Início Portuguese Entretenimento e divertimento

Precisamos de novos moderadores!


ModeradorEstamos sempre procurando por pessoas talentosas para entrar para a equipe. Ou seja, você! Se você acha que pode nos ajudar a organizar e informar a comunidade ao mesmo tempo em que entretém os jogadores, candidate-se. Precisamos de pessoas que nos ajudem com o fórum, nos bastidores, em anúncios, no Discord e em outros canais de rede social.


Se isto lhe parece interessante, clique AQUI


Historia de terror

1911»

Comentários

  • twonay (PT1)twonay (PT1) Postagens: 173

    essa creepy foi eu que fiz, deve ser um pouco confusa, mas o título já ta dizendo tudo

    essa é tipo uma parte da creepy Pesadelo, aproveitem


    Pesadelo: A loucura da mente


    Lembro de quando eu não era assim... Era tudo tão perfeito, tão bom, mas agora estou aqui, presa à uma camisa de força, frequentando a psiquiatria uma vez por semana e sendo estuprada pelos guardas do local... Hoje é dia de ir na psiquiatra.


    Fiz o mesmo procedimento, o mesmo pesadelo, a mesma mulher que me persegue... Já fiz isso tantas vezes que parece ser normal, não tenho tanto medo como antes, parece que caiu na rotina como um café da manhã ou ir à escola... Estou voltando à meu quarto, estou olhando as paredes cinzas do corredor, em todo lugar que eu olho é cinza, até minha camisa de força é cinza, mas com alguns desenhos que eu fiz a canetinha, ela está tão fofa... Cheguei ao meu quarto, está do mesmo jeito que deixei, menos a minha cama, alguém vem sempre pra arruma-la, mas logo logo algum guarda vem pra bagunça-la.


    O guarda veio, eu falei que ele viria, eu falei... Foi tão rápido dessa vez, acho que ele estava sem tempo e queria terminar logo... Estou desenhando, mas ainda não percebi que a porta está aberta, o guarda estava apressado demais e deve ter esquecido de trancar, mas eu ainda não percebi a porta aberta... Terminei de desenhar, desenhei a mulher de meu pesadelo, eu sempre exagero nas suas garras pra parecer mais assustadora, mais do que já é... A porta está aberta e eu não tinha visto, vamos explorar.
    Vi os corredores cinzas, olhei pra eles e eles olharam pra mim, ficamos nos encarando por um tempo... Ele desviou o olhar, eu ganhei haha... Andando mais um pouco eu vi algo, é a mulher de meus pesadelos, ela está vindo em minha direção vagarosamente... Estou correndo, mas parece que quanto mais eu corro, mais ela chega perto, estou ouvindo sua respiração em minha nuca, uma respiração muito forte, ela ecoa na minha cabeça sem fim... Estou sentindo muita dor e algo molhado e vermelho está caindo no chão... Estou gritando o mais forte que posso, mas não sai nada de minha boca, além do líquido vermelho... Olhei pra minha barriga, as garras delas estão atravessadas em mim... Ela falou algo em meu ouvido, ela disse: ''Eu disse que te esperaria, Rose.''... Minha visão está ficando escura e perdendo o tom cinza, será que é sono?


    Acordei na cama de um hospital, mas eu não sei o que está acontecendo, eu não vejo o tom cinza da minha visão mais e a minha volta está cheio de flores, está tudo tão colorido... Alguém entrou no quarto que estou, é a minha mãe... Estou tão feliz, meus pais me disseram que eu estava em coma, estamos no carro agora e minha mãe está do meu lado me abraçando e me dando todo carinho possível... Chegamos em casa e já estou no meu quarto com meus pais do meu lado, é tanto carinho que estou envergonhada... Já é de dia e eu dormi tão bem, minha mãe já veio toda alegre me chamando para o café da manhã, eu falei pra ela esperar um pouco até eu me arrumar e então ela disse num tom sombrio:


    Rose, estou te esperando.

  • rosiane2 (BR1)rosiane2 (BR1) Postagens: 108
    nao deo medo
    rosiane2 @ br 1
  • twonay (PT1)twonay (PT1) Postagens: 173
    eu sei, ficou superficial demais ;-;
  • eu sei, ficou superficial demais ;-;
    verdade
    Lukas B. Loskar

    ''O bom ferro não é transformado em pregos, e bons homens não deveriam ser transformados em soldados.'' Provérbio chinês
    ''Os homens sofrem não pelos gritos das pessoas más, mas sim pelo silêncio das pessoas boas.'' Napoleão Bonaparte

    Aliança: Aeternus I 
    Aeternus na vitória e na derrota!

    Nos unimos com a Família Águia Negra, atual ACD Aeternus, e estamos ainda mais poderosos!!
    É com muito prazer que nós informamos que estamos entre as 150 melhores alianças do Empire. E a cada dia que se passa, estamos mais perto da vitória!


  • twonay (PT1)twonay (PT1) Postagens: 173

    Amigos para sempre


    Tudo começou numa briga, fui encurralado por vários caras e então ele apareceu. Eu me lembro até hoje, parecia que ele havia botado medo naqueles quatro caras, eu não sabia muito bem de onde aquele cara era mas ele me salvou de levar uma bela surra, então pra mim aquilo já bastava pra virarmos amigos. E quem diria que a partir daquele dia iriamos ser amigos durante mais de 3 anos? Só depois que fui descobrir que ele estudava na mesma escola que eu, o que era estranho porque eu nunca havia visto ele por lá. Seu nome era Andrew, porém eu sempre o chamava de Aj, que era só uma abreviatura para Andrew Johnson.
    Anos foram se passando e nossa amizade só aumentava, desde o dia em que ele me salvou em uma briga já se passaram 15 anos, mas naquele dia ia completar 3 anos de amizade. Apenas eu tinha me lembrado então resolvi ligar pra ele naquela noite para irmos em algum lugar encher a cara e, quem sabe, arranjarmos algumas garotas. Aquela noite tinha sido incrível, deixei ele na frente da casa dele com meu carro e então voltei pra minha. No dia seguinte eu nem acordei para ir a escola, estava mal pela noite passada. Como eu estava morando sozinho não iria acontecer nada mesmo, porque eu não teria minha mãe enchendo o meu saco para eu ir para a escola, por mais que ela morasse na mesma rua que eu junto com meu pai e minha tia. 
    Andrew morava com seu pai, e como aquele cara amava seu pai! Não sei se era pelo fato dele nunca ter conhecido a mãe dele que morreu em seu parto, porém aquilo nunca o abalou, claro que deve ter machucado ele muito, mas eu tinha certeza que ele havia superado a perda. Seu pai havia contado para ele quando viu que não tinha mais como esconder. Ele adorava contar histórias de sua vida pra mim, por isso eu o admirava muito, ele era aquele típico cara pacato porém se alguém pisasse no calo dele, ele iria revidar. Eu tinha certeza que a gente seria amigos para sempre, porém no dia da nossa formatura escolar, um cara o ameaçou e então ele quebrou o seu braço, eu não fiquei muito surpreso, ele sabia várias lutas marciais, e quando Andrew mandou ele ir embora, ele saiu com um olhar de raiva. Nem demos muita atenção para isso, porém no dia seguinte recebi uma ligação. 
    "Venha aqui ver seu amiguinho implorar pela vida". Eu sabia que tinha a ver com aquele cara, então sem pensar duas vezes, com medo que fizessem algo com o meu amigo, peguei um taco de beisebol que eu tinha e segui em direção a casa dele. Chegando lá, vejo a porta arrombada, porém com uma cadeira fechando-a, talvez para as pessoas não pudessem ver o que estava acontecendo lá dentro. Entrei na casa e vi algo que mudaria minha vida para sempre. Andrew estava no meio de sua sala, morto, e sem os seus dois braços... Eu nunca vou entender como alguém poderia chegar a esse ponto, tamanha crueldade! Lágrimas escorriam de meus olhos e eu só conseguia ouvir meus gritos.
    "Por que Deus, por que?"
    E então eu vi sobre mesa um celular, era o celular de Andrew e nele havia uma gravação. Sem saber o que fazer, comecei a ver, temendo ser o que eu pensava. Sim, era a gravação do ato, eram quatro caras, talvez amigos do que Andrew tinha quebrado o braço. Não quis ver o resto, eu estava em choque, minhas pernas tremendo, então resolvi entregar aquilo para a polícia. Mas antes eu liguei para os nossos colegas e pedi para que nos encontrássemos na minha casa em uma hora. Eu não podia deixar nossa amizade ser em vão, nossa amizade tinha que ficar dentro de mim pra sempre, em meia hora eu havia limpado toda a casa dele jogando fora toda a droga que estava nela (Andrew era um viciado, porém havia abandonado as drogas a certo tempo). 
    Então, depois de arrumar a casa dele, voltei para a minha e terminei de fazer um jantar, eu havia combinado com meus colegas pelo celular, disse que faria um jantar, eu não contei o verdadeiro motivo. Eu não tinha ligado para a polícia, só eu tinha visto, só eu sabia o que estava acontecendo.
    Então, tocam minha campainha, eram praticamente todos nossos colegas, pedi para que sentassem a mesa e disse que era apenas um jantar. Após todos terem jantado, eu resolvi contar o que havia acontecido, disse que queria eternizar nossa amizade com Andrew, principalmente a minha. Eu sabia que, a partir daquele dia, ele sempre estaria dentro de mim.
    Até hoje eu não entendo o motivo pelo qual acharem que eu matei o meu próprio amigo, a polícia também me tinha como principal suspeito até o dia que acharam aquela maldita filmagem. Eu tive que mudar de país, fazer novos amigos porque aqueles não eram amigos de verdade. Esse pequeno pedaço de papel e esse toco de lápis é o que me sobrou nesse lugar, não consigo aceitar que me trancaram aqui, eles acham que sou louco, não sei se foi pelo fato de terem achado que eu tramei a morte de meu amigo, ou pelo fato de o ingrediente daquela janta ser os pedaços do meu velho amigo... Não importa, sei que tenho a certeza que Andrew sempre estará dentro de mim...

