores de utilidade e as “Zonas Cinzas” entre eles.

    O zelador disse também, que nem sempre foi assim. Foi mais de um declínio lento e o abrandamento gradual das normas sociais dentro desse grupo de elite.

    A razão pela qual ele sabe de tudo isso? Você já deve estar se perguntando... ele fez a limpeza.

    Depois de uma verificação de longos antecedentes e vários termos de confidencialidade, o zelador subiu de um atendente de parque para um membro da equipe de limpeza da zona escura.

    Agora, antes de você imaginar alguma visão satânica de "sacrifício humano" na sua cabeça, o zelador não viu nada do tipo. Muitas garrafas vazias de álcool? Sim. Preservativos usados espalhados como desinflados balões de ano novo? Oh sim. Ele limpou muita gota de sangue, urina e vômito, a única coisa que ele pensava era a quantidade de jovens baderneiros que usava esses corredores.

    Pelo menos é assim que ele via em retrospecto.

    Todo esse lixo, merdas profanas, entrou em um forno e se misturou com a fumaça da chaminé de uma típica casa.

    Se você já foi para a Disney World, você respirou pecado ultra condensado.

    Reforçando essa informação tem outro cara que vou chama-lo de "Hammer". Hammer me enviou à moda antiga, mas eu não sei como ele conseguiu o endereço da minha casa. Ele me mandou fotocópias de documentos provando seu emprego, e me instruiu a queimar quando estivesse convencido.

    O que eu fiz de bom grado.

    Hammer trabalhou ao redor do parque Disney World, fazendo a demolição e construção. Em um ponto, ele se aproximou conversou com seu superior em relação a alguns planos de construção estranhos. Era uma ampla área retangular marcada nos projetos, do tamanho de um supermercado. Na área foi deixado somente as palavras "NÃO CAVE".

    Ele não queria falar sobre isso, não queria saber sobre isso e terminou a conversa com "este espaço foi intencionalmente deixado em branco".

    Hammer não entendeu. A área parecia um desperdício de espaço e entrou diretamente em conflito com o trabalho que sua equipe tinha designada. Ele começou a picar ao redor da área em suas folgas, encontrando apenas uma porta de aço abandonada e uma grande extensão de concreto logo depois.

    Era um "vale do supermercado" do piso em branco, cinzento.

    Logo depois, Hammer viu algumas pessoas com as máscaras de gás.

    Ao contrário de todos os outros relatórios anteriores, as pessoas... ou melhor, as coisas que cobriam seus rostos. Eles tinham cluster juntos à distância, ou eles seria apenas atravessavam paredes.

    Ele disse "força sobrenatural", como se eles fossem fracos ou estivessem lesionados... como um cervo que foi apanhado e não pode mais fugir.

    As máscaras de gás tinha os rostos do personagem da Disney com filtros preso... Ele observou que pareciam molhados por dentro, de condensação como de uma janela de carro. Pequenas gotas de água brilhava por trás do vidro, tornando-se impossível de qualquer um enxergar através.

    Indo mais longe, Hammer começou a fazer perguntas de qualquer um e todos aqueles que já trabalhou no parque por uma década ou mais.

    Ele bateu impasses por toda parte, até que ele foi direcionado para Aida, uma mulher idosa que trabalhava em um restaurante na rua principal. Ela tinha estado lá desde o caminho de volta e embora ninguém tivesse a coragem de perguntar diretamente, toda a gente sabia ela tinha muitas histórias terríveis para contar.

    Hammer perguntou sobre o espaço vazio e em seguida, sobre os clientes mascarados. No começo ele pensou que iria receber um “não sei” como resposta. Ela estava quieta. Estranhamente quieta.

    "Room Zero" Ela resmungou, em seguida colocou a mão em sua boca como se tivesse falado algo que não deveria de dito.

    Ela não olhou para o homem durante toda a conversa.

    Room Zero (ou quarto zero), como se viu, era ainda outro quarto escondido, como os apartamentos e clube 22. Entretanto, seu tamanho e sua profunda mancha sob o parque está localizado para além de qualquer uma das zonas escuras de "diversão".

    Era um abrigo contra bombardeio aéreo.

    Room Zero foi construída para resistir a um ataque maciço, seja ele conduzido por inimigos estrangeiros ou nacionais.

    A Room Zero era para ser abastecida com alimentos suficientes para o número médio de todo o parque de patronos em qualquer momento dado e abrigava um menor ainda pródigo conhecido como "quarto do pânico" para os superiores da Disney.

    Durante a segunda guerra mundial, realmente máscaras de gás oficiais Disney foram produzidas para as crianças em caso de ataque. A ideia era que seria menos assustador para as crianças se o rosto de Mickey foi estampado sobre o dispositivo de segurança em tempo de guerra.

    Sim, eu sei os problemas óbvios com isso.

    Durante o susto da guerra fria dos anos 60, quando foi construída a Disney World, a Room Zero foi abastecida com máscaras semelhantes também. Se eles não se preocupassem com os medos das crianças, ou apenas fossem insensíveis, talvez não aconteceria aquilo lá embaixo.

    Além do mais, algum gênio decidiu que as crianças não ficariam tão assustada com as máscaras de gás se seus pais usassem... e assim todas as máscaras, adultos e criança, foram feitas para cumprir com esta norma louca.

    Aida o descreveu como "Tratar uma ferida com suco de limão."

    Nada disso explica o que Hammer tinha visto. Não só as aparências aparentemente sobrenaturais, mas o quarto esvaziado para fora também.

    - Eu estive lá – explicou ele – Só há um piso de cimento e quatro paredes na Room zero.

    - Não - Aida abanou a cabeça e cobriu sua boca, abafando um soluço – Você esteve em cima da Room Zero, aquilo foi planejado perfeitamente, quando alguém descobrisse que há um subsolo, iria vasculhar e encontrar aquele espaço vazio e nem imaginaria que existe outro saguão bem abaixo desse.

    Alguém ou algo soou o alarme, um dia em que a capacidade do parque estava no máximo. O aviso foi claro. Era um suposto ataque aéreo.

    Os seguranças levaram todos para a Room Zero. Lá, eles foram ordenados para colocar em suas máscaras e acocorar-se durante o bombardeio.

    Tudo estava calmo nos primeiros trinta minutos, exceto as crianças que choravam e os sussurravam assustadas. Ninguém queria morrer, então os pais eram gratos de alguma forma para esta estranha medida de segurança.

    Então, alguém deu o primeiro grito.

    - Ei! - um homem gritou - Pare de me beliscar!

    Uma onda de gritos e começou a se alastrar na multidão, de uma parede à outra.

    - Quem está correndo? Acalma-se! - Alguém gritou.

    - Quem está rindo? Isso não tem graça!

    - Ow! Quem pisou no meu pé?!

    Apesar dos guardas de segurança pedindo para acalmar e manter a calma, a multidão ficou mais agitada até que, finalmente, depois de quase uma hora de loucura...

    As luzes se apagaram

    Todos Morreram.

    O que veio em seguida só pode ser descrito como caos. No escuro, só as paredes dos jovens e os gemidos dos adultos podiam ser ouvidos em um maciço, inchaço que sangrava os ouvidos de todos dentro daquela câmara de eco negra.

    Um grupo de membros da equipe e um poucos patronos conseguiram atravessar a porta, pronta para enfrentar a guerra acima, ao invés de abaixo a insanidade. O que eles encontraram, claro, foi um parque temático desolado, ainda intocado, não havia ataque nenhum. A música continuava a jogar, ecoando pela cidades de contos de fadas em silêncio.

    Ao retornar à Room Zero, os poucos que ficaram no topo da escada aço que chumbo na escuridão se levantaram não ouvido nenhum sinal de batalha anterior. Havia apenas silêncio.

    Aida desceu as escada, apesar da mendicância daqueles que deixou acima.

    Ela alcançou as portas reforçadas, agora inundado na escuridão e ouvindo apenas o zumbido nos ouvidos.

    Uma única voz saiu da escuridão. O eco tornou impossível dizer se a voz rouca, veio da parte de trás do abrigo ou se foi bem na frente de seu rosto.

    -Feche a porta, querida. Você está deixando mais frio aqui dentro.

    Dominada pelo terror, ela fez exatamente isso. Dentro de dias, a coisa toda... abrigo, escadaria, tudo... estava coberto com os pés em cima de pés de cimento. Sistemas de ar e geradores acima de seu teto foram removidos, criando o grande espaço vazio.

    - Eles estão ainda lá em baixo - Aida disse para Hammer - lá com quem quer que fosse e de alguma forma não estão mortos.

    Você pode notar que o único nome verdadeiro que usei foi o da Aida.

    Infelizmente, ela faleceu logo após contando sua história. Queda acidental, supostamente, depois de sair da cama para acender a luz.

    “Uma adoradora do seu antigo emprego” o jornal local publicou, devido as várias silhuetas do Mickey que foi encontrada em sua casa, silhuetas que não estavam quando eu fui até lá e silhuetas que estão começando a aparecer no meu apartamento.
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 07.05.2015
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    O Inferno de Chaves

    Sartre escreveu em sua famosa peça “Entre Quatro Paredes”, de 1945, que “o inferno são os outros”. Não existe uma definição universalmente aceita sobre o conceito de in*ferno na tradição teológica ocidental. Segundo o historiador Jean Delumeau, no livro “Entrevistas Sobre o Fim dos Tempos”, o catolicismo tradicional, apoiando-se em Santo Agostinho, apregoava a “existência de um lugar de sofrimento eterno para aqueles que tiverem praticado um mal considerável nessa vida e dele jamais se tenha arrependido”. Essa noção, um tanto incongruente com a imagem de um Deus misericordioso, não prosperou fora do imaginário po*pular, sendo substituída pela so*lução do Purgatório, desenvolvida no século II, sobretudo, por Orígenas. Nin*guém mais estaria condenado para sempre, embora, excetuando-se os santos, todos tivessem que passar por um período variável de purificação, com a garantia da salvação ao final. Santo Irineu discordava. Para ele, “os pecadores confirmados, obstinados, se apartaram de Deus, também se apartaram da vida”. Portanto, após o julgamento final, os condenados seriam simplesmente apagados da existência.

    A polêmica continuou pelos séculos dos séculos, com novos debatedores: Tomás de Aquino, Lutero, Joaquim de Fiore. Na literatura, Dante e Milton criaram visões poderosas do inferno. O trio de condenados de Sartre, os cenobitas sadomasoquistas de Clive Barker e os pecadores amaldiçoados de Roberto Bolaños são recriações contemporâneas perturbadoras.