  • twonay (PT1)twonay (PT1) Postagens: 173



    O EXPERIMENTO RUSSO DO SONO


    Pesquisadores Russos, no fim dos anos 40, deixaram cinco pessoas acordadas por quinze dias, usando para isso um gás experimental estimulante. Eles foram mantidos em um ambiente selado, e monitorando o oxigênio deles, para que o gás não os matasse, já que possuía altos níveis de toxina concentrada. Para observá-los, havia um circuito interno de câmeras com microfones de cinco polegadas e pequenas janelas de vigia dentro do ambiente. O compartimento estava cheia de livros e cobertores, mas sem colchões, água corrente e banheiro; também havia ração desidratada para todos os cinco, suficiente para um mês.
    As cobaias do teste eram prisioneiros políticos declarados inimigos do Estado durante a Segunda Guerra Mundial.
    Tudo estava bem nos primeiros cinco dias, as cobaias dificilmente reclamavam, já que haviam sido avisados (falsamente) de que seriam libertadas se participassem do teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas, e foi notado que elas conversavam constantemente sobre incidentes traumáticos no passado, sendo que o tom geral da conversa tomou um tom sombrio a partir do quarto dia.
    Depois de cinco dias, as cobaias começaram a reclamar das circunstâncias e eventos que os trouxeram à atual e começaram a demonstrar paranóia severa. Elas pararam de falar umas com as outras e começaram a sussurar alternadamente nos microfones e a bater nas janelas. Estranhamente eles pensavam que poderiam conseguir a confiança dos cientistas ao se tornarem colegas, e tentavam conquistá-los. No começo, os pesquisadores suspeitaram que se tratava de algum efeito secundário do gás…
    Depois de nove dias, um deles começou a gritar. Corria por toda a extensão da câmara gritando a plenos pulmões por três horas seguidas. Ele continuou a gritar, mas depois de algum tempo só conseguia produzir grunhidos. Os pesquisadores acreditaram que ele conseguira fisicamente romper as próprias cordas vocais. O mais surpreendente nesse comportamento foi como os outros reagiram a ele… ou melhor, não reagiram. Eles continuaram a sussurrar nos microfones até que finalmente outro prisioneiro começou a gritar. Os que não gritavam pegaram os livros disponíveis, arrancando página atrás de página e começaram a colá-las sobre o vidro das vigias usando as próprias fezes. Os gritos logo pararam.
    Mais três dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que funcionavam, já que pensavam ser impossível que cinco pessoas, naquelas condições não poderiam estar em total silêncio. O consumo de oxigênio indicava que pessoas ainda estavam vivas. Na verdade, acontecera um aumento no índice de oxigênio, indicando um nível condizente ao consumo após exercícios pesados. Na manhã do décimo quarto dia, os pesquisadores usaram um interfone dentro da câmara, esperando alguma reação dos prisioneiros, que não estavam dando sinais de vida. Os cientistas acreditavam que eles estavam mortos ou vegetando.
    Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, fiquem longe da porta e deitem no chão ou atiraremos. A colaboração dará a um de vocês liberdade imediata.” explicou um dos cientistas.
    Para a surpresa de todos, alguém respondeu calmamente em uma única frase: “Não queremos mais sair.”
    Discussões se iniciaram entre os pesquisadores e as forças militares que idealizaram a experiência. Não obtendo mais resposta alguma através do interfone, foi finalmente decidido abrir a porta à meia-noite do décimo quinto dia.
    O gás estimulante foi retirado da câmara e substituído por ar fresco, imediatamente vozes vindas dos microfones começaram a reclamar. Três vozes diferentes imploravam pela volta do gás, como se pedissem para que poupassem a vida de alguém que amassem. A câmara foi aberta e soldados entraram para retirar as cobaias. Elas começaram a gritar mais alto do que nunca, e o mesmo fizeram os soldados quando viram o que tinha dentro. Quatro das cinco cobaias estavam vivas, embora ninguém pudesse descrever o estado deles como “vivos”.
    As rações a partir do quinto dia não haviam sido tocadas. Havia pedaços de carne vindas do peito e das pernas tapando o ralo no centro da câmara, bloqueando-o e deixando 4 polegadas de água acumulando no chão. Nunca determinou-se o quanto dessa água era na verdade sangue.
    Os quatro “sobreviventes” do teste também tinham grandes porções de músculo e pele extraídos de seus corpos. A destruição da carne e ossos expostos na ponta de seus dedos indicava que as feridas foram feitas à mão, e não por dentes como se pensava inicialmente. Um exame mais delicado na posição das feridas indicou que alguns, senão todos, ferimentos foram auto-induzidos.
    Os órgãos abdominais abaixo da costela das quatro cobaias haviam sido removidos. Enquanto o coração, pulmões e diafrágma estavam no lugar, a pele e a maioria dos órgãos ligados à costela haviam sido extirpados, expondo os pulmões através delas. Todos os vasos sanguíneos e órgãos remanescentes permaneceram intactos, eles só haviam sido retirados e colocados no chão, rodeando os corpos eviscerados, mas ainda vivos das cobaias. Podia-se ver o trato digestivo dos quatro trabalhando, digerindo comida. Logo ficou aparente que o que estava sendo digerido era a própria carne que eles haviam arrancado e comido durante os dias.
    A maioria dos soldados ali presentes eram membros das operações especiais russas, mas muitos se recusaram a voltar à câmara e remover as cobaias. Elas continuaram a gritar para serem deixadas ali e também pediam para que o gás voltasse.
    Para a surpresa de todos, as cobaias ainda lutaram durante o processo de serem removidas da câmara. Um dos soldados russos morreu ao ter sua gargante cortada, e outro foi gravemente ferido ao ter seus testículos arrancados e uma artéria da sua perna atingida pelos dentes de uma das cobaias. Outros cinco soldados perderam suas vidas, se você contar que se suicidaram semanas após o incidente.
    Durante a luta, um dos quatro sobreviventes teve seu baço rompido, e ele começou a perder muito sangue. Os pesquisadores médicos tentaram sedá-lo mas foi impossível. Ele havia sido injetado com mais de dez vezes a dose normal de morfina para humanos e ainda lutava como um animal, quebrando as costelas e o braço de um médico. Houve um ponto em que seu coração bateu forte por dois minutos, após ele ter sangrado tanto a ponto de ter mais ar em seu sistema vascular do que sangue. Mesmo depois do coração ter parado, ele ainda continuava a gritar e a lutar por três minutos, gritando a palavra “MAIS” sem parar até ficar fraco e finalmente calar-se.
    O terceiro sobrevivente estava muito contido e foi levado para um consultório, os outros dois com as cordas vocais intactas continuavam a implorar pelo gás para serem mantidos acordados…
    O mais ferido dos três foi levado para a única sala cirúrgica que havia. Durante o processo de preparar a cobaia para receber seus órgãos de volta, foi descoberto que ela era totalmente imune ao sedativo que estavam dando a ele. O homem lutou furiosamente contra as amarras que o prendiam à cama quando trouxeram gás anestésico para sedá-lo. Ele conseguiu rasgar mais de 4 polegadas de couro das amarras de um dos pulsos, mesmo com um soldado de 90 quilos segurando o mesmo pulso. Levou mais do que o necessário de anastésico para sedá-lo, e na mesma hora em que suas pálpebras se fecharam, seu coração parou. Na autópsia foi reveleado que seu sangue possuía o triplo do normal de oxigênio. Os músculos que estavam presos aos seus ossos estavam destruídos, e ele havia fraturado nove ossos na luta para não ser sedado. A maioria pela força que seus próprios músculos haviam exercido.
    O segundo sobrevivente era o primeiro que começara a gritar. Suas cordas vocais estavam destruídas, e ele não era capaz de gritar e implorar para não passar por cirurgia, e a única forma de reação que ele exibia era sacudir sua cabeça violentamente em desaprovação quando o gás anestésico foi trazido. Ele balançou sua cabeça positivamente quando alguém sugeriu, relutantemente, se os médicos aceitavam fazer a cirurgia sem a anestesia. O sobrevivente não reagiu durante as seis horas de procedimentos para repor seus órgãos e tentar cobrí-los com o que restou de pele. O cirurgião de plantão repetia várias vezes que não era medicamente possível o paciente estar vivo. Uma enfermeira aterrorizada que assistiu à cirurgia constatou que vira a boca do paciente virar um sorriso toda vez que seus olhos se encontraram.
    Quando a cirurgia acabou, o paciente olhou para o cirurgião e começou a grunhir alto, tentando falar enquanto lutava. Acreditando ser algo de extrema importância, o médico pegou uma caneta e papel para que o sobrevivente escrevesse sua mensagem, “Continue cortando.”
    Os outros dois sobreviventes passaram pela mesma cirurgia, os dois sem anestésico. Mas ambos tiverem um paralisante injetado durante a operação, pois o cirurgião achou impossível continuar o procedimento enquanto os pacientes riam histericamente. Uma vez paralisados, as cobaias só podiam acompanhar o procedimento com os olhos, mas logo o efeito do paralisante passou e em questão de segundos eles começaram a lutar contra suas amarras. Quando perceberam que podiam falar novamente, começaram a pedir pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar por que eles haviam se ferido, por que haviam arrancado as próprias entranhas, e por que queriam tanto o gás.
    Ele apontou sua arma para o paciente restante, ainda preso à cama enquanto os outros pesquisadores saíam da sala. “Eu não quero ficar preso aqui com essas coisas! Não com você!” ele gritou para o homem amarrado “O que é você?” ele ordenou “Eu preciso saber!
    Uma única resposta foi dada: “Eu preciso ficar acordado.
    Todas as três cobaias sobreviventes foram colocadas de volta na câmara, enquando esperavam alguma resposta para o que seria feito com elas. Os pesquisadores, encarando a ira dos “benfeitores” militares, por terem falhado em seus objetivos, consideraram eutanásia aos pacientes. O comandante do processo, um ex-KGB, viu algumas possibilidades, e quis que as cobaias fossem colocadas novamente sob o gás estimulante. Os pesquisadores se recusaram fortemente, mas não tiveram escolha.
    Em preparação para serem seladas novamente na câmara, as cobaias foram conectadas a um monitor EEG, e tiveram suas extremidades acolchoadas em troca do confinamento. Para a surpresa de todos, todos os três pararam de lutar assim que souberam que seriam colocados de volta ao gás.
    Era óbvio que até aquele ponto, os três estavam lutando para ficarem acordados. Um dos sobreviventes que podia falar estava cantarolando alto e continuosamente; a cobaia calada estava tentando soltar suas pernas das amarras com toda a sua força; primeiro a esquerda, depois a direita, depois a esquerda novamente, como se quisesse se focar em algo.
    A cobaia restante estava mantendo sua cabeça longe de seu travesseiro e piscando rapidamente. Como fora o primeiro a ser conectado ao EEG, a maioria dos pesquisadores estava monitorando suas ondas cerebrais. Elas estavam normais na maioria das vezes, mas às vezes se tornavam uma linha reta, sem explicação. Era como se ele estivesse sofrendo mortes cerebrais constantes. Enquanto se focavam no papel que o monitor soltava, apenas uma enfermeira viu os olhos do paciente se fecharem assim que sua cabeça atingiu o travesseiro. Suas ondas cerebrais mudaram para aquelas de sono profundo e então tornaram-se uma linha reta pela última vez enquanto seu coração parava na mesma hora.
    A única cobaia que podia falar começou a gritar. Suas ondas cerebrais mostravam as mesmas linhas retas que o paciente que acabara de morrer. O comandante deu a ordem para ser selado dentro da câmara com as duas cobaias e mais três pesquisadores. Assim que entraram na câmara, um dos pesquisadores pegou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, depois voltou para a cobaia muda e também atirou em sua cabeça.
    Você se esqueceu?” O paciente perguntou “Nós somos você. Nós somos a loucura que vaga em todos vocês, implorando para sermos soltos toda vez dentro de sua mente animal. Nós somos aquilo de que vocês se escondem em suas camas toda noite. Nós somos aquilo que vocês sedaram no silêncio e paralisam quando vocês atingem o paraíso noturno do qual não podem sair.
    O pesquisador ficou quieto. E então mirou no coração do paciente e atirou.
    O EEG tornou-se uma linha reta enquanto o paciente gaguejava “tão…perto…livre…

  • Boa história!!
    Lukas B. Loskar

    ''O bom ferro não é transformado em pregos, e bons homens não deveriam ser transformados em soldados.'' Provérbio chinês
    ''Os homens sofrem não pelos gritos das pessoas más, mas sim pelo silêncio das pessoas boas.'' Napoleão Bonaparte

    Aliança: Aeternus I 
    Aeternus na vitória e na derrota!

    Nos unimos com a Família Águia Negra, atual ACD Aeternus, e estamos ainda mais poderosos!!
    É com muito prazer que nós informamos que estamos entre as 150 melhores alianças do Empire. E a cada dia que se passa, estamos mais perto da vitória!


  • twonay (PT1)twonay (PT1) Postagens: 173


    Noite sem lua


    Meu nome é Beatriz, e hoje vou lhes contar algo inexplicável que aconteceu comigo a mais ou menos um ano e meio. Eu estava muito estressada por causa do trabalho, então eu e meu amigo Lucas resolvemos passar uma noite em uma lagoa do outro lado da cidade.
    Estávamos super ansiosos para que chegasse logo o sábado! Eu já tinha verificado a mala umas cinco vezes! Contei para minha irmã Bárbara que mora comigo.
    – Gostaria de ir com a gente?
    – Aquele lugar não me parece bom… Sinto algo muito ruim toda vez que passo perto – Falou olhando dentro dos meus olhos.
    -Tudo bem, não precisa inventar coisas se não quer ir.
    E finalmente chegou o sábado.
    – Sua irmã não quis vir, não é?
    -Ela tem agido estranho desde que a chamei. Fica me olhando, eu pergunto o que foi e ela, não diz nada.
    – É estranho mesmo.
    A Lagoa não é tão longe da minha casa. Em meia hora chegamos. Era uma lagoa bem grande, com várias montanhas e água clarinha, tudo cercado por muitas árvores. Iria escurecer logo, então fomos direto para a casa emprestada do tio do Lucas.
    Fiz macarrão instantâneo e comemos, depois de conversar um pouco acabei deixando o Lucas falando sozinho, pois acabei pegando no sono. Acordei com ele me olhando e com uma mão apertando meu seio por baixo da minha blusa.
    – O que está fazendo?! Está louco?!!
    – Não tem ninguém aqui. Eu gosto de você há tanto tempo… Seus olhos sempre me encantaram, mesmo quando demonstram medo. Você sempre soube que te amo, mas nunca disse nada. Fingiu sentir nada. Estou cansado de esperar!
    Eu não consegui fugir e nem fazer nada. Como a gente pode se enganar com as pessoas. Pelo menos não foi tão bruto… Depois de se saciar, ele acabou dormindo.
    Aproveitei para fugir.
    Ainda estava bem escuro, acho que era umas 3 horas da manhã. Fui direto para o carro. Ele parecia estranho… Velho, enferrujado… e não ligou por nada. Então, tomei uma decisão que parecia a certa naquele momento, mas com certeza foi a pior coisa que poderia ter feito, sair andando. Não dava pra ver a estrada.