    Sim, Roberto Bolaños. Não, não se trata do falecido ficcionista chileno Roberto Bolaño (1953–2003), autor do calhamaço “2666”. O Bolaños com S é um artista infinitamente superior. Refiro-me ao ator, escritor e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, apelidado, num exagero quase perdoável, de Chespirito, ou “Pequeno Shakespeare” à mexicana. Ele é o criador de uma das mais sutis, brilhantes e temíveis representações do inferno em qualquer das artes: o seriado “Chaves”. Se, conforme ensinou Baudelaire, “a maior artimanha do demônio é convencer-nos de que ele não existe”, podemos concluir que esse mesmo demônio não iria apresentar seus domínios por meio de estereótipos: escuridão, chamas, tridentes, lava. Em “Chaves”, verdadeiramente, “o inferno são os outros”.




    Bolaños encheu sua criação de sinais que devem ser decodificados para que se revele seu verdadeiro sentido de auto moralizante. O primeiro e mais importante é o título. Originalmente, o seriado chama-se “El Chavo Del Ocho”, ou traduzindo do espanhol: “O Moleque do Oito”. Ninguém sabe o verdadeiro nome do protagonista, que nunca foi pronunciado. Cha*mam-no apenas de “Moleque”. O nome próprio Chaves é uma adaptação brasileira, uma corruptela da palavra “chavo”. É certo que um “chavo”, ou “moleque”, é quem faz molecagens; quem subverte a ordem do que seria moral e socialmente aceito como correto. Em livre interpretação, o “moleque” é um pecador. Portanto, o seriado trata de pecados. Não de pecados mortais, pois do contrário dificilmente seus personagens gerariam simpatia, mas, com certeza, de pecados capitais.

    Ao contrário do que muitos acreditam, o protagonista não mora em um barril, mas na casa número 8. Sendo órfão e morador de rua, foi recolhido por uma idosa, que jamais foi mostrada; e que talvez não exista. Se existir é a morte materializada, pois habita o 8. Basta deitar o numeral 8 que obtemos o símbolo do infinito. A morte é infinita, pois não há vida antes da vida e após a vida volta-se a condição anterior. A vida pode ser medida pelo tempo, o antes e o depois é, por definição, infinito. O nada infinito, a graça infinita ou a purgação infinita.

    Essa vila do “8” nada mais é do que um pedaço do Inferno, especialmente preparado para receber seus hospedes, mortos e condenados no julgamento final. Uma variação cômica de “Entre Quatros Paredes”, onde duas mulheres e um homem (além de um mordomo… mas o comunista Sartre não considerou o representante da classe proletária um personagem pleno) são obrigados a se suportarem mutuamente pela eternidade, num ciclo infindável de acusações e violência. Não é difícil imaginar a cena: Chiquinha chuta a canela de Quico e faz seu pai pensar que o menino foi o agressor, enervado Seu Madruga belisca Quico, que chama Dona Florinda, que acerta um tapa no vizinho gentalha, que descarrega a raiva no Moleque, que atinge o Seu Barriga quando ele chega para cobrar o aluguel. Enquanto isso, o professor Girafales, queimando de desejo, bebe café, com um buquê de rosas no colo, sem desconfiar a causa, motivo, razão ou circunstância de tanta repetição.

    O cenário é um labirinto rizomático, sem centro, começo nem fim. Saindo da vila caem em uma rua estreita que leva a um pequeno parque, um restaurante e uma apertada sala de aula. As variações, como Acapulco, são exceções que confirmam a regra. O universo dos personagens se resume a esse espaço claustrofóbico, onde um ambiente leva a outro que leva a outro que leva a outro, indefinidamente.

    Os pecados que cometeram em vida transparecem em suas características, medos e frustrações. Chaves, o Moleque, sempre faminto, cometia o pecado da gula. Glutão inveterado, sua preferência por sanduiche de presunto indica desprezo pelas leis de Deus, que proibiu o consumo de porco, esse animal sujo e de pé fendido. Inimigo de qualquer autoridade moral, apelidou seu professor de “Mestre Linguiça”, outra referência a malfadada iguaria suína.

    Seu Madruga, que têm muito trabalho para continuar sem trabalhar, cometia o pecado da preguiça. Exigem redobrados esforços suas estratégias de fuga, para não pagar os indefectíveis 14 meses de aluguel. Que nunca se tornam 15 meses, denotando que a passagem do tempo está suspensa. Não é necessário lembrar que 7 + 7 é igual a 14 e que, na tradição crística, 70 x 07 simboliza o infinito. Da mesma forma que o 8, o símbolo de adição deitado torna-se o de multiplicação. Deus mora nos detalhes.

    A ganância de Seu Barriga é óbvia. Quem mais cobraria o aluguel mensal praticamente todos os dias? Os golpes que o Moleque lhe aplica sempre que chega a vila faz parte de sua punição. O fato de possuir como veículo uma Brasília amarela liga-o imediatamente ao país Brasil, indicando que em vida deve ter se envolvido em escândalos de corrupção. Terry Gilliam não escolhe títulos ao acaso.

    O pequeno marinheiro Quico, o menino mais rico da vila, é movido pela inveja. Sempre que vê um de seus pobres vizinhos se divertindo com um surrado brinquedo, cobiça aquela alegria simplória e vai buscar um dos seus, sempre maior e melhor, mas que nunca lhe dá satisfação. O brinquedo do outro, mesmo sendo obviamente inferior, sempre lhe parece mais interessante. Um círculo vicioso de inveja, jamais saciada.

    Chiquinha é marcada pela personalidade intolerante, raivosa. Imitando o Pateta, usava o automóvel como uma arma potencializadora de sua ira. Morrendo em uma briga de trânsito, na vila, tenta fazer o mesmo com o triciclo. Não foram poucas as vezes que atropelou pés e brinquedos. Mas a musa que canta a ira do poderoso Aquiles não se ocupa da ira insignificante de Francisquinha. Sendo a menor e fisicamente mais fraca da vila, só lhe resta chorar, chorar e chorar.

    Dona Florinda e o Pro*fessor Girafales foram libertinos do porte do Marquês de Sade e Messalina (ou os próprios). Mestres na arte da luxúria, acabaram condenados a eternidade de abstinência sexual. Frigida e impotente, a mente almeja, mas o corpo não acompanha. Consomem infindáveis xícaras de café que, com propriedades estimulantes, alimentam ainda mais o fogo que não podem debelar. O professor Girafales fuma em sala de aula não porque “El Chavo Del Ocho” foi gravado antes da praga politicamente correta, mas devido ao fato dele ser portador do célebre cacoete pós-coito de acender um cigarro, fazer um aro de fumaça no ar e perguntar “foi bom para você?”. Incapaz de cumprir a primeira parte do ritual erótico, involuntariamente reproduz a segunda. Não por acaso, a trilha sonoro de seus encontros é a mesma de “… E o Vento Levou”. A frase final do filme é “amanhã será outro dia”. Na vila, sempre haverá outro dia e outra xícara de café.

    Dona Clotilde, a bruxa do 71, padecia de extrema vaidade. O gênio de Bolaños teve a sutileza de convidar uma ex-miss, a espanhola Angelines Fernández, para interpretar a personagem. Novamente o signo de uma condenação eterna aparece: 71 nada mais é do que 7+1=8. O animal de estimação de Dona Clotilde, significativamente chamado de Satanás, chama atenção para outro elemento importante. A presença de diversos demônios errantes na vila. Trata-se de uma besta transmorfa. Em alguns episódios satanás é um gato, em outros um cão. Diferente do paradoxo do coelho-pato de Jastrow, Wittgenstein e Thomas Kuhn, que servia ao desenvolvimento da razão, o gato-cão é uma representação do misticismo, o cão em “pessoa”.

    Em 1589 o teólogo Peter Binsfeld, no livro “Binsfeld’s Classification of Demons”, estabeleceu que cada um dos sete pecados capitais possui um patrono infernal. Sintoma*tica*mente, Lúcifer, nome pelo qual muitos chamam satanás, gera a vaidade. Os outros são Asmodeu que gera a luxúria, Belzebu a gula, Mammon a ganância, Belphegor a preguiça, Azazel a ira e Leviatã a inveja. Não nos enganemos: eles rondam a vila. Aparecem circunstancialmente, para promover desordem, dor e tentação.

    Se o gato-cão Lúcifer/Satanás ajuda a difundir o boato de que Dona Clotilde é uma bruxa, me parece óbvio que a bela menina Paty e sua tia Glória são Belzebu e Belphegor metamorfoseados em súcubos, demônio sexuais femininos, prontos para atiçar outros apetites no Moleque e tirar Seu Madruga de seu estado de letargia. Por sua vez, o galã de novelas Hector Bonilla, que visitou a vila, nada mais é do que Asmodeu na forma de um íncubo, demônio sexual masculino, com a missão de tumultuar a relação do casal de libertinos castrados. Nhonho é Mammon, instigando o pai avaro a gastar. Popis é Azazel, esmerando-se em despertar a ira de Chiquinha com sua futilidade enervante. Godinez é Leviatã atiçando a inveja de Quico, com suas respostas tão certeiras quanto involuntárias ao Mestre Linguiça. Figuras de pouca relevância como Dona Neves, Seu Furtado, os jogadores de ioiô, os alunos anônimos na escola, os clientes do restaurante, o pessoal do parque e do festival da boa vizinhança, além de outros coadjuvantes, são entidades demoníacas menores, com a função de criar a ilusão de normalidade.

    De fato, os frequentadores da vila parecem inscientes de sua condição. Os adultos por serem alto centrados. As crianças por estarem duplamente amaldiçoados, regredidos a condição infantil, talvez como espelho da imaturidade emocional que os levaram a conduta pecadora. Enquanto muitas pessoas sonham em possuir a experiência da maturidade em um corpo jovem, eles mantiveram o corpo que possuíam na hora da morte, mas quase sem nenhuma experiência. Essas são as sutilezas da burocracia infernal.