    Andei por meia hora, conhecia aquele lugar como a palma da minha mão. Tudo estava mais sombrio, eu não reconhecia aquelas árvores, aquelas pedras, nada. A esta altura estava morrendo de medo do Lucas ter acordado.
    Comecei a sentir a sensação de estar sendo perseguida, observada.O lençol sobre meu corpo me atrapalhava a correr. Tudo ficava mais frio a cada minuto. Sombras estranhas no chão. Passos, cochichos, sons realmente estranhos…
    Eu já estava apavorada! Meu celular tocou e eu quase gritei. Era a minha irmã. Atendi e não dava para entender nada! Parecia que muitas pessoas estavam sentindo dor, eu não reconheci a voz dela. Eram gritos de medo, de pavor, parecia que tinha alguém arrancando pedaços deles. Desliguei apavorada.
    – Meu Deus, o que está acontecendo? Disse baixinho chorando.
    De repente senti uma respiração muito quente no meu pescoço. Olhei para minha frente e uma névoa muito estranha nos rodeava, mal dava para ver a vegetação densa. Senti a quentura da pele da coisa encostar ao pé do meu ouvido. Eu estava morrendo de medo que fosse o Lucas, mas a essa altura, já estava desejando que fosse ele.
    Sai correndo como um corredor de maratona. Acho que nunca corri tão rápido na minha vida. Olhei para o chão e vi a sombra da criatura atrás de mim… Era muito grande, era forte, acho que tinha garras… Não sei o que era, fazia um som aterrorizante, eu nunca ouvi aquele som antes!
    A criatura conseguiu me alcançar, estava realmente perto! Foi quando senti algo em minhas costas, parecia uma agulha bem grossa que furava minha pele e pareciam várias mordidinhas, meu sangue quente começou a escorrer.
    Não estava aguentando mais correr, e as mordidinhas doíam muito! Deparei-me com uma pequena queda d'água e não consegui parar ou mudar de direção a tempo.. Cai na água e bati a cabeça enquanto a força da água me levava… Acordei na beira do rio, com uma senhora me tirando da água. Já era de manhã.
    Levaram-me para o hospital. Minha irmã foi lá me ver, parecia bem preocupada, porém, aliviada.
    Contei toda a história para ela. Ela disse que o Lucas depois de abusar de mim, me jogou no rio. E depois ligou para policia para que viessem prendê-lo. Ele foi encontrado morto na casinha do lago com pequenas marcas pelo corpo todo, muito sangue e também pegadas de uma criatura desconhecida. Na mão dele tinha uma foto sua com marcas também.
    – As marcas encontradas nele eram iguais a essa?
    Levantei minha roupa e mostrei.
    – Não tem nenhuma marca Bia – Fiquei mais confusa ainda.
    – Bárbara, você me ligou em algum momento?
    – Não. Recebi uma ligação sua com vozes que pereciam de pessoas sendo torturadas… Um pouco antes de te acharem – Disse olhando e chorando.
    Nunca mais voltei quela lagoa. Às vezes, em noites sem lua como aquela, sinto que algo está me observando, as mordidinhas doem e sinto uma respiração quente atrás de mim…


    FONTE: http://minilua.com/contos-minilua-noite-sem-lua-263/
  • Luitpod (BR1)Luitpod (BR1) Postagens: 41
    Era meia-noite uma bruxa com a faca na mão... Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão.
  • Era meia-noite uma bruxa com a faca na mão... Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão,Passando manteiga no pão.
    kkkkkk
    Uau, que história kkkk
    Lukas B. Loskar

    ''O bom ferro não é transformado em pregos, e bons homens não deveriam ser transformados em soldados.'' Provérbio chinês
    ''Os homens sofrem não pelos gritos das pessoas más, mas sim pelo silêncio das pessoas boas.'' Napoleão Bonaparte

    Aliança: Aeternus I 
    Aeternus na vitória e na derrota!

    Nos unimos com a Família Águia Negra, atual ACD Aeternus, e estamos ainda mais poderosos!!
    É com muito prazer que nós informamos que estamos entre as 150 melhores alianças do Empire. E a cada dia que se passa, estamos mais perto da vitória!


  • Grande twonay (PT1)Grande twonay (PT1) Postagens: 206
    editado 21.03.2016

    Na Parede


    Eu havia me mudado para um apartamento novo com a minha namorada há mais ou menos dois anos atrás. Era bastante pequeno, tinha apenas uma cozinha, um quarto, um banheiro e uma sala de estar. Todos os cômodos eram minúsculos, mas o preço era bom e nós não nos importávamos muito. Nenhum de nós tinha dinheiro suficiente para sair de lá, então tentávamos não reclamar.
    Uma das coisas mais esquisitas sobre o lugar, é que o lado esquerdo das paredes era totalmente oco e vazio, e o lado direito era sólido como pedra. Eu nem notei isso quando me mudei, nossos vizinhos eram bastante calmos, e deixavam suas discussões para si mesmos. Quando nos mudamos, os únicos vizinhos que tínhamos eram os White. Eles moravam à nossa direita, eram idosos, mas bastante agradáveis com a gente.
    Assim que chegamos, eles nos trouxeram um presente de “boas vindas”, e continuaram fazendo isso para todas as pessoas que se mudaram para o prédio. Era uma pequena torta de maçã, que por sinal estava muito boa.
    Depois de mais ou menos seis meses morando lá, um cara se mudou para outro apartamento à nossa esquerda. Lembro de conhecer ele... Havia acabado de chegar ao prédio com algumas compras, e enquanto subia as escadas até o meu apartamento acabei me esbarrando em alguém.
    “Desculpa, Sr...” Mas eu não sabia quem ele era, nosso prédio era bem pequeno, então todo mundo acabava conhecendo todo mundo. O homem que eu havia esbarrado estava provavelmente na casa dos 50 anos, mas era mais que isso.
    Algo nele era estranho.
    Ele tinha várias rugas, a pele era branca como neve, o cabelo era gorduroso e negro, parecia não ser cortado há algum tempo; tinha uma aparência de doente, como se precisasse ir ao médico naquele exato momento. Os olhos eram negros, quase roxos, e aquilo era algo que eu nunca havia visto em toda minha vida.
    “Peters.” Ele disse com um sorriso de orelha a orelha, mas seus dentes eram nojentos. Provavelmente não os escovava nunca e pareciam estar prestes a caírem de sua gengiva a qualquer segundo.
    Apesar da aparência esquisita, ele parecia – ou tentava – ser uma boa pessoa. “Prazer te conhecer, Sr. Peters. Meu nome é Matt, você se mudou recentemente?” Perguntei e o sorriso dele cresceu ainda mais. Não sabia que ele – ou qualquer outro humano – conseguiriam mostrar um sorriso tão grande. “Sim, acabei de me mudar. Vou ser seu vizinho.” Ele respondeu enquanto nós dois continuávamos caminhando pela escada até alcançar o nosso andar.
    Quando finalmente o alcançamos, Sr. Peters caminhou mais rapidamente até seu apartamento, abrindo a porta de forma ágil e a fechando assim que entrou... Foi tão rápido que parecia um borrão.
    Ótimo, agora tenho um vizinho esquisitão... Pensei para mim mesmo enquanto suspirava e abria a porta do meu apartamento. Eram provavelmente 16h00min, minha namorada, Sandra, ainda estava no trabalho. Ela é cabeleireira, e eu, chefe de um restaurante Italiano do bairro; geralmente fico no trabalho até mais tarde, mas porque o movimento estava pouco naquele dia, nós fechamos mais cedo.
    Coloquei as compras na mesa da cozinha e comecei a guardar tudo dentro da geladeira, não havia comprado muitas coisas, só leite, manteiga, carne de Hambúrguer e uma caixa de cereal. Logo depois de guardar tudo, um dos meus amigos, Tyler, me mandou uma mensagem.
    “Cara, acabei de conseguir o novo Red Dead Redemption, e você precisa conseguir também para que possamos jogar juntos.”
    Eu nunca gostei muito de jogar, mas Tyler é um dos amigos mais próximos que eu tenho, nós nos conhecemos desde o fundamental, como eu tenho um Xbox, Tyler e eu jogaríamos algo juntos de tempos em tempos.
    Eu não tinha nada mais interessante pra fazer, então eu respondi a mensagem dizendo que estava saindo para comprar.
    Enquanto eu alcançava a porta para sair do apartamento, ouvi batidas na parede à esquerda. Era esquisito, porque eram tão claras, então me aproximei dela e dei alguns golpes fracos. Foi aí que eu percebi que, seja lá por qual motivo, a parede era oca.
    Andei até a parede da direita e repeti o processo, sendo retribuído com um barulho; essa era sólida. Fiquei intrigado com a construção do prédio, por que uma parede seria praticamente oca e a outra, completamente sólida? Também estava curioso para saber o que o Sr. Peters estaria fazendo no apartamento para causar aquele barulho.
    Dei de ombros logo depois. “Provavelmente arrastando móveis ou algo do tipo.” Disse para mim mesmo, tentando ignorar o fato de que ele não carregava nada consigo quando o encontrei, minutos antes.
    Fechei a porta do apartamento, dando de ombros novamente e fui comprar meu jogo.
    Quando cheguei com meu jogo em mãos, eram quase 17h00min e fiquei feliz em notar que aquele barulho havia cessado. Não me importava com o que ele fazia no próprio apartamento, desde que fizesse sem causar tanto incomodo.
    Decidi jogar, pegando meus fones de ouvido e os colocando na orelha animadamente. Eles eram muito bons, não conseguia ouvir quase nada enquanto os usava. Joguei com Tyler até as 20h00min e disse pra ele que precisava parar, mas que jogaríamos mais no dia seguinte, assim que eu chegasse do trabalho. Tyler não tinha emprego, o pai era rico, trabalhava uma companhia de petróleo ou algo do tipo, realmente não sei, mas sei que ele tinha muito dinheiro, o que fazia Tyler ficar o tempo todo em casa sem fazer absolutamente nada.
    Desliguei o console e levantei de onde estava para cumprimentar Sandra, nós conversamos sobre nosso dia, coisas desse tipo. Em meio à conversa, lembrei do Sr. Peters.
    “Você sabia que alguém ia se mudar para o apartamento da esquerda?” Perguntei e Sandra me disse que não fazia ideia sobre o novo morador, então decidi perguntar ao Sr. e Sra. White na manhã seguinte. Eles conheciam todo mundo lá, provavelmente já tinham uma torta pronta no forno pra ele.
    Não consegui dormir direito aquela noite, tive um sonho estranho sobre o Sr. Peters, encarando eu e minha namorada na cama, sorrindo daquela forma tenebrosa. Eu queria fazer algo, acordar minha namorada, avisá-la, ou simplesmente sair correndo dali, mas fui impedido com apenas um dedo em meus lábios e um simples “Shhh”, de uma voz amigável.
    Não parecia um sonho, no entanto. Tudo era claro demais e eu consigo lembrar dos menores detalhes, mas ao mesmo tempo, é impossível que seja real.
    Pelo menos é isso que minha terapeuta me disse.
    Depois de uma noite sem dormir, tomei um banho rápido e decidi tomar café logo depois; ouvi o barulho na parede novamente, dessa vez de forma mais delicada, e se possível, mais assustadora. Fui até a cozinha, abrindo a geladeira e  os armários, percebendo que algo estava diferente...
    Leite, manteiga, carnes de Hambúrguer e nada da caixa de cereal.
    Olhei em todos os lugares possíveis, tentando me convencer de que havia colocado em outro lugar, diferente do que achava. Sandra acordou logo depois, se deparando comigo, correndo feito um louco pela cozinha atrás de uma caixa de cereal.
    “O que você fez com o cereal?” Perguntei enquanto abria mais e mais gavetas e portas no armário da cozinha.
    “Não foi ali que você colocou?” Ela perguntou enquanto apontava um dos dedos para o mesmo lugar que eu tinha certeza que havia colocado. “Sim, eu poderia jurar que havia colocado ali, mas não sei onde está. Por favor, me diz que você pegou...” Eu disse, enquanto ela continuava a negar com a cabeça.