    O carteiro Jaiminho, em sua função de portador de mensagens, é o único representante do lado de cá. Um médium que tenta fazer contato com essa outra dimensão. Seu constante estado de fadiga é resultado do esforço sobre-humano necessário para cruzar as dimensões. Prova disso é a descrição que Jaiminho dá de sua terra natal, Tangamandápio. A despeito de existir de fato, sendo localizada a noroeste do Estado mexicano de Micho*acán, trata-se de uma alegoria. Se*gundo o carteiro, tudo em Tangamandápio é colossal. Seria maior do que Nova York e teria uma população de muitos milhões de habitantes. O que poderia ser tão grande? Obviamente, ela não se refere a uma única localidade isolada, mas a todo o planeta; a terra dos vivos. As cartas que transporta são psicografias e a bicicleta que nunca larga, apesar de não saber andar, nada mais é do que um totem, ao estilo de “A Origem”, necessário para que possa voltar para realidade.

    Em “El Chavo Del Ocho”, Bolanõs, o Camus asteca, criou sua própria versão do mito de Sísifo. O Moleque e companhia estão condenados a empurrar inutilmente por uma ladeira íngreme essa imensa pedra chamada cotidiano, que sempre rola de volta, obrigando-os ao tormento do eterno retorno. A pedra de Quico é quadrada, não rola, desliza. É cômico, apesar de trágico.
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 08.05.2015
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    SCP – 1981

    Classificação do objeto: Seguro

    Procedimentos de Contenção Especial: SCP-1981 deve ser mantido em um local seguro de vídeo no arquivo de mídia da área .... Durante o uso, SCP-1981 não deve ser retirado de sua proteção ou ser exposto a nenhuma fonte magnética forte. Um sistema de Video System da Betamax e uma televisão analógica foram disponibilizados na sala de observação 02, na área ..., assim como os equipamentos de gravação.

    Descrição: SCP-1981 é uma fita Betamax padrão. ‘’Ronald Reagan Cortado Enquanto Discursava’’ foi escrito a mão, em um adesivo, com caneta. Análises de laboratório indicavam que a SCP-1981 era feita de material comum, e os números de fábrica correspondiam a fitas cassetes produzidas em 1980. SCP-1981 foi encontrada inicialmente por um responsável pelos arquivos do Ronald Reagan Presidential Library em 1991, que ao assistir a fita, alertou a polícia, com o intento de achar o criador por acusações de obscenidade. Uma investigação de baixo nível foi conduzida pela polícia, até um ponto que a fundação foi alertada e pegou a fita.

    Amnésicos (remédios para indução de amnésia) de Classe A foram administrados antes que ... fosse notificado. Investigações futuras mostraram que não foram achados traços da origem da SCP-1981

    A fita parece ser uma gravação caseira do antigo presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, fazendo seu discurso do ‘’Império do Mal’’ para a Associação de Evangélicos no Sheraton Twin Towers Hotel, em Orlando, Flórida, em 8/3/1983. No entanto, em 1 minuto e 10 segundos, o discurso começa a divagar de forma pesada, não se parecendo com nenhum discurso antes feito por Reagan. Começando em, aproximadamente 5 minutos, múltiplas incisões, lacerações e feridas de penetração podem ser vistas, sendo feitas lentamente, mas sem nenhuma indicação da fonte dessas feridas. Mesmo com as múltiplas feridas que incapacitariam uma pessoa normal, Reagan continuava a dar seu discurso até suas cordas vocais serem totalmente arruinadas ou até a fita ir a estática, em 22:34 min.

    Mesmo rebobinando a SCP-1981 e iniciando o playback da fita, Reagan faria um discurso totalmente diferente ao anterior, algumas vezes mais radical que o outro. Os tópicos incluíam tortura, estupro de crianças e rituais de sacrifício. E os traumas causados em no presidente também se mostravam divergentes, com ele sendo empalado, mutilação genital e ..., sendo todas observadas. Em uma das reproduções, é possível ver uma figura vestida de roupas pretas e um capuz cônico, que foi substituído por um dos membros de imprensa de Ronald, mais pra frente chamado de SCP-1981-1. A importância da aparição dele ainda é um mistério.

    Os discursos feitos por Reagan eram muita das vezes, incoerentes e sem a mínima estrutura, e fortemente compostas por anedotas e parábolas. Mas ocasionalmente, ele fazia referências a eventos futuros, nos quais ele não poderia saber, como os ataques de 11 de Setembro, o resultado das eleições russas de 2008 e .... Por isso, tempo e esforços rigorosos foram feitos para gravar cada playback da fita. No entanto, múltiplas tentativas de gravar a fita em outra fita Betamax resultaram em falha, mas câmeras conseguiram gravar os playbacks individuais. Qualquer observação feitas e gravadas da SCP-1981, devem ser entregues para o Dr. B(censurado), supervisor do projeto.

    Anos de interferência magnética danificaram seriamente a qualidade de sinal da SCP-1981, dificultando a busca por informação dos playbacks. Além disso, a natureza pesada das mutilações feitas em Reagan foram descritas como ‘’Extremamente perturbadoras’’, e por isso é recomendado que qualquer funcionário se sentindo doente após o playback deve visitar a área de psiquiatria para uma avaliação de nível 3.

    Como Reagan estava vivo no tempo da recuperação do SCP-1981, uma rede de segurança foi criada para eliminar todas as ligações entre o presidente e a fita. Nenhuma ligação existente foi encontrada, porém, Reagan frequentemente reclamava de pesadelos antes do seu estado mental se degradar por completo.



    Transmissões:

    00:17:24 - Reagan: A renovação dos valores tradicionais que têm sido os tendões de força deste país. Uma pesquisa recente realizada por um pesquisador com sede em Washington concluiu que os americanos eram muito mais dispostos a participar de canibalismo do que eles têm nos últimos cem anos. América é uma nação que não vai sofrer abominações de ânimo leve. Sete. E esse é o núcleo do despertar. Doze. Dezoito. Vamos parar al-Qaeda. Agora lá vai você de novo.

    00:18:02 - Reagan: Pela primeira vez, subiram, e vejo que estão sendo consumidos. Eu vejo círculos que não são círculos. Milhares de milhões de almas mortas dentro de contenção. Apesar de ter comido o tecido moral do país, transformando corações em imundície. Eu sou de um nível acima do reino humano. O que é que deu? Um sorriso falso que condena toda uma nação.

    00:18:43 - Não há esperança.

    00:18:59 - [Aplausos]

    00:19:15 - [Reagan estremece as costas, como se estivesse sentindo dor severa. Vários novas lacerações começam a se manifestar em toda cavidade ocular, bem como furos que aparecem para penetrar testa e têmporas. Restante do braço esquerdo está agora cortado.]

    00:19:59 - Reagan: Mais consenso provou que mais da metade de todos os americanos, eu ainda odeio. Comido por todo vazio. O vazio. A tristeza. A escuridão. A escuridão.

    00:20:30 - [Risos continua até que o sinal se degrada em estática]


    00:12:32 - Reagan: Eu fui para as siderúrgicas do Alasca, e os campos de milho de Nebraska. Eu vi os escritórios abandonados do Google queimar com as janelas tapadas e os funcionários dentro deles. Eu vi as casas onde eles cortam-se os pequenos bebês. De costa a costa brilhando eu tenho andado vazio para baixo babando caminho A carne em decomposição de falsa moralidade envenenando nossos filhos. Eu já estive no topo da montanha de terra ganancioso, olhando para o nosso belo poço piedoso, a rebentar com as vastas mãos de desamparo. E você sabia que o que eu vi?

    00:13:57 - Inferno

    00:14:20 - [A platéia explode em riso]

    00:14:32 - [voz abafada pode ser ouvida por trás da câmera]

    00:14:45 - Reagan: Agora lá vai você de novo!

    00:14:52 - [Risos procede a reduzir]

    00:15:00 - Reagan: Mas realmente agora, vivemos em uma época feliz. Este é um momento feliz. O tempo está do nosso lado. Um ponto em nove economiza tempo.

    00:15:40 - Não são as suas verdades e há minhas verdades. Há conhecidos, desconhecidos conhecidos e desconhecidos . Alguns deles são na platéia agora mesmo!

    00:16:02 - [Nesta fase, as feridas infligidas ao pescoço de Reagan parecem ser tão graves que não podem mais suportar a cabeça. Discurso degenera em gargalhos como Reagan violentamente se empurra para a frente, a coluna que está sendo cortada de forma limpa e a cabeça só sendo vagamente ligada ao corpo por fios de tecido muscular. Corpo permanece assim pelos próximos três minutos, e continua o gesto como se a coluna vertebral fosse ser retirada da cavidade do pescoço, antes de finalmente entrar em colapso. Fita degrada em estática a 22:34]


    Na ultima transmissão apareceu apenas uma imagem e depois uma mensagem ficou congelada

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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 08.05.2015
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    I-Doser - Satan's Song

    Você já ouviu falar em i-Doser? I-Doser é algo se pode achar na internet que é usado para alcançar uma sensação simulada de uma “droga” através da utilização de batidas binaurais. Há bem mais de cem “doses” ou “dosers”, e algumas podem ser incrivelmente difíceis de encontrar.

    E se eu te dissesse que encontrei os mais raros i-Doser?

    Deparei-me um dia desses na loja do i-Doser. Eu estava bastante entediado, então estava apenas procurando a palavra “raro” e “exclusivo”. Finalmente me veio a grande ideia de procurar “Satan”. Na primeira, um resultado apareceu numa fração de segundos, mas depois desapareceu mais uma vez. Confuso, eu tentei de novo. Mesmo resultado. Eu liguei minha câmera, esperando pegar o resultado anormal no filme.

    Desnecessário dizer, eu consegui.

    Depois de pesquisar mais um monte de vezes, só para ter certeza. Eu parei a gravação e vi o vídeo, na velocidade original. O resultado apareceu e desapareceu como ocorreu sem a gravação. Eu reduzi a velocidade do vídeo até quase parar, onde eu pudesse ao menos decifrar o texto. No texto se lê o seguinte: “Satan’s Song”.

    Fiquei apavorado.

    Olhei pela tela do computador, chocado. Por que isso foi aparecendo e deixando a tela tão rapidamente? Estavam tentando escondê-lo, mas sem sucesso? Eu fui no Google e pesquisei “Satan’s Song”. Vieram algumas informações sobre um fenômeno sobrenatural na internet. Aparentemente “Satan’s Song” foi um i-Doser banido e raro. Somente algumas poucas pessoas ouviram sem serem acometidas por demência, paranoia, a ultimamente uma rápida morte em uns 7 dias, mas essas pessoas têm mesmo desaparecido depois de ouvir a dose.