    Me convenci de que foi ela de qualquer forma.
    Quem mais poderia ter sido? Um ladrão? Não. Que ladrão rouba caixas de cereal? Tentei não dar mais importância para aquele assunto do que ele realmente merecia, então simplesmente disse: “Deve ter criado um par de pernas e saiu andando.” E decidi esquecer aquilo tudo.
    Fui até a casa dos White e bati na porta, logo o Sr. White apareceu, com um sorriso no rosto e disse. “Olá, filho. Como está você nessa bela manhã?”
    “Oi, Sr. White. Estou bem, obrigado. Eu vim até aqui porque precisava lhe perguntar algo. Você ouviu falar do Sr. Peters?” Perguntei e o Sr. White franziu o cenho assim que escutou aquilo.
    “Bom... Não. Desculpe, não... Quem é?” O homem questionou.
    “Ele se mudou para o apartamento ao lado do nosso, estou surpreso que você não o conhece; você sempre foi o primeiro do prédio a saber quando alguém está se mudando...” Eu disse e o Sr. White sorriu e respondeu: “Bom, talvez eu deva ir lá e ver como ele está, então.”
    Pensei naquela sugestão por um momento e decidi acompanhá-lo, subindo as escadas novamente, e alcançando a porta um momento depois. Sr. White bateu na porta e nós ficamos ali por algum alguns segundos, mas a única resposta que recebemos foi o silêncio. Achei aquilo estranho, não havia sequer um barulho vindo do apartamento, como se estivesse completamente vazio.
    “Hm... Ele ainda deve estar dormindo.” Sr. White disse, e eu achei que aquela seria uma explicação sensata, já que nenhum som vinha de dentro do local.
    “Que tal voltarmos mais tarde, ver se ele já acordou?” Sugeri ao Sr. White, que concordou com a oferta, dizendo que já teria uma torta pronta pra quando eu chegasse do trabalho.
    Separamos-nos, segui meu dia normalmente e voltei para casa.
    Troquei de roupa e fui até a cozinha, pensando em comer rapidamente antes de ir até a casa do Sr. White.
    Peguei uma barrinha de chocolate e fui até a geladeira, mas quando abri, não havia mais leite algum lá. Naquele momento isso começou a me deixar irritado, Sandra estava tentando me assustar ou algo do tipo? Cheguei em casa antes dela, de novo, então decidi apenas ir até a casa do Sr. White e conversar com Sandra quando eu retornasse.
    Bati na porta e recebi uma resposta inesperada. Apenas a Sra. White, com lágrimas nos olhos, que pareciam vermelhos e irritados. “Olá, Matt.” Eu não sabia o que se passava, então apenas perguntei o que havia acontecido para que ela ficasse daquele jeito. “O George, meu querido George...” Ela disse, e mesmo que eu e Sandra só o chamássemos de Sr. White, nós dois sabíamos que seu nome era George.
    “O que aconteceu com ele?” Perguntei.
    “Ele sumiu, simplesmente sumiu.” Ela disse enquanto soluçava de tanto chorar, e minha mente me ofereceu uma única solução.
    Sr. Peters.
    “Vem comigo, agora.” Eu falei com a Sra. White.
    Andei rapidamente até alcançar a porta do Sr. Peters e bati na porta freneticamente. “Sr. Peters, abra a porta, agora.” Mas a única coisa que recebi, pela segunda vez no dia, foi o silêncio.
    Completo e absoluto silêncio.
    Depois de alguns segundos a Sra. White me alcançou no corredor.
    “Ligou para a polícia, Sra. White?” Perguntei e ela balançou a cabeça positivamente. “Eles vieram aqui e eu os contei o acontecido... Por que você está batendo na porta? Quem é Sr. Peters?”
    Expliquei tudo pra ela o mais rápido possível, e ela confirmou que nunca havia ouvido falar dele. Preocupado, peguei o meu celular e liguei para a polícia novamente, e juntamente com a Sra. White, esperei que eles chegassem, mas antes que eles o fizessem, Sandra chegou do trabalho e nos viu no corredor.
    “O que está acontecendo?” Ela perguntou, e eu contei o que havia acontecido com o Sr. White, com o leite, tudo. Sandra apenas esperou pela polícia conosco.
    Quando eles finalmente chegaram, tive que explicar novamente minha história. Os dois se encararam, e foram até a porta, batendo na mesma novamente, e recebendo a mesma resposta que eu recebi.
    Silêncio.
    Eles decidiram falar com o síndico, coletar algumas informações sobre os moradores, mas ele disse que não havia nenhum Sr. Peters morando naquele apartamento.
    Tanto a polícia quanto o Síndico retornaram ao apartamento, com a chave mestra em mãos e assim que a porta foi aberta, tudo o que vimos foi o nada. Absolutamente nada. Era apenas um apartamento vazio, nós caminhamos no local, confusos – eu mais do que todos os outros –
    Foi aí que eu lembrei, andando até a parede e bati na mesma com meu punho, e a parede vazia fez seu barulho de costume. Os que antes eram dois policiais, subitamente se tornaram dez.
    Demorou mais ou menos três horas, de pensamentos e discussão, mas eu, Sandra, a Sra. White e o síndico esperamos calmamente até a polícia decidir o que faria depois.
    Depois de toda a discussão, eles decidiram derrubar a parede oca, e o que eu estava prestes a ver ali mudaria minha vida pra sempre.
    Era horrível de se ver.
    O Sr. Peters se deitava calmamente, próximo ao corpo do Sr. White – que tinha seu abdômen totalmente aberto –. Parecia que o Sr. Peters havia feito aquilo com os próprios dentes, usando eles para causar uma abertura no Sr. White, mas aquela não era a pior parte, no meio do abdômen aberto do Sr. White havia pequenos grãos de cereal e leite, juntamente com sangue. Havia muito sangue... Em todo corpo deles, a Sra. White não apreciou aquilo, ficando nervosa e histérica, logo depois começando a vomitar.
    Alguns dos policiais também vomitaram, e mesmo também sentindo vontade, resisti. Aquilo era horrível de se ver, mas ainda não era a pior parte.
    A pior parte era o sorriso, ele mostrava o mesmo sorriso de orelha a orelha que tinha quando me conheceu. Os policiais tinham suas armas prontas para atirar, apontadas pra ele.
    Ele só sorria. Sorria pra mim. Olhando-me diretamente nos olhos.
    Senti um frio inexplicável na espinha enquanto ele levantava e se afastava do corpo, seus olhos nunca deixando os meus, seu sorriso nunca diminuindo.
    A policia o levou para a delegacia e o algemou, outros policiais tiraram o corpo do Sr. White da parede oca, e a Sra. White chorou o caminho todo. Eu me senti triste por ela, realmente. Se eu achasse a Sandra naquele estado, não sei como iria reagir.
    Sr. Peters foi finalmente preso e recebeu pena de morte, comecei a visitar um terapeuta algum tempo depois do acontecido, e ainda o visito, uma vez por semana.
    Estou escrevendo isso agora só pra avisar todo mundo por aí, quando você ouve alguma batida na parede, ou no andar de cima, talvez você deva checar de forma mais precisa.
    Podem ser apenas “barulhos normais”,mas depois desse evento eu nunca mais dei uma chance, eu ainda estou incrivelmente paranoico, eu lembro de acordar as 03h00min da manhã, ouvindo batidas repetidas vindo da minha cozinha... Levantei como sempre faço, mas dessa vez era diferente. Eu via o Sr. Peters sorrindo pra mim, os dentes podres derramando algum fluido pela boca, que definitivamente era sangue, mas quando eu acendi a luz, ele simplesmente sumiu.
    Eu não sei por que isso está acontecendo comigo, não acredito no sobrenatural ou coisas do tipo, mas eu sei o que eu vi.
    Ele estava lá, me encarando de volta, me mostrando aquele terrível sorriso. 


    fonte: http://creepypastabrazil.blogspot.com.br/search?updated-max=2016-03-13T21:25:00-03:00&max-results=7

    Fórum, uma obrigação, não um privilégio 

  • IAN DESTRUIDOR (PT1)IAN DESTRUIDOR (PT1) PT1 Postagens: 604
    editado 23.03.2016
    Minha história é curta e da muito medo e até vontade de vomitar.

    A dilma ainda tem mais 2 anos de mandato
    ian-souza @ pt 1


  • Nossa vey, pra q assustar a gnt assim, mas sabe oq da mais medo ainda d saber q o lula, talvez, não seja preso

    Fórum, uma obrigação, não um privilégio 

  • VÍSCERAS


    Inspire. Inspire o máximo de ar que conseguir. Essa história deve durar aproximadamente o tempo que você consegue segurar sua respiração, e um pouco mais. Então escute o mais rápido que puder.
    Um amigo meu aos 13 anos ouviu falar sobre “fio-terra”. Isso é quando alguém enfia um consolo na bunda. Estimule a próstata o suficiente, e os rumores dizem que você pode ter orgasmos explosivos sem usar as mãos. Nessa idade, esse amigo é um pequeno maníaco sexual. Ele está sempre buscando uma melhor forma de gozar. Ele sai para comprar uma cenoura e lubrificante. Para conduzir uma pesquisa particular. Ele então imagina como seria a cena no caixa do supermercado, a solitária cenoura e o lubrificante percorrendo pela esteira o caminho até o atendente no caixa. Todos os clientes esperando na fila, observando. Todos vendo a grande noite que ele preparou.
    Então, esse amigo compra leite, ovos, açúcar e uma cenoura, todos os ingredientes para um bolo de cenoura. E vaselina. Como se ele fosse para casa enfiar um bolo de cenoura no rabo.
    Em casa, ele corta a ponta da cenoura com um alicate. Ele a lubrifica e desce seu traseiro por ela. Então, nada. Nenhum orgasmo. Nada acontece, exceto pela dor.
    Então, esse garoto, a mãe dele grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para descer, naquele momento.
    Ele remove a cenoura e coloca a coisa pegajosa e imunda no meio das roupas sujas debaixo da cama.
    Depois do jantar, ele procura pela cenoura, e não está mais lá. Todas as suas roupas sujas, enquanto ele jantava, foram recolhidas por sua mãe para lavá-las. Não havia como ela não encontrar a cenoura, cuidadosamente esculpida com uma faca da cozinha, ainda lustrosa de lubrificante e fedorenta.
    Esse amigo meu, ele espera por meses na surdina, esperando que seus pais o confrontem. E eles nunca fazem isso. Nunca. Mesmo agora que ele cresceu, aquela cenoura invisível aparece em toda ceia de Natal, em toda festa de aniversário. Em toda caça de ovos de páscoa com seus filhos, os netos de seus pais, aquela cenoura fantasma paira por sobre todos eles. Isso é algo vergonhoso demais para dar um nome.
    As pessoas na França possuem uma expressão: “sagacidade de escadas.” Em francês: esprit de l’escalier. Representa aquele momento em que você encontra a resposta, mas é tarde demais. Digamos que você está numa festa e alguém o insulta. Você precisa dizer algo. Então sob pressão, com todos olhando, você diz algo estúpido. Mas no momento em que sai da festa… enquanto você desce as escadas, então – mágica. Você pensa na coisa mais perfeita que poderia ter dito. A réplica mais avassaladora. Esse é o espírito da escada.
    O problema é que até mesmo os franceses não possuem uma expressão para as coisas estúpidas que você diz sob pressão. Essas coisas estúpidas e desesperadas que você pensa ou faz.
    Alguns atos são baixos demais para receberem um nome. Baixos demais para serem discutidos.
    Agora que me recordo, os especialistas em psicologia dos jovens, os conselheiros escolares, dizem que a maioria dos casos de suicídio adolescente eram garotos se estrangulando enquanto se masturbavam. Seus pais os encontravam, uma toalha enrolada em volta do pescoço, a toalha amarrada no suporte de cabides do armário, o garoto morto. Esperma por toda a parte. É claro que os pais limpavam tudo. Colocavam calças no garoto. Faziam parecer… melhor. Ao menos, intencional. Um caso comum de triste suicídio adolescente.
    Outro amigo meu, um garoto da escola, seu irmão mais velho na Marinha dizia como os caras do Oriente Médio se masturbavam de forma diferente do que fazemos por aqui. Esse irmão tinha desembarcado num desses países cheios de camelos, onde o mercado público vendia o que pareciam abridores de carta chiques. Cada uma dessas coisas é apenas um fino cabo de latão ou prata polida, do comprimento aproximado de sua mão, com uma grande ponta numa das extremidades, ou uma esfera de metal ou uma dessas empunhaduras como as de espadas. Esse irmão da Marinha dizia que os árabes ficavam de pau duro e inseriam esse cabo de metal dentro e por toda a extremidade de seus paus. Eles então batiam punheta com o cabo dentro, e isso os fazia gozar melhor. De forma mais intensa.
    Esse irmão mais velho viajava pelo mundo, mandando frases em francês. Frases em russo. Dicas de punhetagem.
    Depois disso, o irmão mais novo, um dia ele não aparece na escola. Naquela noite, ele liga pedindo para eu pegar seus deveres de casa pelas próximas semanas. Porque ele está no hospital.
    Ele tem que compartilhar um quarto com velhos que estiveram operando as entranhas. Ele diz que todos compartilham a mesma televisão. Que a única coisa para dar privacidade é uma cortina. Seus pais não o vem visitar. No telefone, ele diz como os pais dele queriam matar o irmão mais velho da Marinha.
    Pelo telefone, o garoto diz que, no dia anterior, ele estava meio chapado. Em casa, no seu quarto, ele deitou-se na cama. Ele estava acendendo uma vela e folheando algumas revistas pornográficas antigas, preparando-se para bater uma. Isso foi depois que ele recebeu as notícias de seu irmão marinheiro. Aquela dica de como os árabes se masturbam. O garoto olha ao redor procurando por algo que possa servir. Uma caneta é grande demais. Um lápis, grande demais e áspero. Mas escorrendo pelo canto da vela havia um fino filete de vela derretida que poderia servir. Com as pontas dos dedos, o garoto descola o filete da vela. Ele o enrola na palma de suas mãos. Longo, e liso, e fino.
    Chapado e com tesão, ele enfia lá dentro, mais e mais fundo por dentro do canal urinário de seu pau. Com uma boa parte da cera ainda para fora, ele começa o trabalho.
    Até mesmo nesse momento ele reconhece que esses árabes eram caras muito espertos.
    Eles reinventaram totalmente a punheta. Deitado totalmente na cama, as coisas estão ficando tão boas que o garoto nem observa a filete de cera. Ele está quase gozando quando percebe que a cera não está mais lá.
    O fino filete de cera entrou. Bem lá no fundo. Tão fundo que ele nem consegue sentir a cera dentro de seu pau.
    Das escadas, sua mãe grita dizendo que é a hora da janta. Ela diz para ele descer naquele momento. O garoto da cenoura e o garoto da cera eram pessoas diferentes, mas viviam basicamente a mesma vida.
    Depois do jantar, as entranhas do garoto começam a doer. É cera, então ele imagina que ela vá derreter dentro dele e ele poderá mijar para fora. Agora suas costas doem. Seus rins. Ele não consegue ficar ereto corretamente.
    O garoto falando pelo telefone do seu quarto de hospital, no fundo pode-se ouvir campainhas, pessoas gritando. Game shows.
    Os raios-X mostram a verdade, algo longo e fino, dobrado dentro de sua bexiga. Esse longo e fino V dentro dele está coletando todos os minerais no seu mijo. Está ficando maior e mais espesso, coletando cristais de cálcio, está batendo lá dentro, rasgando a frágil parede interna de sua bexiga, bloqueando a urina. Seus rins estão cheios. O pouco que sai de seu pau é vermelho de sangue.
    O garoto e seus pais, a família inteira, olhando aquela chapa de raio-X com o médico e as enfermeiras ali, um grande V de cera brilhando na chapa para todos verem, ele deve falar a verdade. Sobre o jeito que os árabes se masturbam. Sobre o que o seu irmão mais velho da Marinha escreveu.
    No telefone, nesse momento, ele começa a chorar.
    Eles pagam pela operação na bexiga com o dinheiro da poupança para sua faculdade. Um erro estúpido, e agora ele nunca mais será um advogado.
    Enfiando coisas dentro de você. Enfiando-se dentro de coisas. Uma vela no seu pau ou seu pescoço num nó, sabíamos que não poderia acabar em problemas.
    O que me fez ter problemas, eu chamava de Pesca Submarina. Isso era bater punheta embaixo d’água, sentando no fundo da piscina dos meus pais. Pegando fôlego, eu afundava até o fundo da piscina e tirava meu calção. Eu sentava no fundo por dois, três, quatro minutos.
    Só de bater punheta eu tinha conseguido uma enorme capacidade pulmonar. Se eu tivesse a casa só para mim, eu faria isso a tarde toda. Depois que eu gozava, meu esperma ficava boiando em grandes e gordas gotas.
    Depois disso eram mais alguns mergulhos, para apanhar todas. Para pegar todas e colocá-las em uma toalha. Por isso chamava de Pesca Submarina. Mesmo com o cloro, havia a minha irmã para se preocupar. Ou, Cristo, minha mãe.
    Esse era meu maior medo: minha irmã adolescente e virgem, pensando que estava ficando gorda e dando à luz a um bebê retardado de duas cabeças. As duas parecendo-se comigo. Eu, o pai e o tio. No fim, são as coisas com as quais você não se preocupa que te pegam.
    A melhor parte da Pesca Submarina era o duto da bomba do filtro. A melhor parte era ficar pelado e sentar nela.
    Como os franceses dizem, Quem não gosta de ter seu cu chupado? Mesmo assim, num minuto você é só um garoto batendo uma, e no outro nunca mais será um advogado.
    Num minuto eu estou no fundo da piscina e o céu é um azul claro e ondulado, aparecendo através de dois metros e meio de água sobre minha cabeça. Silêncio total exceto pelas batidas do coração que escuto em meu ouvido. Meu calção amarelo-listrado preso em volta do meu pescoço por segurança, só em caso de algum amigo, um vizinho, alguém que apareça e pergunte porque faltei aos treinos de futebol. O constante chupar da saída de água me envolve enquanto delicio minha bunda magra e branquela naquela sensação.