    Passados alguns dias, e eu fiz algumas pesquisas, voltando pra casa do trabalho só para encontrar um arquivo no meu computador. Todo o resto se foi. Na pasta lia-se “Satansong.exe.” Eu abri o arquivo, e é claro, “Satansong.exe” estava lá, esperando para ser aberto. Cobri meus olhos com as mãos, botei o volume do alto-falante no máximo e iniciei a dose. No começo era só um ruído calmo zumbindo. Então o volume explodiu com berros e gritos que soaram como se houvesse pessoas morrendo. No fundo eu ouvi uma mistura de doses anteriores como Hand of God, Gate of Hades, e assim por diante. Abri meus olhos sob a meia. No que abri os olhos fiquei incrivelmente horrorizado. Eu parecia estar num trem para o inferno; corpos jogados em todo lugar, sangue vazando pelo meu pé. O sangue. Eu o senti no meu pé. Estava quente, um vermelho doentio. Inclinei-me pra frente e vomitei. Minha bile misturada com o sangue, tornando-se um vermelho esverdeado. Senti que algo macio caiu dos meus olhos, a meia, eu deduzi. As visões poderiam ter parado com a venda caindo do meu rosto e deixando meus olhos abertos, mas elas continuaram vindo. Eu senti a dor explodir ao longo do meu corpo. Sangue escorria dos meus órgãos genitais, estômago, peito, braços e pernas. Olhei para o meu corpo para encontrar espinhos maciços me espetando em cada ponto de onde o sangue jorrava. Senti lágrimas rolarem pelo meu rosto, isso não poderia ser real, é impossível. Eu vi a área ao redor de mim explodir em lava e sangue, quando um caminho começou a se formar na minha frente. Eu não queria seguir o caminho, mas parecia que era a coisa a se fazer, então eu fui...

    O caminho era terrível. Os gritos dos defuntos ecoaram ao meu redor, sangue ainda pulsante dos meus ferimentos. Eu poderia ter morrido agora, mas eu não estava morto. Eu queria que estivesse morto, a morte seria melhor do que isso, definitivamente. Finalmente, cheguei ao final do caminho. Um portão cravado de espinhos me aguardava. Eu empurrei para abrir, e caiu para frente. Foi quando voltei à realidade.

    Por razões como esta, I-doser removeu a dose de satanás de seus arquivos e desenvolveu uma versão muito mais leve chamada Gate s of Hades. Como o nome indica, Gates of Hades é desenvolvida para dar a experiência de olhar para o inferno sem entrar nele como satanás fez. Essa substituição é, ainda assim, recomendada apenas para usuários maduros, que estão cientes do tipo de experiência que estão tentando. A resposta dos usuários do Gates of Hades são igualmente desagradáveis com relatos de pesadelos e alucinações quando de olhos fechados.

    Eu sugiro firmemente a não procurar por isso. Mesmo agora eu estou atormentado pelas visões do inferno, e apenas para me manter em cheque com a realidade, eu tenho que me agarrar à beira de um assento o mais forte que posso. Eu só posso rezar para que as ilusões não permaneçam para sempre.

    As "doses" assustadoras existem de verdade, http://medob.blogspot.com.br/2011/01/i-doser-novas-doses-assustadoras.html
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  • Grande Lamai (PT1)Grande Lamai (PT1) Postagens: 8,393
    editado 08.05.2015
    ai ai essa historia foi toddy 115.gif

    tem uma dose mais pior que gate of hades, é a satan's jackhammer oath.png

    eu tinha o site onde tem ela mas tirei dos favoritos onion034.gif
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 11.05.2015
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    Amigo imaginário

    "O pior cego é aquele que não quer ver". Talvez essa seja a frase que descreverá todo esse texto. Agora, distinguir um fato de uma ilusão é algo difícil, uma vez que nosso cérebro tende a inventar coisas. Um exemplo? Amigos imaginários.

    Amigos imaginários praticamente adentraram na nossa cultura. Todos acham normal e até mesmo curioso ver uma criança conversando com ninguém e apresentando nada para os outros, dizendo que aquilo era seu amigo imaginário.

    Quando você pede para a criança descrever o amigo imaginário, elas falam, surpresas: "Nossa! Não está vendo ele? Veja como é bonito! Olhe suas asas! Sua calda!"

    Você com certeza já deve ter ouvido falar de "sensibilidade paranormal". Pelo menos eu acredito que seja esse o nome dado às pessoas que possuem a "habilidades" que permitem fazer coisas como ver espíritos. A sensibilidade só atingiria alguns sortudos da população e à medida que envelhecessem, a sensibilidade iria ser ignorada.

    O que eu quis dizer com isso: que você provavelmente nasceu ou então na infância conhecia alguém que tinha a sensibilidade paranormal. Mas geralmente as crianças que tem essa habilidade a possuem por volta de 1 à 5 anos de idade. São raros os casos de pessoas que conseguem manter a habilidade para o resto da vida. As crianças que possuem isso acabam sendo aversas a contato com uma pessoa de verdade, apenas se limitando as pessoas com quem ela convive. Por isso, ela conversa com o ar, ou o tipicamente conhecido amigo imaginário.

    Amigos imaginários. Esse é o ponto. Supostamente são coisas da sua cabeça, correto? Ou melhor, algo passageiro como dizem os psicólogos, algo que crianças que foram criadas sozinhas (longe da companhia dos pais e sem irmãos ou primos) acabam criando dentro de sua cabeça para tentar "combater" a solidão.

    A estimativa de vida de um amigo imaginário dura até os 7 anos de idade de seu "dono". Depois? São esquecidos, e quando os conhecidos do indivíduo acabam perguntando coisas relacionadas ao amigo imaginário como "como conversavam?", a pessoa geralmente não irá dar uma resposta sólida, apenas dirá algo como "eu era muito jovem e por isso não me lembro nem como ele era!".

    E quando você tentava se lembrar como ele era, acabava apenas distorcendo mais a imagem daquele vulto negro que você chamava de amigo. Ele se tornava algo mais amável, um urso gigante azul ou um astronauta de macacão vermelho, e você pouco se importava como ele realmente era, já que nunca mais voltará a ver ele de novo.

    Será que é verdade?

    O caso é que você não se lembra, porque você não quer se lembrar. O seu amigo imaginário estava lá para te atormentar. As brincadeiras que ele mandava você fazer não eram coisas saudáveis, e sim maldades. Ele fez você se afastar das outras pessoas, pois sabia que se você estivesse sozinho, você não teria chance e ele poderia se alimentar da sua solidão e de sua vida por mais tempo. Como um parasita.

    Obviamente, você é apenas uma criança ingênua, sendo iludida por um monstro que estava se alimentando de sua essência. Mas, os seres humanos adquiriram uma habilidade única. Uma coisa que difere eles dos animais: eles podem criar ilusões para mascarar o que realmente aconteceu. Isso fica claro com pesquisas que aparecem por aí e que provam que grande maioria de nossas memórias são falsas.

    Como supostamente ele é um parasita mental, só pode ser combatido com essa habilidade instintiva do cérebro para aliviar o sofrimento e apenas empurrar a sujeira para debaixo do tapete, e guardar o amigo imaginário em um baú nos confins de seu crânio. Feito isso, você pode seguir em frente e se desenvolver...viver a vida.

    Porém, o que você (e seu cérebro) não sabem é que seu amigo imaginário, embora aparentemente nunca tenha existido e tenha sido desligado de sua mente, ele está bem ativo, te controlando subconscientemente. Antes ele estava em seu primeiro estágio e você podia vê-lo. Agora você não pode vê-lo - e o pior - ele controla você.

    Ele que te faz sentir raiva. Ele que te faz agir com violência contra as outras pessoas. Ele que te faz se sentir sozinho. E quando você finalmente estiver sozinho, você será consumido e levado para "aquele lugar".

    Você provavelmente não deve estar entendendo por qual motivo ele levaria tanto tempo te atormentando e preso em sua cabeça, se poderia simplesmente entrar no inferno?

    Isso é simples. Apenas seres com alma entram lá. Amigos imaginários não são exatamente "almas". Por isso, eles habitam as pessoas, as enchendo de pensamentos negativos para poderem ir até onde interessa, entrando como clandestinos. Como parasitas. São inúmeros os exemplos, mas alguns casos famosos ilustram bem como isso acontece. Kurt Cobain por exemplo. Até hoje não se sabe se ele foi assassinado ou se suicidou. Se alguém plantou a nota de suicídio dele ou se ele escreveu a punho aquilo. Mas a nota de suicídio dele é dirigida a alguém especial...seu amigo imaginário.

    Talvez isso já esteja acontecendo com você. Talvez você não veja aqueles vultos como "amigos imaginários" como as crianças tanto descrevem. Para você podem ser apenas assombrações... Ou sombras. Pois seu cérebro provavelmente irá negar algo ilógico, usando sua famosa habilidade de iludir.

    De qualquer modo, você pode acreditar nisso tudo que acabei de te falar...ou simplesmente negar tudo.

    Com carinho, seu amigo imaginário.
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  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 11.05.2015
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    Síndrome do Boneco Feliz (Happy Puppet Syndrome)

    "Era pra ser simples, nós achávamos. Pegue um pouco de cromossomos, os corte, os coloque lá, e uau, o ser humano perfeito. Eu ainda não tenho certeza do que deu errado. Talvez um erro de cálculo? Ou talvez algo além do nosso controle. Quem vai saber?

    Nós (alguns colegas meus que são psicólogos e eu) estávamos intrigados com as emoções humanas. Raiva, desespero, euforia. Seria possível bloquear a mente em apenas uma emoção? Bloquear a mente em um estado de completa euforia, de modo que nenhuma tristeza ou raiva ofusquem seu pensamento? Teoricamente, sim.

    Não vou descrever os procedimentos de nossas experiências com você. Tanto porque não quero que você os repita e também tenho medo que você enlouqueça se eu as contar. As coisas terríveis que fizemos. Nós eramos ambiciosos, jovens, nada poderia nos deter, e ninguém poderia nos dizer que estávamos errados. Tudo que vou dizer é que nós pegamos algumas células-tronco e alimentamos elas em fetos. O experimento foi chamado de "The Angel Man Project" e o objetivo era criar um ser que sentia apenas felicidade. Mas algo deu errado. Terrivelmente errado.

    Metade das cobaias morreram inesperadamente, sem aviso prévio ou sem uma causa justa. A metade restante em sua maioria nasceram horrivelmente distorcidas. Três nasceram bem. Perfeito, nós pensamos. Um ser humano com capacidade mental superior a qualquer outro, devido ao seu estado sempre eufórico.

    Eles eram perfeitamente normais até os dezoito meses de idade. Foi quando apareceram os primeiros sintomas. Falta de equilíbrio, dificuldade parar dormir e comer, baixa capacidade de resposta. Todos nós no fundo estávamos em pânico, é claro, mas por fora permanecemos calmos e continuamos com o projeto. Deveríamos ter parado ali. Devíamos ter pego as cobaias sacrificá-las e então as queimar e fechar o laboratório. Mas nós continuamos.

    As coisas só pioraram. Os movimentos deles se tornaram cada vez mais esporádicos e eles ainda não poderiam proferir palavras, embora pudessem rir e faziam isso muitas vezes. Muito frequentemente. Não um riso feliz, mas quieto, quase que um sorriso nervoso e constante. Não importava quanta dor era infligida sobre a cobaia, ela simplesmente te encarava e ria, como se estivesse zombando de você, chamando de fútil suas tentativas de a prejudicar.

    Esperávamos que as cobaias tivessem uma capacidade extra de aprendizagem. Mas o contrário ocorreu. O desenvolvimento mental delas era severamente atrasado. Elas não conseguiam prestar atenção em algo por mais de alguns minutos antes de cair em mais um ataque de riso. Mas nós continuamos, esperando que estes sintomas fossem sumir conforme as crianças ficassem mais velhas. Nós demos um nome para os sintomas. "Happy Puppet Syndrome" , porque os movimentos irracionais das crianças faziam parecer que elas eram fantoches em cordas.

    Cinco anos no projeto e percebemos que não havia esperança. Nós não aguentávamos mais o riso incessante dessas crianças, como se elas soubessem algo que nós não sabemos. Olhar para uma criança e vê-la se contorcer esporadicamente e rir demais é uma coisa assombrosa. Dois dos meus colegas já tinham saído, porque não aguentavam mais. Eu nunca mais ouvi falar deles depois disso. Eles provavelmente estão mortos.

    As crianças não tinham falado por cinco anos. Apenas riram sua risada condenada. Nós entramos para os dar o café da manhã e eles olharam para nós com seus olhos enormes, contraindo-se, rindo e sem dizer nada. Nós deixamos a refeição na frente deles e saímos. A comida está com toxinas que vão os matar em silêncio e sem sofrimento. Era uma coisa dolorosa a se fazer, mas tinha de ser feito. Contudo, não era tão fácil.

    Um dos meus colegas colocou uma bandeja de comida na frente de um dos garotos, o riso parou. O menino olhou para meu amigo, seus olhos de repente ficaram escuros e ele muito sério. A risada parou.

    Eles continuaram a olhar para ele e contorcer por um tempo. Meu amigo estava em choque e não se moveu. Meus colegas e eu estávamos com caneta e bloco de notas, pronto para escrever. De repente, meu amigo caiu de joelhos, segurando a cabeça e gritando furiosamente. Ele parecia estar sentindo muita dor. Meus colegas e eu estávamos tão surpresos com isso, não podíamos fazer nada, além de sentar e assistir. Meu amigo caiu no chão, gritando palavrões. Ele se bateu violentamente algumas vezes, e depois ficou quieto.

    Eu segurei o impulso de ficar doente, com mais sucesso do que alguns dos meus colegas. Alguma coisa sobre isso não era normal. Uma presença negra que parecia uma torre sobre nós. Nós imediatamente selamos a entrada. O menino parou, olhou para a porta, e riu. Ele caiu no chão, se contorcendo e rolando de rir loucamente. Os outros dois fizeram o mesmo. Depois de alguns minutos o ajuste parou e eles se levantaram ainda se debatendo, ainda rindo.

    As luzes se apagaram. Eu ouvi batidas, vidro quebrando, gritos. A coisa mais terrível de todas, foram os sussurros assombrosos, juntamente com o riso silencioso. Quando as luzes voltaram, as cobaias tinham desaparecido. Dois dos meus colegas estavam inconscientes ao meu lado, seus corpos estavam torcidos em ângulos estranhos e com sangue escorrendo de suas bocas. No início, eles pareciam estar mortos. Eles não mostravam sinais vitais. Mas eu me inclinei um pouco, e então podia os ouvir rindo, ainda que levemente. Fui examinar meu amigo. Sem pulso, sem respiração, mas ele continuou rindo baixo.

    Embora as cobaias tenham sumido, eu ainda sentia como se algo estivesse me observando, algo que estava apenas na borda da minha visão, mas que eu nunca seria capaz de ver.

    Eu e um colega restante fechamos tudo imediatamente. Antes de sair, destruímos nossa pesquisa e bloqueamos o laboratório. Eu perdi a comunicação com os meus colegas. Presumo que eles estão mortos.

    Eu ainda sinto que estou sendo vigiado. Ainda ouço o riso, o sussurro, nos meus sonhos e as vezes quando estou acordado. Quando isso acontece, eu corro. Eu me levanto e saio de qualquer lugar que eu esteja. Não sou capaz de ficar no mesmo lugar por mais de alguns dias por causa disso.

    Isso se espalhou. Outras crianças foram vistas com sintomas semelhantes. Eu não tenho nenhuma ideia de como isso se espalhou, e não era pra ser algo que se espalha. Alguém em algum lugar fez algo sobre a disjunção do cromossomo 15, e que manteve as pessoas felizes e no escuro, por agora. A doença foi chamada de "Angelman Syndrome" (Síndrome de Angelman). Até agora os surgimentos não foram perigosos. Mas sei que os originais ainda se escondem em algum lugar.

    Eu sei que eles estão vindo atrás de mim. Sei que eles vão me encontrar. Aceito isso. É o que recebo por tentar mexer com a natureza. Deixo aqui esta carta como um aviso. Eles estão indo atrás de você também. Eles estão indo atrás de todos nós. Se alguma vez você ouvir sussurros, risos à beira de seu ouvido, corra. Se alguma vez se sentir como se algo esta na borda de sua visão e você não o consegue enxergar, apenas corra.



    Além disso, vou lhes avisar isso:
    1) Não mexa com o que não é seu;
    2) Mesmo os anjos, podem ser demônios disfarçados;
    3) Não venha até a mim. Sou tão bom quanto morto."




    O manuscrito seguinte foi encontrado em um laboratório abandonado e escondido no fundo de uma floresta no Alasca. O laboratório consistia em uma sala de observação e uma sala de contenção. A sala de contenção foi bloqueada, e o laboratório inteiro parecia ter pegado fogo em um ponto. Vestígios de sangue foram encontrados após o quarto de contração ser violado, e uma janela foi quebrada. A natureza exata deste laboratório é ainda desconhecia.

    __________________________________
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    editado 11.05.2015
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    Os Sete pecados capitais no Bob Esponja

    Eu sou fã do Bob Esponja por anos e acho que a profundidade dos personagens é uma das coisas que realmente faz o desenho ser bom. Desde quando ouvi o Sr. Lawrence dizer (nos comentários dos DVDs da 1ª Temporada) que Stephen Hillenburg baseou os 7 personagens principais nos 7 Pecados Capitais, eu não conseguia deixar de estar tão fascinado com isso. Acho que descobri qual pecado corresponde a cada personagem.

    1. Preguiça [Patrick] - Preguiça é o pecado da preguiça, ou falta de vontade para agir. Obviamente este é o Patrick. Ele vive debaixo de uma pedra o tempo todo e realmente não faz nada. Na verdade, no episódio "O Grande Fracassado Cor de Rosa (2º Temporada)", ele ganhou um prêmio por não fazer absolutamente nada durante mais tempo.

    2. Ira [Lula Molusco] - A ira se envolve em sentimentos de ódio e raiva. Lula Molusco odeia a sua vida, odeia principalmente o Bob Esponja, e é basicamente zangado com tudo o tempo todo.

    3. Avareza [Sr. Siriguejo] - Obviamente, o Sr. Siriguejo é ganancioso e desejoso por dinheiro. Como o velho Siriguejo não poderia representar a Avareza? Ele até cantou sobre o poder da cobiça em "Á Venda (4º temporada)".

    4. Inveja [Plankton] - Plankton tem inveja do Sr. Siriguejo, porque o Siri Cascudo é um sucesso enquanto o Balde de Lixo é um fracasso. Sua inveja leva-o a tentar roubar a fórmula secreta do Siri Cascudo toda vez.

    5. Gula [Gary] - Eu acho este aqui realmente muito engraçado. Você já percebeu a piada recorrente no desenho, onde eles dizem "Não se esqueça de alimentar o Gary" ou que o Bob diz: "Eu tenho que ir dar comida pro Gary". Gary até mesmo fugiu de casa, naquele episódio em que o Bob Esponja se esqueceu de alimentá-lo. A gula normalmente se refere ao excesso de comida, então eu suponho que este se encaixe muito bem nele.

    6. Soberba [Sandy] - Sandy tem um excesso de orgulho em quem ela é e de onde ela vem. Ela se orgulha do fato de que veio do Texas, e gosta de ter certeza com que todo mundo saiba disso. Ela também se orgulha muito do fato de ser um mamífero e uma criatura da terra, como foi mostrado no episódio "Pressão (2º temporada)", onde ela tenta provar que criaturas terrestres são melhores do que as criaturas marinhas.

    7. Luxuria [Bob Esponja] - Ok, eu sei o que você está pensando. Parece um pouco estranho e curioso no começo, mas eu pensei muito para chegar a essa conclusão, e não foi a toa. Luxuria, em uma definição mais correta, significa "amor excessivo dos outros". Eu acho que isso se encaixa melhor no Bob Esponja. Ele mostra seu amor excessivo pelos outros com suas formas exageradas de fazer o bem e ajudar as pessoas. Se alguma coisa é realmente verdade sobre o Bob Esponja, é que ele ama todos ao seu redor, mesmo que eles não exatamente retornem todo o seu amor.

    Eu realmente acho que as pessoas do desenho tentam ser inconsistentes de propósito. Só para ser engraçado. Ou eles estão tentanto nos dizer algo que nós não deveríamos saber sobre o início do desenho, se é verdade, então o que vai acontecer a seguir...
    twonay001 @ es 1
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    editado 11.05.2015
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    Transformice

    Já ouvi falar desse jogo, e acredito que muita gente jogue por aqui...


    Antes de começar, quero dizer que já se passaram três meses desde o ocorrido. Só agora tive coragem de ligar novamente meu computador. Eu tenho que contar o que aconteceu comigo, para que não aconteça nada a mais ninguém.