    Num momento eu tenho ar o suficiente e meu pau está na minha mão. Meus pais estão no trabalho e minha irmã no balé. Ninguém estará em casa por horas.
    Minhas mãos começam a punhetar, e eu paro. Eu subo para pegar mais ar. Afundo e sento no fundo. Faço isso de novo, e de novo.
    Deve ser por isso que garotas querem sentar na sua cara. A sucção é como dar uma cagada que nunca acaba. Meu pau duro e meu cu sendo chupado, eu não preciso de mais ar. O bater do meu coração nos ouvidos, eu fico no fundo até as brilhantes estrelas de luz começarem a surgir nos meus olhos. Minhas pernas esticadas, a batata das pernas esfregando-se contra o fundo. Meus dedos do pé ficando azul, meus dedos ficando enrugados por estar tanto tempo na água.
    E então acontece. As gotas gordas de gozo aparecem. É nesse momento que preciso de mais ar. Mas quando tento sair do fundo, não consigo. Não consigo colocar meus pés abaixo de mim. Minha bunda está presa.
    Médicos de plantão de emergência podem confirmar que todo ano cerca de 150 pessoas ficam presas dessa forma, sugadas pelo duto do filtro de piscina. Fique com o cabelo preso, ou o traseiro, e você vai se afogar. Todo o ano, muita gente fica. A maioria na Flórida.
    As pessoas simplesmente não falam sobre isso. Nem mesmo os franceses falam sobre tudo. Colocando um joelho no fundo, colocando um pé abaixo de mim, eu empurro contra o fundo. Estou saindo, não mais sentado no fundo da piscina, mas não estou chegando para fora da água também.
    Ainda nadando, mexendo meus dois braços, eu devo estar na metade do caminho para a superfície mas não estou indo mais longe que isso. O bater do meu coração no meu ouvido fica mais alto e mais forte.
    As brilhantes fagulhas de luz passam pelos meus olhos, e eu olho para trás… mas não faz sentido. Uma corda espessa, algum tipo de cobra, branco-azulada e cheia de veias, saiu do duto da piscina e está segurando minha bunda. Algumas das veias estão sangrando, sangue vermelho que aparenta ser preto debaixo da água, que sai por pequenos cortes na pálida pele da cobra. O sangue começa a sumir na água, e dentro da pele fina e branco-azulada da cobra é possível ver pedaços de alguma refeição semi-digerida.
    Só há uma explicação. Algum horrível monstro marinho, uma serpente do mar, algo que nunca viu a luz do dia, estava se escondendo no fundo escuro do duto da piscina, só esperando para me comer.
    Então… eu chuto a coisa, chuto a pele enrugada e escorregadia cheia de veias, e parece que mais está saindo do duto. Deve ser do tamanho da minha perna nesse momento, mas ainda segurando firme no meu cu. Com outro chute, estou a centímetros de conseguir respirar. Ainda sentindo a cobra presa no meu traseiro, estou bem próximo de escapar.
    Dentro da cobra, é possível ver milho e amendoins. E dá pra ver uma brilhante esfera laranja. É um daqueles tipos de vitamina que meu pai me força a tomar, para poder ganhar massa. Para conseguir a bolsa como jogador de futebol. Com ferro e ácidos graxos Ômega 3.
    Ver essa pílula foi o que me salvou a vida. Não é uma cobra. É meu intestino grosso e meu cólon sendo puxados para fora de mim. O que os médicos chamam de prolapso de reto. São minhas entranhas sendo sugadas pelo duto.
    Os médicos de plantão de emergência podem confirmar que uma bomba de piscina pode puxar 300 litros de água por minuto. Isso corresponde a 180 quilos de pressão. O grande problema é que somos todos interconectados por dentro. Seu traseiro é apenas o término da sua boca. Se eu deixasse, a bomba continuaria a puxar minhas entranhas até que chegasse na minha língua. Imagine dar uma cagada de 180 quilos e você vai perceber como isso pode acontecer.
    O que eu posso dizer é que suas entranhas não sentem tanta dor. Não da forma que sua pele sente dor. As coisas que você digere, os médicos chamam de matéria fecal. No meio disso tudo está o suco gástrico, com pedaços de milho, amendoins e ervilhas.
    Essa sopa de sangue, milho, merda, esperma e amendoim flutua ao meu redor. Mesmo com minhas entranhas saindo pelo meu traseiro, eu tentando segurar o que restou, mesmo assim, minha vontade é de colocar meu calção de alguma forma. Deus proíba que meus pais vejam meu pau.
    Com uma mão seguro a saída do meu rabo, com a outra mão puxo o calção amarelo-listrado do meu pescoço. Mesmo assim, é impossível puxar de volta.
    Se você quer sentir como seria tocar seus intestinos, compre uma camisinha feita com intestino de carneiro. Pegue uma e desenrole. Encha de manteiga de amendoim. Lubrifique e coloque debaixo d’água. Então tente rasgá-la. Tente partir em duas. É firme e ao mesmo tempo macia. É tão escorregadia que não dá para segurar.
    Uma camisinha dessas é feita do bom e velho intestino.
    Você então vê contra o que eu lutava. Se eu largo, sai tudo. Se eu nado para a superfície, sai tudo. Se eu não nadar, me afogo. É escolher entre morrer agora, e morrer em um minuto.
    O que meus pais vão encontrar depois do trabalho é um feto grande e pelado, todo curvado. Mergulhado na água turva da piscina de casa. Preso ao fundo por uma larga corda de veias e entranhas retorcidas. O oposto do garoto que se estrangula enquanto bate uma. Esse é o bebê que trouxeram para casa do hospital há 13 anos. Esse é o garoto que esperavam conseguir uma bolsa de jogador de futebol e eventualmente um mestrado. Que cuidaria deles quando estivessem velhinhos. Seus sonhos e esperanças. Flutuando aqui, pelado e morto. Em volta dele, gotas gordas de esperma.
    Ou isso, ou meus pais me encontrariam enrolado numa toalha encharcada de sangue, morto entre a piscina e o telefone da cozinha, os restos destroçados das minhas entranhas para fora do meu calção amarelo-listrado.
    Algo sobre o que nem os franceses falam. Aquele irmão mais velho na Marinha, ele ensinou uma outra expressão bacana. Uma expressão russa. Do jeito que nós falamos “Preciso disso como preciso de um buraco na cabeça…”, os russos dizem, “Preciso disso como preciso de dentes no meu cu…”
    Mne eto nado kak zuby v zadnitse.
    Essas histórias de como animais presos em armadilhas roem a própria perna fora, bem, qualquer coiote poderá te confirmar que algumas mordidas são melhores que morrer.
    Droga… mesmo se você for russo, um dia vai querer esses dentes.
    Senão, o que você pode fazer é se curvar todo. Você coloca um cotovelo por baixo do joelho e puxa essa perna para o seu rosto. Você morde e rói seu próprio cu. Se você ficar sem ar você consegue roer qualquer coisa para poder respirar de novo.
    Não é algo que seja bom contar a uma garota no primeiro encontro. Não se você espera por um beijinho de despedida. Se eu contasse como é o gosto, vocês não comeriam mais frutos do mar.
    É difícil dizer o que enojaria mais meus pais: como entrei nessa situação, ou como me salvei. Depois do hospital, minha mãe dizia, “Você não sabia o que estava fazendo, querido. Você estava em choque.” E ela teve que aprender a cozinhar ovos pochê.
    Todas aquelas pessoas enojadas ou sentindo pena de mim…
    Precisava disso como precisaria de dentes no cu.
    Hoje em dia, as pessoas sempre me dizem que eu sou magrinho demais. As pessoas em jantares ficam quietas ou bravas quando não como o cozido que fizeram. Cozidos podem me matar. Presuntadas. Qualquer coisa que fique mais que algumas horas dentro de mim, sai ainda como comida. Feijões caseiros ou atum, eu levanto e encontro aquilo intacto na privada.
    Depois que você passa por uma lavagem estomacal super-radical como essa, você não digere carne tão bem. A maioria das pessoas tem um metro e meio de intestino grosso. Eu tenho sorte de ainda ter meus quinze centímetros. Então nunca consegui minha bolsa de jogador de futebol. Nunca consegui meu mestrado. Meus dois amigos, o da cera e o da cenoura, eles cresceram, ficaram grandes, mas eu nunca pesei mais do que pesava aos 13 anos.
    Outro problema foi que meus pais pagaram muita grana naquela piscina. No fim meu pai teve que falar para o cara da limpeza da piscina que era um cachorro. O cachorro da família caiu e se afogou. O corpo sugado pelo duto. Mesmo depois que o cara da limpeza abriu o filtro e removeu um tubo pegajoso, um pedaço molhado de intestino com uma grande vitamina laranja dentro, mesmo assim meu pai dizia, “Aquela porra daquele cachorro era maluco.”
    Mesmo do meu quarto no segundo andar, podia ouvir meu pai falar, “Não dava para deixar aquele cachorro sozinho por um segundo…”
    E então a menstruação da minha irmã atrasou.
    Mesmo depois que trocaram a água da piscina, depois que vendemos a casa e mudamos para outro estado, depois do aborto da minha irmã, mesmo depois de tudo isso meus pais nunca mencionaram isso novamente.
    Nunca. Essa é a nossa cenoura invisível. Você. Agora você pode respirar. Eu ainda não.

    Fórum, uma obrigação, não um privilégio 

  • CPT. Jax Teller (BR1)CPT. Jax Teller (BR1) Postagens: 14,705
    isso pq vc viu nos comentarios do site q eu peguei '-'
    half life tem um mod d fear, acho q vou baixar
    baixa e me digacomo é
    Nome: O_O
    Nível:13
    Server: BR1
    Total de infrações; 0
    Total de infrações restantes para ser banido: 10 :(
    Status: (Solteiro)
    Idade: 15
    Signo: Leão
    Eu sou: Virgem
  • player792527760 (BR1)player792527760 (BR1) Postagens: 659
    editado 20.01.2018
    se eu quiser ve negocio d terror eu procuro o stephen king seus illuminados
    a vida é um ovo

    - quantum break

Deixe um comentário

NegritoItálicoRiscadoOrdered listLista não ordenada
Emoji
Imagem
Alinhar à esquerdaAlinhar ao centroAlinhar à direitaLigar/desligar visualização em HTMLLigar/Desligar visualização em página inteiraLigar/desligar as luzes
Largar imagem/ficheiro