    Transformice é um jogo online mega viciante criado em 2010. Você controla um rato, e seu objetivo é pegar o queijo e entrar na toca em primeiro lugar. Aparentemente é bem simples, mas a dificuldade devido ao nível de habilidade dos jogadores acaba deixando-o bem divertido.

    Eu costumava jogar esse jogo nas madrugadas de sábado para domingo, já que não iria trabalhar no outro dia, e como estava sem sono e não há absolutamente nada para fazer nessas horas, era um bom passatempo.

    Era por volta de 1:36 da manhã quando eu loguei na minha conta. Como grande parte dos jogadores são pré-adolescentes, não se espera ver muita gente online a essa hora. Então eu poderia jogar tranquilo na sala 1, que geralmente é bem cheia na parte da tarde. Tinha cerca de 22 ratos lá.

    Continuei jogando até mais ou menos 2:42 da manhã, e já estava pronto para parar por aqui. Só estava esperando ser Shaman pela última vez para desligar o computador e ir para a cama. Porém, do nada, apareceu a tela de "carregando" do jogo e meu rato foi direcionado a outra sala. No início não estranhei, já que isso já havia acontecido outras vezes. Na sala, só haviam dois jogadores: eu e outro, que usava o nickname de "Haunteduser". Já que todas as outras salas que eu costumava frequentar estavam vazias, resolvi ficar por lá mesmo e treinar um pouco. E foi aí que as coisas começaram a ficar estranhas.

    O Haunteduser, que permanecia calado durante a passagem de cinco mapas, me enviou uma frase por cochicho, a maldita frase que não sai dos meus pesadelos desde então.

    "E quando o relógio badalar o reverso da ressurreição, o prenúncio do sacrifício pela existência do maligno será anunciado."

    Obviamente não entendi nada, então respondi apenas com um ponto de interrogação. Então ele continuou, agora no chat da sala, enviando algumas frases que não faziam o menor sentido, seguido de vários floods do número "666". Por coincidência, notei que eu estava na sala 666, não havia notado antes. E depois de soltar algumas frases estranhas, como "There's no hope..." (Não há esperança..) e "Malicious boy..." (Garoto maldoso...) várias vezes, percebi que era apenas um idiota metido a satanista fazendo gozação comigo.

    Resolvi ignorá-lo e continuar jogando. De repente, ele soltou mais uma frase:

    "O que acontece quando uma alma inocente é lançada ao inferno?"

    Ignorei novamente, até que ele disse o nome da minha namorada: "Melissa...", o que me fez dar um pulo da cadeira. Meio assustado, perguntei: "Quem é você?". Nenhuma resposta. "Responda, desgraçado! Qual é o problema?". Novamente nenhuma resposta. "Diga logo quem diabos é você!". Foi então que ele finalmente me respondeu: "Está com medo, Tom?" Como ele sabia o meu nome? Fiquei completamente aterrorizado, e perdi a cabeça "Você acha isso engraçado? Huh? Responda maldito! Eu vou acabar com a sua raça, seu filho de uma ****!" Não obtive nenhuma resposta aos insultos. E não obtive respostas por mais ou menos dois minutos.

    Achando que ele não responderia, resolvi desistir e apenas fechar o jogo e acabar com a brincadeira de mal gosto. Mas, para a minha surpresa, quando tentei fechar a página do meu navegador, eu não conseguia. Tentei atualizar a página, porém o jogo permanecia alí. Tentei até desligar o computador, porém um som de "tum" agudo indicava que isso não era possível. Já estava pronto para desligar o computador pelo estabilizador, quando Haunteduser soltou mais uma sequência de palavras sem sentido.

    "There's no hope..."
    "Malicious..."
    "Malicious boy..."

    E disse uma última coisa antes de sair: "É melhor preparar-se, Tom. A alma dela agora é minha."
    Antes de que eu pudesse perguntar sobre o que ele estava falando, ele saiu da sala. Fiquei sozinho. Quando olho no relógio, ele marca exatamente 3 da manhã. De repente, o telefone toca, e é o irmão da minha namorada, dizendo que ela passou mal no meio da noite e foi levada para o hospital.

    Me troquei o mais rápido possível e fui até o hospital em que ela estava internada. Assim que acabara de chegar, sua mãe estava se desmanchando em lágrimas. Seu pai estava sentado no sofá da sala de espera, com as mãos juntas perto da boca, e os olhos vermelhos e cheios de lágrimas. Seu irmão esmurrava as paredes enquanto chorava desesperadamente, e os enfermeiros tentavam segurá-lo. Foi então que o médico chegou perto de mim, e disse que Melissa teve uma parada cardíaca e não resistiu. Ela estava morta.

    Naquela noite eu não consegui dormir. Nem nas noites seguintes. Aquela maldita profecia feita por aquele maldito sádico assombrou os meus pesadelos por várias e longas noites.
    O corpo de Melissa foi levado para o IML para saber a causa da morte, que até então era desconhecida. Ela não tinha nenhuma doença cardíaca, nem fumava ou bebia, o que deixou os médicos extremamente intrigados.

    Ainda hoje me pergunto quem era aquele cara. Seria algum demônio que me amaldiçoou com uma profecia terrível, ou algum conhecido que só estava realmente gozando da minha cara e tudo aquilo não passava de uma coincidência macabra?

    Passou-se uma semana após a morte de Melissa. Sua mãe me telefonou, avisando sobre a data do vélorio. Lá estavam todos os nossos amigos, cabisbaixos, vestidos a caráter luto. Então sua mãe chegou perto de mim, com um envelope em suas mãos, que logo me entregou, com uma expressão séria. Meio sem entender, abri o envelope. Era o resultado dos exames de Melissa do IML. Comecei a ler, e não pude acreditar no que meus olhos estavam vendo. Na segunda linha, do segundo parágrafo do exame, dizia: "Causa da morte: Infecção por mordidas de rato."
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    editado 11.05.2015
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    Paralisia do Sono - O horror de se viver um pesadelo acordado

    Paralisia do sono é uma condição quando o indivíduo sente que está acordado, mas é incapaz de se mover, falar ou agir. Ela se manifesta quando a pessoa está na fronteira entre os primeiros estágios de despertar e o derradeiro de sono. É um distúrbio similar ao sonambulismo, mas que se difere no sentido da imobilidade involuntária. A condição pode durar alguns poucos segundos ou até alguns minutos antes de se conseguir despertar por inteiro e adquirir o controle novamente.

    Para alguns, é como estar acordado durante um pesadelo. Se você um dia experimentou a Paralisia do Sono, poderá compreender o quão estranha é essa situação.

    Mitos e lendas a respeito da paralisia do sono aparecem em todo o mundo. Ao longo de séculos, os sintomas tem sido descritos de muitas maneiras e muitas vezes atribuídos a ação de seres malignos: entidades misteriosas e diabólicas nos tempos antigos, velhas bruxas capazes de realizar feitiços e malefícios na Idade Média e mais recentemente abduções alienígenas.

    Praticamente todas as culturas ao longo da história possuem lendas a respeito de criaturas sombrias e malignas que aterrorizam os humanos quando eles estão dormindo. As pessoas sempre buscaram explicações para misteriosas paralisias e a recorrente sensação de terror que a acompanha.

    De acordo com pesquisas, este estranho fenômeno tende a ocorrer mais frequentemente do que se pode imaginar, atingindo um grande número de pessoas. A grande maioria, no entanto, não se recorda da experiência... Cientistas sugerem que é essencial examinar as causas e raízes da paralisia do sono de um ponto de vista científico e de uma perspectiva socio-cultural a fim de compreender os fatores que levam a condição.

    Durante um encontro realizado em 2012 pelo Centro de Pesquisas do Sono, organizado pelo Professor Christopher French (uma das maiores autoridades em Paralisia do Sono no mundo) diretor do Departamento de Psicologia da Universidade de Londres, foram discutidos os sintomas do distúrbio.

    "A pessoa que sofre de Paralisia do Sono apresenta um estado de semi-consciência no qual não é capaz de assumir se está acordada ou dormindo. É justo afirmar que ela se encontra num ínterim entre as duas condições. Imediatamente, ele descobre que não tem domínio sobre o seu sistema motor ou coordenação, e se vê totalmente incapaz de se mover. Nesse estado de impotência e fragilidade, muitos mencionam o que é descrito como a sensação de se estar diante de uma presença desconhecida. É como se a pessoa fosse capaz de sentir que alguém está fisicamente muito próximo, mas não é capaz de ver ou tocar essa forma, para todos os efeitos ela é incorpórea e invisível. O indivíduo tem certeza que existe algo ou alguém com ele no aposento e que essa presença é de alguma forma hostil. Alguns se referem a essa presença como algo maligno, simplesmente uma força perversa que existe apenas para propagar o mal" relata o Professor French.

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    É muito comum que nesse estágio da Paralisia do Sono ocorram alucinações. Essas podem ser visuais (a pessoa vê luzes se movendo no quarto, sombras escuras, formas grotescas e monstruosas se formando no ar), auditivas (ouve vozes, passos e ruídos incomuns), olfativas (sente cheiros estranhos, odores fortes e desagradáveis) e tácteis (a pessoa sente que está sendo tocada), como se existisse alguém muito perto, a ponto de senti-la encostando ou pressionando seu corpo. Algumas vezes existe uma combinação de vários desses elementos se manifestando simultaneamente em uma grande alucinação.

    A cineasta britânica Carla MacKinnon ficou interessada no tema quando ela mesma começou a despertar várias vezes por semana incapaz de se mover, sempre com a mesma sensação de pavor causada por uma presença se manifestando em seu quarto. "Eu sofri sucessivos episódios de Paralisia do Sono, e fiquei muito interessada no que vinha acontecendo, tentei coletar informações e testemunhos para chegar a um significado médico disso".

    A pesquisa de MacKinnon se transformou em um documentário, patrocinado pelo Royal College of Arts de Londres, que chama a atenção do público para esse estranho fenômeno.

    No documentário, McKinnon entrevistou vários psicólogos e experts que ofereceram suas opiniões sobre o tema e pode compartilhar suas próprias experiências:

    "Eu olhava para o meu braço e tentava movê-lo. Eu o comandava, mas ele continuava estático. Quando eu tentava rolar para o lado, ou sentar, meu corpo se mostrava entorpecido. Eu não sentia nada, mas estava ciente do que estava acontecendo à minha volta. Podia ver meu marido dormindo tranquilamente, mas não tinha como pedir ajuda a ele. Eu entrei em pânico, achando que estava sofrendo um acidente vascular. Meu corpo era uma casca e eu não tinha o menor controle sobre ele. Eu então desisti de lutar, queria pedir ajuda, mas a voz não saia. Veio então aquela esmagadora intuição, como se algo estivesse pressionando o meu peito, uma presença física e onipresente", conta Carla no documentário.

    "Era como se houvesse alguém ali comigo. Uma forma escura, sinistra, simplesmente aterrorizante. Eu não via detalhes da sua aparência, pois o quarto estava muito escuro, mas era capaz de sentir seu peso em cima de mim, as suas mãos frias no meu pescoço e um cheiro desagradável de frutas podres. Era um pesadelo terrível e consciente que durava apenas alguns minutos, mas parecia levar horas para terminar".

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    Outra testemunha que aceitou falar a respeito de sua Paralisia de Sono no documentário foi o estudante universitário Peter Moore que sofre dessa condição desde os treze anos de idade. Ele já despertou várias vezes incapaz de se mover e com uma forte sensação de estar sendo pressionado por alguma coisa pesada em seu peito, tornando quase impossível respirar. Peter aceitou ser hipnotizado a fim de descrever o que o afligia. Ele relatou então um episódio especialmente aterrorizante em que um enorme gato preto sentava sobre o seu peito para morder seu rosto.

    Peter foi capaz de descrever em detalhes o quarto que ocupava quando morava com os pais e explicou que seu corpo estava totalmente imobilizado, sendo capaz de mover apenas os olhos de um lado para o outro. O mais terrível em sua visão era a descrição do felino, um gato cuja cabeça não passava de um crânio branco, devorado por vermes e que rosnava sibilando ameaçadoramente. Durante a sessão de hipnose a agonia de Peter era tamanha que quando a hipnose foi quebrada e ele despertou, a primeira coisa que fez, foi socar o ar e se levantar. O pesadelo de Peter encontrava eco uma fobia crônica de felinos.

    Outra vítima de Paralisia do Sono, o neuropsicanalista e autor Paul Brooks passou a se dedicar ao estudo do distúrbio como maneira de aplacar seus pesadelos recorrentes:

    "Hoje eu reconheço que sofria de sonhos lúcidos, um estado alucinatório margenado as terras profundas do mundo onírico. Quando a mente está em um estado de alerta, mas o corpo permanece aprisionado pela paralisia do sono, uma interseção entre a realidade e o sonho. É algo aterrorizante, inexplicável. Você não consegue respirar, não consegue se mover, falar ou gritar por socorro. É como estar aprisionado diante de um animal selvagem que vai se aproximando lentamente para atacar. Eu acordei várias vezes coberto de suor e com lágrimas no rosto. Em uma ocasião, minha esposa teve que jogar água em meu rosto para que eu me acalmasse. É algo absolutamente perturbador", contou o Dr. Brooks a respeito de suas experiências.

    Como mencionado previamente, é muito comum às pessoas sofrendo de Paralisia do Sono travar encontros inexplicáveis com criaturas sobrenaturais, sejam estas demônios, seres monstruosos, bruxas e até extraterrestres realizando cirurgias experimentais.

    "Imagens comuns de pessoas barbadas, duendes, demônios gargalhando e de monstros sussurrando em línguas desconhecidas, de figuras sem rosto, animais medonhos, insetos repugnantes e outras coisas são manifestações comuns. As alucinações criadas pela própria mente são incrivelmente reais. Há muitas descrições de vítimas de paralisia do sono se referindo a criaturas da ficção e personagens de filmes".

    O Dr. Brooks contou que seus episódios de Paralisia do Sono envolviam uma figura totalmente escura. "Parecia um tipo de demônio medieval ou gárgula gótico, atarracado e corcunda que ficava de pé na guarda da minha cama, balançando para frente e para trás. Por vezes ele abria a boca e uma fumaça cinzenta surgia de dentro dela. Eu conseguia sentir o movimento da cama, ouvia claramente o ruído dela rangendo e até o cheiro ocre do seu hálito. A experiência durava alguns minutos e depois se encerrava subitamente".

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    Com descrições como essa, não é de se surpreender que muitas vezes esses episódios acabem sendo interpretados como o assalto de uma entidade diabólica. Contudo especialistas tem uma explicação científica de como ocorre o distúrbio:

    Durante o sono normal, o cérebro e o corpo passam por quatro estágios de relaxamento durante o qual os índices fisiológicos como atividade cerebral, pulsação cardíaca e respiração diminuem significativamente. O indivíduo entra então em um estágio de sono profundo chamado Sono-REM (quando as pálpebras se movem de um ladopara o outro durante o sono).

    O ciclo inteiro, leva entre 90-100 minutos e se repete ao longo de todo o repouso. Os sonhos podem ocorrer durante todos os estágios, mas os sonhos mais vívidos, que parecem verdadeiros, tendem a ocorrer quando o indivíduo se encontra no estágio REM.

    Durante esse período, os músculos do corpo são paralisados, presumivelmente para impedir a ação do sonhador de andar, falar e se movimentar. É um tipo de defesa do corpo, que nos sonâmbulos pode falhar. Durante episódios de paralisia do sono, alguma coisa sai do controle, e o estado de imobilidade permanece mesmo após o indivíduo estar desperto, geralmente por alguns segundos e no máximo por alguns minutos. Se isso não fosse assustador o bastante, em alguns casos (não em todos, é importante salientar), a mistura do estado de consciência e sonho pode resultar em alucinações bizarras.

    Uma em vinte pessoas que sofrem de paralisia do sono descrevem como sintomas associados a ela, a forte sensação de haver uma presença física próxima, a dificuldade de respirar, um medo intenso e vários tipos de alucinações. Embora os especialistas não saibam ainda definir qual o fator que torna uma pessoa mais propensa a sofrer desses pesadelos, sabe-se que alguns indivíduos tem propensão a esse tipo de distúrbio que os acompanha ao longo de toda vida.

    As pessoas que sofrem do mal podem ser aterrorizadas por manifestações ilusórias que não envolvem necessariamente algo paranormal, algumas vezes é possível imagionar a presença de um ladrão, de um assassino ou de um estuprador. De qualquer maneira a experiência pode ser extremamente traumática.

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    É possível que a sensação de terror seja consequência de uma ativação da amídala, a glândula do cérebro responsável pelos estímulos de percepção que identificamos como ameaças e terrores cotidianos.

    Um dos aspectos mais fascinantes a respeito da Paralisia do Sono diz respeito às várias modalidades de experiências descritas em diferentes culturas. Durante a Idade Média, episódios condizentes com paralisia do sono, eram tratados como visitas noturnas de bruxas, seus animais familiares (induzidos a atormentar a pessoa) e entidades demoníacas movidas por desejos sexuais.
    Mesmo nos dias atuais, muitas sociedades interpretam essas experiências em termos sobrenaturais baseando-se em folclore e crenças enraizadas na sociedade em que vivem. No Canadá, a crença na "Velha Bruxa" que senta no peito da pessoa que dorme tranquilamente para sufocá-la é bastante conhecida. No folclore do Japão existe o kanashibari, um tipo de demônio noturno que esgana as suas vítimas e rouba a sua respiração. No Brasil existe a "pisadeira", uma bruxa cadavérica que tende a pisar no estômago e no peito de suas vítimas até esmagá-los.

    Os estudiosos desse distúrbio tem interesse em definir como as crenças tendem a afetar a interpretação em termos sobrenaturais dos indivíduos que sofrem da paralisia do sono. Como a mente de cada indivíduo dá forma a uma alucinação específica. Nesse conceito, a paralisia do sono, oferece uma oportunidade quase única de estudar a reciprocidade entre biologia e cultura.

    Estima-se que milhões de pessoas no mundo sofram da paralisia, um mal considerado um distúrbio moderadamente grave do sono. Muitas pessoas não se recordam desses pesadelos despertos, afortunadamente esquecem deles no momento que despertam por inteiro, mas continuam tendo a sensação incômoda de falta de ar e pavor. Outros se recusam a falar sobre o assunto ou tentam contornar o mal com tranquilizantes, drogas entorpecentes ou álcool.
    Pessoas que sofrem episódios recorrentes de Paralisia do Sono, evitam relatar suas experiências por temer serem ridicularizadas ou taxadas como "loucas". Isso pode levar a isolamento social, paranóia, insônia e vários outros males relacionados a esgotamento físico e nervoso.
    twonay001 @ es 1
  • Vendetta (BR1)Vendetta (BR1) Postagens: 15,440
    editado 11.05.2015
    hoje vai ser um top 5
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    5. O relatório dos mortos

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    O sinistro caso de três pilotos dos aviões bombardeiros Douglas DB-7 Boston, que após uma missão de bombardeiro as defesas alemãs durante a segunda guerra, voltaram para a base com terror impresso em suas faces. O marechal que os recebeu, mandou que eles fizessem logo seu relatório e depois os dispensou para irem descansar e tomar uma cerveja.
    Minutos depois o Marechal recebeu a noticia que esses pilotos haviam morrido na tal missão. Esse caso é muito interessante, pois ele deixou provas físicas da manifestação dessas três almas atormentadas, que mesmo depois de mortos redigiram o relatório que continha a forma como morreram na missão.
    O caso ainda é um mistério até hoje, pois de forma alguma eles poderiam estar ali, sendo que já haviam morrido horas antes, durante a batalha, muito menos, redigir exatamente o que ocorreu na batalha. A única explicação cabível é que três sósias tomaram o lugar dos pilotos…. porém, em matéria de “hipóteses” essa é ainda mais absurda que a primeira e não leva em consideração de que os sósias teriam que estar presenciando a batalha para saber o que havia ocorrido lá.

    4. As almas do Pacifico Sul

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    Todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial travadas no Pacífico Sul foram sangrentas, sombrias e impiedosas. E talvez para alguns o pesadelo ainda não tenha terminado. No final da década de 50, um repórter da BBC de Londres noticiou que havia uma casa de Kuala Sengalor, na Malásia, ocupada outrora por oficiais Japoneses, onde ainda se ouviam ecoar os passos de botas militares pesadas. Outras fontes informaram que pescadores da Ilha Filipina de Corregidor, ferozmente disputada, continuavam vendo patrulhas espectrais durante anos, após a Guerra. Até a Reuters, a respeitada agência de notícias britânica, deu ouvidos a uma história vinda da costa norte da Nova Guiné.
    É como se esses soldados espectrais estivessem perdido em um lapso temporal, repetindo eternamente o mesmo ato que ocorreu antes de suas mortes.

    3. Os eternos soldados do canhão anti-aéreo

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    Na primavera de 1944, o Porto de Hollandía foi palco de uma grande invasão aliada. A ilha, ocupada pelos japoneses, era um trampolim para as Filipinas e foi atacada pelas forças do General Douglas MacArthur. Pegos de surpresa e vencidos, os soldados japoneses fugiram para o leste e os aliados entraram na ilha. Os moradores locais disseram que alguns dos japoneses ficaram… pelo menos em espírito.
    Em 1956, a Reuters noticiou que os moradores de Hollandía tinham pedido a membros de uma comissão japonesa para exorcizarem um canhão anti-aéreo abandonado da praia. Diariamente, à meia-noite, diziam eles, alguns fantasmas de soldados japoneses esqueléticos com capacetes enferrujados apareciam para manejar o velho canhão e ficavam de vigília esperando por um possível ataque aliado. E isso se repetia…. toda noite!
    Algumas doutrinas que estudam esse tema, os espíritos, dizem que uma pessoa que morre de forma muito abrupta ou repentina, pode ficar presa nesse plano pois não sabem que morreram. Assim como na lenda anterior, aparentemente, tendem a repetir os atos que ocorreram momentos antes das suas mortes. Geralmente são vítimas de assassinatos ou acidentes e, segundo o que fala algumas religiões, necessitam de orientação para tomarem consciência das suas condições. Por isso, em alguns casos, tornassem agressivos, pois desconhecem a realidade ao qual estão confinados naquele momento.

    2. Normandia Negra

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    Segundo conta, um oficial da marinha americana que não se identifica, no ano de 2000 relatou em documentos oficiais, que no navio em que trabalhava como marinheiro estava em Le Havre, França, quando, então, por volta das 23:45 da noite, ele foi até a ponte para trocar o turno com o companheiro. Essa troca de turno é conhecida como troca do túmulo (graveyard shift) na marinha.
    Chegando a ponte, viu o companheiro e o mestre analisando informes metereológicos, o mestre lembrou que não tinha lançado âncora e esperava-se ventos fortes durante a madrugada. Devia-se evitar que o navio batesse em algum resto de navio da segunda guerra mundial, ou outra relíquia qualquer da guerra, já que haviam muitas espalhadas naquele ponto.
    O mestre disse a ele que ele ficaria de vigia, já que falava um inglês fluente e seria a melhor pessoa para se comunicar com o porto e ouvir informes e instruções deles, se fosse o caso.
    Então começou o turno dele e o tempo passou. Passada algumas horas, ele recebeu uma chamado do controle portuário. Curioso é que o operador do porto falou com ele em inglês, e ele não esperava por isso. Talvez ele (o operador) pensasse que ele fosse americano…. Depois da comunicação pelo rádio, e recebido os informes, ele decidiu descansar.
    Em seu sono ele teve um sonho vívido, que segundo ele, incomum, tanto quanto incomum foi sua lembrança nítida após acordar. Em seu sonho ele viu um pelotão de cinco ou seis homens vestidos em uniformes americanos da segunda guerra, e jaquetas padrão de inverno. Era uma tarde um pouco nebulosa, e muito tranquila. Não havia sinais de conflito armado em qualquer lugar, corpos, casas queimadas, tanques destruídos, nada. Era apenas uma estrada enlameada com as árvores altas, em uma pacífica zona rural e este pequeno grupo de soldados marchando.
    Eles estavam marchavam de forma relaxada, tranquila. Um deles, era um oficial, este detalhe ficou claro por causa da faixa branca na parte frontal do capacete . Eram todos jovens, ninguém acima dos 25. Todos estavam armados, com exceção do oficial.
    Os soldados tinham expressões graves e sombrias. Parecia que eles tinham os olhos fixos em algo à frente, além da estrada. Eles não parecia percebê-lo e eles estavam marchando lentamente para ele. O pelotão chegou cada vez mais perto, e então parou. O oficial olhou cada um e disse de forma clara, calma e baixa: ” Normandia Negra”.
    Segundo ele, ele nunca esteve na França antes, mas podia jurar que pelo local, vegetação que era a França e que os soldados eram marines. Então, o cenário mudou, ele viu algo que parecia base americana, e ele sabia que estava em algum lugar da França. Ele viu cerca de 150 soldados, divididos em três colunas, totalmente alertas. No sonho, eles estava a uns 50 metros de distância, à esquerda. Enquanto olhava, eles gritaram alto: “Glória! Glória! Glória.”
    Após esse estranho sonho, ele pensou que nada se encaixava. Primeiro, ele não era um nativo da língua inglesa, ele não era americano, britânico, ou o que valha. Mas o sonho foi em inglês! E ele não sonhava em inglês, que lembrasse. Segundo ele, nem mesmo se lembrava de sonhos.
    A teoria é que os fantasmas dos soldados americanos de alguma forma o ouviram falar em inglês para o operador de rádio do porto e eles decidiram aparecer e dizer “Olá”. Talvez eles estivessem com saudades de casa, ou ansiosos para enviar um recado de que “ainda estamos aqui”?
    Talvez eles ainda não saibam que a guerra acabou. Uma coisa é certa embora: alguns deles, pelo menos, ainda estão lá. De qualquer forma, ao contar essa experiência, ele se sente melhor, porque para ele, é incompreensível porque soldados mortos há mais de 60 anos iam gritar “glória, glória, glória” ou dizer “Normandia Negra”.
    Diz ele que nunca mais sonhou em inglês. Ou com a França e Le Havre, ou com soldados da segunda guerra.

    1. O Holandês Voador

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    Quem assistiu “Piratas dos Caribe” sabe de quem estamos falando: o lendário Galeão, o navio-fantasma que mais causava terror nos mares, o temível Holandês Voador.
    Existem cinco principais lendas sobre o Holandês Voador:
    A primeira e a unica que tem provas da existência do tal navio diz que em antigos documentos pode-se encontrar registro de um navio real que zarpou de Amsterdã, em 1680, e foi alcançado por uma tormenta no Cabo da Boa Esperança. Como o capitão insistiu em dobrar o cabo, foi condenado a vagar para sempre pelos mares, atraindo outros navios e, por fim, causando sua destruição.
    A segunda é uma corrente do século XVII e narra que o capitão do navio se chamava Bernard Fokke, o qual, em certa ocasião, teria insistido, a despeito dos protestos de sua tripulação, em atravessar o conhecido Estreito de Magalhães, na região do Cabo Horn, que vem a ser o ponto extremo sul do continente americano. Ora, a região, desde sua primeira travessia, realizada pela navegador português Fernão de Magalhães, é famosa por seu clima instável e sua geleiras, os quais tornam a navegação no local extremamente perigosa. Ainda assim, Fokke conduziu seu navio pelo estreito, com suas funestas consequências, das quais ele teria escapado, ao que parece, fazendo um pacto com o Diabo, em uma aposta em um jogo de dados que o capitão venceu, utilizando dados viciados. Desde então, o navio e seu capitão teriam sido amaldiçoados, condenados a navegar perpetuamente e causando o naufrágio de outras embarcações que porventura o avistassem, colocando-as dentro de garrafas, segundo a lenda.
    A terceira diz que o capitão Cornelius Vanderdecken foi amaldiçoado e condenado a vagar pelos mares para sempre, perdeu a noção de rota, a bússola rodopiou, e não aponta para lado nenhum desde aquela data.
    A Quarta fala que Amos Dutchman é o capitão do Holandês e que ele virou um navio fantasma depois que Dutchman insistiu em atravessar o Triangulo das Bermudas durante uma tormenta fortíssima e que lá encontrou com certas “entidades” que ofendidas com a ousadia do capitão, condenaram ele e sua tripulação à navegar pelos mares destruindo tudo que cruze o seu caminho.
    A quinta, a mais conhecida graças ao filme do Piratas do Caribe, é originária dos trópicos equatoriais do século XVIII, conta sobre Davy Jones ser o capitão do Holândes voador, nessa lenda Davy Jones seria o capitão amaldiçoado do navio e estaria condenada a vagar para sempre no mar pela ninfa (rainha das sereias) do Mar Calypso, podendo desembarcar por 1 dia a cada 10 anos.
    Independente de qual lenda esteja certa (ou se nenhuma esteja), alguns fatos coincidem: segundo as testemunhas que avistaram o Holandês, dizem que os marujos e o capitão tem corpo de homem e rosto de peixe, o navio veleja contra o vento e possui uma velocidade fora do comum, não permitindo que qualquer um dos seus alvos escape do seu impiedoso ataque.
    Como um fato real, durante a segunda guerra mundial, o contra-almirante nazista Karl Donitz, oficial de alto escalão da marinha alemã, comandante – general da Alcateia de Submarinos, reportou a seu chefe Hitler, que uma das suas tripulações mais “rebeldes” e atuantes de submarinistas, tinha comunicado e confirmado em Diário de Bordo de seu “Lobo do Mar”, que não iriam participar de uma batalha de corso em Suez, local alvo nazista, pois havia visto o tal Galeão, o Holandês Voador, e isso era um sinal – um mal sinal, pois em mar em que o Holandês Voador navega, nenhuma outra embarcação atravessa. O que foi acatado com muita naturalidade, tanto por Adolf Hitler como pelo Grande Almirante Donitz. Hitler era um ocultista e dizem que depois disso mandou uma equipe para caçar o Holandês.

    Bônus: Aeródromo de Boreham

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    Conta a história que no local onde foi construído esse aeródromo, em tempos passados uma bruxa havia sido enterrada embaixo de uma pedra que se localizava bosque de Dukes, sendo que a mesma tinha que ser removida para a construção da pista.
    Alguns moradores locais alertaram os engenheiros para que não removessem a tal pedra, mas em vão, os engenheiros a fizeram.Depois disso, foi um tormento para quem participou da operação. Todos começaram a relatar que estavam sendo perseguidos e acidente aonde eles eram sempre as vítimas, mesmo com diversas pessoas por perto, aconteciam o tempo todo. Atormentados, tanto pela perseguição quanto pelos acidentes, o grupo enlouqueceu. Ninguém ficou sabendo o que perseguia as pessoas envolvidas na operação mas todos presenciaram os constantes acidentes que ocorriam com eles, quase todos os dias. A história terminou por virar uma das lendas sombrias da Segunda Guerra Mundial.
    twonay001 @ es 1

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